As principais baciais hidrográficas do centro e norte do país, nomeadamente o Púnguè, Zambeze, Licungo, Ligonha, Meluli, Lúrio, Messalo e a sub-bacia do Lugenda registam incremento de escoamento, em resultado de chuvas persistentes que têm vindo a cair na região e nos países vizinhos.

Os registos da Direcção Nacional de Águas apontam para a ocorrência de chuvas localmente moderadas a fortes nas bacias do rio Govuro, em Mapinhane, Púnguè, em Púnguè Sul, Púnguè Fronteira e Zambeze, em Muzi, Nhavunduca, Luia, Zóbuè, Chifunde, Marromeu, Megaza, Mitengo Wa-Mbalame, Zumbo, cidade de Tete e Mágoe. Na bacia do Licungo os registos apontam para a ocorrência de precipitação em Mocuba, Lugela e Nante, enquanto no rio Monapo, em Rapale, Megaruma, em Chiúre, Messalo, em Meangalewa, e Rovuma, em Congerenge.

De acordo com as previsões meteorológicas e a situação hidrológica prevalecente, prevê-se até hoje que os níveis hidrométricos registem oscilação, com tendência de subir na bacia hidrográfica do Zambeze, podendo a estação de Caia atingir o nível do alerta. Atenção especial para as regiões de Chemba, Megaza, Mutarara, Caia, Marromeu e Luabo.

Neste ano, as chuvas já fizeram 159 mortos, dos quais 134 só na província da Zambézia, assolada por cheias históricas na bacia do Licungo. Receia-se que este número venha a subir, tendo em conta que algumas pessoas continuam desaparecidas.