O avião presidencial que deveria transportar o chefe de Estado à Irlanda avariou minutos antes de iniciar o voo já com Armando Guebuza a bordo. O PR viu-se na contingência de abandonar o avião em que era suposto viajar e acabou por seguir viagem num voo comercial para África do Sul, de onde fez ligação para Europa, duas horas depois.

Contrariamente ao habitual, ontem, pela primeira vez, o protocolo do Estado convocou os ministros, funcionários seniores do Estado e a banda militar para se despedirem do chefe de Estado na base aérea. Nunca antes Guebuza havia convocado seus subordinados para efeitos de despedida no aeroporto. Ontem decidiu inovar e as coisas não saíram na perfeição. O chefe de Estado despediu-se dos ministros e entrou no avião. Já lá dentro e pronto para partir, Guebuza é informado que o avião não está em condições para efectuar o voo. Guebuza teve de sair da base aérea para apanhar um voo comercial das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) no aeroporto Internacional de Maputo.

Entretanto, o incidente já começou a suscitar teorias de sabotagem porque, normalmente, quando se trata de um voo presidencial, horas antes, após o teste, há um “despacho operacional” onde fica registado que o avião está em condições de efectuar o voo. Neste caso do avião presidencial sabe-se que o despacho era favorável.
Não houve até ao momento do fecho desta edição qualquer esclarecimento técnico. O porta-voz do Governo Alberto Nkutumula falou de “falha técnica que aconteceu e foi detectada na hora”.