Mourinho ficou surpreso com a saída de Paulo Bento do cargo de seleccionador nacional. Contrariamente ao que aconteceu quando estava no Real em 2010, desta vez optaria por não aceitar a treinar a selecção.
“Sim, estou surpreendido. Não é caso virgem um treinador ser despedido ou despedir-se depois de um, dois jogos, às vezes até na pré-temporada quando as coisas não estão bem, não se sente empatias, possibilidades de sucesso. Mas lógico é as coisas acabarem no fim, não no princípio. Se no final do Mundial o Paulo tivesse decidido sair ou o Dr. Fernando Gomes decidisse mudar era normal, iria correr sem atrito e especulação. Neste momento, é estranho”, observou, em declarações à TVI 24.
“Não falaram comigo. Não aceitava”, frisou Mourinho, quando instado a revelar se teria sido convidado a assumir o comando técnico da selecção portuguesa.
“Aceitei pelo coração, por ser inesperado e sentir que naquela altura a situação não estava fácil. Disse que sim. Foram falar com Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, ele não disse que não imediatamente, precisava de dias para pensar. Convenci-me que ia mas o presidente disse que era impossível. Depois de pensar, acho que é incompatível”, referiu.
“Há tanto desempregado que acumulação de funções parece disparatado. Daquela vez foi emocional, desta nem vale a pena pensar nisso”, finalizou.

















