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Uma mãe ficou com um olho roxo, após um suposto ataque racista, de um motorista asiático da Uber. Annastazia Merrett, de 25 anos, está alegando que foi atingida duas vezes pelo homem que a chamou de “cabra branca” e que o pai da menina só podia ser “um escravo”.

A mulher acusa ainda o homem de ter atirado com as chaves na cara da menina, Savannah, de um ano de idade. A polícia foi chamada ao local e o homem está negando todas as acusações dessa mulher. O incidente aconteceu no sul de Londres, na Inglaterra.

Depois das alegadas agressões, que teriam sido motivadas pelo homem não ter gostado de ver uma mulher branca ser mãe de uma filha negra, a mulher chamou a polícia, que começou a investigar o caso.

A mulher afirma que o homem a agrediu, deixando-a com um olho roxo, e que ela reagiu, batendo no homem, em auto-defesa. “Foi a experiência mais horrível da minha vida. E o pior é que a polícia deixou-o voltar a pegar no carro e dirigir para colectar seu próximo cliente. E se ele fizer algo pior para outra pessoa?“, alegou Annastazia, em declarações citadas no jornal Daily Mail.

A mãe contou que a discussão aconteceu quando ela estava tentando tirar o assento de bebé de Savannah do carro e destrancar a porta ao mesmo tempo. Ela teria, então, pedido ajuda educadamente para ele, mas não teve qualquer compreensão da parte do motorista. “Quando eu deixei cair minhas chaves, ele as pegou e as jogou no rosto da minha filha. Ele me chamou de cabra branca e disse que o pai de Savannah deve ser um escravo“, contou Annastazia.

A mulher disse que perdeu a cabeça quando ele disse isso e que se virou contra ele e foi aí que ele lhe deu um soco. A jovem mãe disse que os vizinhos ouviram tudo o que aconteceu, depois de uma viagem que foi sempre muito desconfortável, com o homem falando vários comentários machistas, que estavam deixando a mulher estressada.

A polícia escutou versões diferentes. Enquanto a mulher falou sobre o ataque racista do homem, ele alegou, pelo contrário, que foi ela quem o teria tentado assaltar. Sem evidências fortes, os policiais anotaram o caso, mas não tomaram qualquer medida.

Insatisfeita com essa decisão, Annastazia foi na delegacia, no dia seguinte, apresentar queixa novamente, e a polícia está investigando o caso. Entretanto, a Uber preferiu suspender o uso do aplicativo pelo motorista, enquanto a investigação durar, apesar de ele negar todas as acusações.

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