Diversos produtos, em quantidades não especificadas, fora de prazo e deteriorados dos supermercados do grupo Shoprite, na cidade de Maputo, foram ontem incinerados pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE).
A destruição daqueles produtos num dos fornos da empresa Cerâmica de Moçambique é o culminar de um trabalho de fiscalização que vinha decorrendo nas lojas daquele grupo de supermercados sul-africano a operar no país.
Dos produtos incinerados, de acordo com Clementina Sarmento, coordenadora da brigada do INAE, destaca-se carnes, frangos, enlatados, corantes para bolos, sopas, sumos, refrigerantes e fraldas descartáveis.
Clementina Sarmento disse que os trabalhos de inspecção dos supermercados na cidade de Maputo vão continuar porque esta é uma forma de desencorajar os proprietários e/ou gerentes daqueles estabelecimentos comerciais a vender produtos fora de prazo ou deteriorados.
`Grande parte dos consumidores não tem a cultura de verificar os prazos de validades dos produtos no acto de aquisição, daí que nós temos que intensificar o trabalho que temos vindo a fazer que é a fiscalização dos supermercados´, afirmou Clementina Sarmento.
De referir que o grupo Shoprite deverá pagar até final deste mês cerca de 2.2 milhões de meticais de multa passados na sequência da venda de produtos alimentares e não só fora do prazo e/ou mal conservados.
Se a firma não cumprir os prazos estabelecidos para o pagamento da multa, o INAE poderá encaminhar o assunto ao tribunal para uma cobrança coerciva.
Os 2.2 milhões de meticais anunciados pelo INEA foram decididos após anomalias detectadas em cinco supermercados localizados na cidade de Maputo, Matola, vila de Boane e na capital provincial de Manica durante acções de fiscalização realizadas nos dias 9 e 10 de Setembro findo a de 14 a 19 de Agosto do ano passado.















