Os clientes da Associação de Crédito Ajuda Mútua conhecida por banco Chinês, que funcionava ilegalmente na cidade de Maputo, juntaram-se ontem (09), uma vez mais, em frente à Procuradoria da República da Cidade para exigir respostas sobre o processo aberto há cerca de sete meses.
No final de duas horas, os lesados foram informados que as investigações ainda estão em curso e devem voltar a oito de Março.
Desde que a instituição financeira foi desmantelada e o dinheiro cativo pelo Banco de Moçambique a pedido da Procuradoria da República contam-se 16 mil depositantes, que aliciados pelos juros altos depositaram até o dinheiro que não tinham.
“Eu sou uma simples camponesa que com base no dinheiro que consegui fazendo alguns trabalhos decidi depositar para conseguir algum lucro. Hoje, não tenho nada e não sei a quem recorrer. A única coisa que eu quero é reaver os meus 10 mil meticais”, contou com os ânimos exaltados Naponani Munguambe.
A concentração dos depositantes começou as 6:30h, por isso houve quem optou por esperar sentado ou até mesmo deitado. Entre os lesados estava Alberto Muti, residente na Massinga, em Inhambane e que contou que depositou 200 mil meticais e está com dificuldades para vir a Maputo.
“Os duzentos mil meticais que eu depositei estão a fazer muita falta e eu já não tenho dinheiro para continuar a vir para cá reclamar. Já lá se vão sete meses desde que apreenderam o nosso dinheiro e de lá até esta parte não recebemos nenhuma resposta”, disse Alberto Muti.
Por sua vez, o representante dos depositantes que reuniu-se com o Procurador que está em frente ao processo, pediu para que o caso seja resolvido com flexibilidade.
“O dinheiro que está congelado está a comprometer a vida de muitas famílias. E neste momento nós só pedimos para que o processo corra de forma célere porque a muita coisa que está dependente daquele valor. Disseram-nos para voltar daqui a um mês, e não estamos satisfeitos com essa resposta”, disse Abílio Nhabinda.
Em Julho de 2016 o Banco de Moçambique cativou as contas da suposta Instituição bancária, por se tratar de uma operação ilegal. Desde essa altura que a Procuradoria da República da Cidade está a esclarecer os contornos da operação de angariação de depositantes que recebiam juros mensais estimados em 30 por cento.
O País














