Destaque Homem suicida-se após ser deportado pela terceira vez

Homem suicida-se após ser deportado pela terceira vez

Um mexicano de 44 anos suicidou-se na manhã de terça-feira (22), depois de ter sido deportado pela terceira vez dos Estados Unidos para o México. Guadalupe Olivas Valencia atirou-se de uma ponte rodoviária a poucos metros da fronteira do México com os Estados Unidos.

O homem foi deportado para a cidade de Tijuana, no México, às 8:20 locais, segundo avança a AFP citando as autoridades locais. Condutores que passavam na ponte terão alertado a polícia, depois de verem um homem a olhar para o vazio no cimo da ponte, situada a cerca de 20 metros da fronteira.

Quando as autoridades chegaram, cerca das 9:00, o homem já tinha saltado de uma altura de cerca de 20 metros.

Esta terá sido, segundo um funcionário que acompanhou o caso, a terceira vez que este homem foi deportado dos Estados Unidos para o México.

Na terça-feira, Departamento de Segurança Interna norte-americano divulgou novas directivas para a expulsão de imigrantes ilegais, referindo que quase todos os 11 milhões de indocumentados, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos podem ser potencialmente deportados.

Em duas directivas, o secretário da Segurança Interna, John Kelly, ordena que os agentes dos serviços aduaneiros e de imigração norte-americanos expulsem o mais rapidamente possível todos os imigrantes ilegais que encontrem durante o exercício das suas funções.

A administração liderada pelo Presidente Donald Trump define sete níveis de prioridade para a deportação de imigrantes sem documentos.

O primeiro nível da lista abrange os imigrantes ilegais condenados por delitos ou por crimes. A lista segue com aqueles que são acusados de crimes, mas também abrange aqueles que tenham “abusado” de benefícios públicos.

A administração Trump deixa igualmente ao critério dos funcionários dos serviços aduaneiros e de imigração a avaliação do potencial perigo que pode representar um imigrante ilegal para a ordem pública ou para a segurança nacional.

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“Com muito poucas excepções, o Departamento não irá isentar nenhuma classe ou categoria” de estrangeiros indocumentados, frisou a administração norte-americana.

Todos aqueles que tenham violado as leis de imigração podem ser alvo de processos até e incluindo a expulsão dos Estados Unidos“, salientou o executivo.

Estas medidas representam uma mudança significativa em comparação com as directivas da anterior administração do Presidente Barack Obama, que não previam deportações com base em violações menores da lei, como conduzir sem carta de condução ou ter uma luz do carro avariada.

As novas directivas mantêm, no entanto, a protecção concedida por Barack Obama desde 2012 aos menores sem documentos que chegam ao território norte-americano, medida também conhecida como o programa DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals) que evitou, até à data, a deportação de 750 mil jovens indocumentados.

Em Novembro de 2014, Obama decidiu estender o programa DACA a todos aqueles que chegassem aos Estados Unidos antes de fazer 16 anos e anteriormente a 01 de Janeiro de 2010, independentemente da sua actual idade.

Outra das medidas também assinadas ontem por Kelly é a contratação de 10.000 novos agentes para o Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro e 5.000 novos funcionários para o Gabinete Aduaneiro e Fronteiras.

No seguimento do decreto presidencial assinado a 25 de Janeiro, o secretário da Segurança Interna também deu luz verde para iniciar os trabalhos para a construção do muro prometido por Trump durante a campanha eleitoral na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

DN

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