De acordo com o seminário sobre a reforma curricular, terminado ontem em Maputo, as falhas nos objectivos definidos para as disciplinas profissionalizantes no Ensino Secundário Geral (ESG), tem haver com a insuficiência de meios didácticos e de professores especializados.

A falta de laboratórios para aulas práticas de Química, Física e Biologia, e à insuficiência de meios para a pratica de  disciplinas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC´s), Empreendedorismo e Agro-Pecuária, e bibliotecas em algumas escolas, foram apontadas no evento como barreiras ao sucesso do currículo em vigor no ESG a nível da cidade de Maputo.

Em paralelo foram destacados, o acompanhamento deficitário das direcções superiores que tutelam as actividades de educação e falta de formação regular dos professor e avaliação do estágio de implementação do currículo, condições das infra-estruturas fraco envolvimento dos pais e encarregados de educação na melhoria das condições de ensino, na aquisição de meios didácticos para os seus educandos.

Um outro constrangimento destacado refere que com a introdução de novas disciplinas a carga horária das outras cadeiras curriculares ficou reduzida, o que limita a possibilidade de exercitação dos conteúdos e acompanhamento nas diferentes classes dos dois ciclos do ESG.

De modo a solucionar os problemas destacados, e necessário um ajuste dos conteúdos à carga horária, adaptação dos manuais aos programas do ensino, alocação dos recursos e formação de professores para as disciplinas profissionalizantes.

Actualmente grande parte dos recursos financeiros alocados para o sector da Educação e Desenvolvimento Humano vai para o Ensino Primário, que conta com cerca de seis milhões de alunos, o ESG abrange cerca  de um milhão de alunos. A revisão pontual que se pretende fazer é também na sequência das modificações inseridas no currículo do Ensino Primário, que visam, fundamentalmente, sanar os problemas de leitura e escrita que vêm se reportado nos últimos anos.