Sociedade Inicia pesca industrial em aquacultura em Pemba

Inicia pesca industrial em aquacultura em Pemba

Até ao momento, a AquaPemba já fez um investimento avaliado em oito milhões de dólares norte-americanos desde o início das suas actividades, prevendo-se que daqui a dois anos o valor dos fundos investidos atinja mais de 12 milhões.

A cerimónia do lançamento da actividade foi orientada pelo vice-ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, que na ocasião deu a conhecer que perto de metade dos produtos pesqueiros que circulam no mundo provém de criação do peixe em cativeiro, uma actividade que disse estar a gerar muito dinheiro e que Moçambique não quer ficar atrás. Referiu ainda que, por esta razão, o Governo está a promover a piscicultura, procurando atrair investimentos nacionais e estrangeiros.

Aquele governante classificou o trabalho desenvolvido pela AquaPemba como sendo muito importante, tendo sublinhado que vai poder impulsionar a economia de Cabo Delgado e do país em geral, contribuir para a melhoria da balança de pagamento e abastecimento do peixe no mercado local.

Por outro lado, Muthisse chamou atenção ao sector das Pescas para acarinhar o projecto e que as instituições do ensino superior devem aproveitar esta actividade nas suas pesquisas académicas, o que vai potenciar a piscicultura marinha.

Por seu turno, o governador de Cabo Delgado, Eliseu Machava, que igualmente participou no evento, afirmou que o sector pesqueiro se reveste de extrema importância na estratégia de combate à pobreza, pelo que o Governo tem envidado esforços para promover a pesca artesanal, através de acções de capacitação, assistência técnica e financiamento.

“Com este projecto de piscicultura marinha em gaiolas, estamos convictos de que esta actividade bastante promissora poderá crescer e contribuir para o abastecimento da nossa população, para a captação de receitas para o Estado, geração de emprego e para a melhoria de balança de pagamento. O grande desafio do Governo Provincial de Cabo Delgado é assegurar o desenvolvimento sustentável da baía, permitindo a utilização e aproveitamento múltiplos das potencialidades nela existente”, sublinhou Machava.

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Na ocasião, os gestores da AquaPemba informaram que os alvinos das corvinas ali criados são trazidos na África do Sul e introduzidos em gaiolas flutuantes que foram submersas na Baía de Pemba, concretamente na zona da praia de Chiuíba. Volvidos cerca de dois anos, o peixe atinge um tamanho comerciável, ou seja, cerca de cinco a sete quilogramas.

Neste momento, segundo as mesmas fontes, por falta de condições em Pemba, a mercadoria é enviada para a cidade de Quelimane, na Zambézia, onde é processada na fábrica da empresa AquaPesca.

Ainda de acordo com os gestores da empresa AquaPemba, está projectada a construção de um laboratório na cidade de Pemba para a produção de alvinos, um investimento que irá imprimir outra dinâmica à actividade, razão por que neste momento os alvinos são trazidos da África do Sul. Actualmente, a empresa tem capacidade de produzir cerca de 100 toneladas de corvina por ano, quantidade que poderá ser triplicada nos próximos dois anos.

A AquaPemba investiu ainda na montagem de uma fábrica de gelo para a conservação do pescado, infra-estrutura que tem capacidade de fazer cinco toneladas de gelo por dia. Informações fornecidas na ocasião referem ainda que uma gaiola pode produzir cerca de 20 toneladas de peixe.

Em termos de mão-de-obra, a firma emprega nesta fase 100 trabalhadores, número que se acredita possa triplicar futuramente com a expansão das actividades, e a prioridade é admitir residentes locais.

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