O novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Electricidade de Moçambique E.P. (EDM), Engenheiro Gildo Abílio Sibumbe, tomou posse na manhã desta quarta-feira (01), numa cerimónia que contou com a presença do anterior Presidente, Eng. Augusto de Sousa Fernando.

O novo PCA tem como principais desafios o aumento do acesso à energia eléctrica e a melhoria dos serviços prestados ao cliente.

Durante a cerimónia do empossamento, o Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, reforçou que é necessária uma maior atenção à electrificação dos locais com maior potencial agro-industrial e de rápido desenvolvimento, o que implica a extensão da rede nacional de energia.

Para tal, “o desenvolvimento de infra-estruturas de produção e transporte de energia eléctrica assume um papel de relevo, sendo imperioso assegurar a disponibilidade de energia para o crescente consumo, bem como a capacidade de transporte para os diversos centros de carga”, referiu o chefe do executivo moçambicano.

Intervindo na ocasião, o actual PCA da empresa estatal afirmou que irá dar continuidade à implementação do plano estratégico da empresa.

“Darei continuidade ao trabalho que tem sido feito por aqueles que me anteciparam , nomeadamente o aumento do acesso as populações à energia eléctrica, tentar expandir na medida do possível o parque de geração para ter mais energia disponível”, disse Sibumbe, tendo avançado que a qualidade de melhoria da energia é uma meta.

Formado em engenharia electrotécnica e quadro da EDM há 25 anos, até à data da sua nomeação, Gilgo Sibumbe ocupava o cargo de Administrador para o Pelouro Técnico na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

A nomeação do Eng. Gildo Sibumbe para a liderança da estatal surge na sequência da exoneração de Augusto de Sousa Fernando aprovada na sessão ordinária do Conselho de Ministros reunido esta terça-feira (30).

Augusto de Sousa Fernando é afastado da EDM dois anos e meio depois de ter sido nomeado para a presidência da empresa pública.

Sem terminar o mandato, o também engenheiro electrotécnico é exonerado numa altura em que a empresa enfrenta grandes desafios, entre os quais, a expansão da rede eléctrica e a melhoria da qualidade de energia.