Sociedade Educação Guerra leva ao encerramento de 27 escolas na Gorongosa

Guerra leva ao encerramento de 27 escolas na Gorongosa

Pelo menos 27 estabelecimentos de ensino localizados nas regiões onde se registam confrontos armados entre as forças governamentais e da Renamo, na Gorongosa, província de Sofala, encontram-se encerrados desde os meados do ano passado, por motivos de segurança.

Segundo a directora distrital da Juventude e Tecnologia, Jacinta Santiago, trata-se de escolas localizadas nos postos administrativos de Vunduzi e Canda, nas regiões de Piro, Sadjundjira e Casa Banana, que se viram forçadas a fechar as portas e dispensar todo o pessoal devido aos constantes ataques armados. Como consequência directa, 240 professores estão em casa. 

Jacinta Santiago explicou que eram na verdade 37 escolas que estavam encerradas, mas 10 delas já estão a funcionar, após haver garantias de segurança na região. 

Devido aos combates armados que ocorrem naquela região, mais de 16 mil alunos foram obrigados a deslocar-se para a vila-sede do distrito da Gorongosa, para Marínguè e para a cidade da Beira, sobretudo os que estavam matriculados nos postos administrativos de Vunduzi e Canda.

No mês passado, foram criados seis centros de exames distribuídos por todas as Zonas de Influência Pedagógica (ZIPs) daquele distrito, onde uma parte dos 16 mil alunos realizaram provas de avaliação final das classes com exames.

Entretanto, como forma de garantir um bom aproveitamento pedagógico nos exames especiais naquela região, todos os alunos abrangidos vinham beneficiando de aulas de preparação desde há algum tempo, com vista a evitar surpresas nas avaliações.

“Aquele número de alunos não fez exames na devida altura em consequência dos ataques realizados pelos homens armados da Renamo, tendo afectado principalmente as regiões de Piro, Sadjundjira e Casa Banana, onde a tensão político-militar obrigou a que também 240 professores de 37 escolas abandonassem as aulas”, afirmou Jacinta Santiago.

Salários em atraso

A directora distrital da Juventude e Tecnologia disse ainda que os 240 professores que abandonaram as regiões do conflito armado, dos quais alguns ainda não se apresentaram no serviço distrital de Juventude e Tecnologia na Gorongosa, estão sem os seus respectivos salários.

Segundo a fonte, deste o início dos confrontos armados nestas regiões, algumas das instituições de ensino não submeteram as listas dos professores para que a direcção distrital os enquadrasse e continuassem a exercer as suas funções em outras partes do distrito. 

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