Um total de 347 hectares de culturas diversas foram inundados afectando 495 agregados familiares  no distrito de Magude, província de Maputo, na sequência das chuvas intermitentes que continuam a cair  naquela região do sul do país.

Segundo o secretário permanente naquele distrito, Rafael Bonso, citado pela AIM,  o excesso de precipitação resultou na inundação dos 347 hectares, dos quais 333 no posto administrativo de Motaze, e 14 em Magude-sede, culminando com a perda de 80 e 11,3 hectares respectivamente.
“”Cinco escolas, designadamente, EPC de Manjangue, EP1 de Chicutso, EP1 de Kentchene (posto administrativo de Mahel), EPC de Marrule e EP1 Joaquim Chissano (posto de Motaze), ficaram com problemas de vias de acesso, dificultando o processo de matrículas e a preparação da abertura do ano lectivo e a distribuição do livro gratuito””, disse Bonso.

A fonte alertou que as águas ameaçam danificar  parte da superfície de rodagem no aterro de Mapapene, na estrada que liga Magude-sede ao posto administrativo de Motaze.

O aterro do aqueduto na zona de Inhongane ficou rompido, interrompendo a via que dá acesso à localidade de Marrule na baixa de Mavondzana, no posto administrativo de Motaze.

““Ficaram interrompidas as vias de acesso ao distrito de Chókwè, pondo em risco as populações do posto administrativo de Motaze e Chicutso no posto de Mahel, as vias de acesso e as povoações de Uanote e Chipfundlane, no posto administrativo de Motaze e a via que liga a localidade de Chicutso a Mahel e Chókwè””, explicou.

A via que liga a zona de Malhanganine e a localidade de Mulelemane também ficou intransitável, segundo Bonso.

Assim, o estado actual das vias de acesso obriga as populações a percorrerem longas distâncias com recurso a vias alternativas para outras zonas de interesse social e económico.

Uma das vias afectadas é a estrada em construção de raiz que liga Magude à Motaze (com uma extensão de 40 quilómetros) que terá continuidade para ligar a Chókwè (37 quilómetros) e que apresenta sinais de corte em certas zonas, um sinal de alerta ao empreiteiro para reforçar com a montagem de mais pontes.

Para tentar mitigar o sofrimento das populações, segundo o secretário permanente, estão em curso obras de emergência para a reposição de aquedutos, enquanto decorrem visitas rotineiras pela Administração Nacional de Estradas (ANE) com os respectivos empreiteiros aos locais afectados.