A capital do pais, Maputo, acolhe desde ontem ate sexta-feira a terceira Conferência Internacional de Revisão da Convenção de Ottawa, sobre proibição de minas anti-pessoais sobre a organização da Campanha Internacional para banimento de minas terrestres.

 Até Dezembro deste ano,  Moçambique poderá estar em condições de se tornar no primeiro dos cinco países mais afectados por minas anti-pessoais no mundo, se cumprir com as suas obrigações, no âmbito da Convenção para o banimento destes engenhos no país.

Falando ontem, em Maputo, na cerimónia de abertura da III Conferência Internacional de Revisão da Convenção de Ottawa (Canadá), sobre a proibição do uso, armazenamento, produção e transferência de minas anti-pessoais, o Presidente da República, Armando Guebuza, afirmou que os engenhos explosivos continuarão a afectar as comunidades moçambicanas por mais anos, incluindo a respectiva garantia de qualidade e gestão da informação sobre aquelas actividades.

Segundo Jornal Notícias, a educação cívica sobre o perigo das minas e os programas de assistência a pessoas com deficiência devido a acidentes com minas anti-pessoais e com outros artefactos explosivos, foram notas de destaque para a consciencialização das comunidades lançadas no encontro.

“Gostaríamos de usar esta oportunidade para convidar a comunidade internacional a continuar connosco nesta recta final, em que nos encontramos, para que em conjunto possamos celebrar um Moçambique livre de minas”, disse Armando Guebuza, acrescentando que o processo de implementação da Convenção de Ottawa tem registado desenvolvimentos notáveis e encorajadores, encontrando-se presentemente numa fase crucial, sobretudo na perspectiva da sua universalização, desmantelamento dos arsenais e limpeza dos campos minados.

Refira-se que a realização em Maputo da III Conferência de Revisão do Tratado de Ottawa surge na sequência do reconhecimento internacional dos progressos que o país tem estado a registar na desminagem. O encontro, convocado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban ki-Moon, reúne o Comité Internacional da Cruz Vermelha, os Estados Parte do Tratado, os não signatários, organismos internacionais ou instituições pertinentes, organizações regionais, parceiros da sociedade civil, sobreviventes de acidentes com minas, operadores de desminagem e pesquisadores.