As cheias que assolam as regiões centro e norte de Moçambique, desde Janeiro do presente ano, já destruíram cerca de 400 escolas naquele ponto do país.

Segundo o Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão, estes dados têm se alterado quase todos os dias, nas últimas semanas, o que  preocupa sobremaneira o sector da educação, constituindo-se num atraso ao trabalho que já foi feito até então.

“Tinha a indicação de que eram 400 escolas destruídas, mas o número cresceu”, disse o Ministro, realçando que mais preocupante ainda é o número de salas de aulas que não apresentam condições para que as crianças possam aprender condignamente “quando uma escola, uma sala de aulas, mesmo que não tenha sido afectada pelas cheias, não apresenta o mínimo de condições, ela também está afectada de alguma forma”, sublinhou Ferrão.

O Ministro entende que é necessário fazer um trabalho exaustivo no sentido de recuperar estas salas e pôr as crianças a estudar num ambiente aconchegante.

“São umas milhares de salas que nós temos sem condições, então, o esforço que temos de fazer é trazer estas salas de volta a normalidade e todo o esforço que tem que ser feito nos próximos anos é dotar as salas do mínimo de condições para que as crianças possam aprender a ler e escrever condicente”, disse.

Saliente-se que abertura do ano lectivo está agendada para a próxima sexta-feira (6 de Fevereiro).