Uma agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecta à subunidade do Aeroporto Internacional de Nampula, encontra-se detida, desde a noite de segunda-feira (30), indiciada de extorquir um passageiro para que a mercadoria deste não passasse pelo scanner.

O caso chegou aos ouvidos do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Nampula, que não revelou a identidade da acusada nem o valor que ela terá cobrado.

O procurador Francisco Baúque, justificou que não interessa o montante envolvido na extorsão, mas sim a atitude condenável da policial. “O scanner está para controlar actos ilícitos e não para fins pessoais”.

A agente incriminada, surpreendida na posse de somas avultadas de dinheiro que se supõe provir de extorsões e cobranças ilícitas, é uma das responsáveis pelo scanner instalado naquele aeroporto para efeitos de fiscalização de mercadorias ou bagagens.

Segundo apurámos, a visada foi presa em flagrante delito no seu turno de trabalho. O passageiro que ela pretendia, supostamente, extorquir devia tomar um voo das 19h00 com destino a cidade de Maputo.

Consta que teria sido o próprio passageiro a denunciar o caso, após ser aliciado para pagar “refresco” no sentido de impedir que duas caixas de peixe fresco com peso inferior a 20 quilogramas fossem submetidas ao scanner.

Apurámos ainda que não é a primeira vez que a agente suspeita se envolvia em cobranças ilícitas.

Francisco Baúque disse também que a prisão da agente da PRM já foi legalizada pelo juiz de instrução criminal. Ela foi encaminhada à Cadeia Feminina da Réx, arredores da cidade de Nampula.

@Verdade