Politica Inhanssunge clama pela paz e desenvolvimento

Inhanssunge clama pela paz e desenvolvimento

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse que a Constituição da República deve servir de ponto de partida em qualquer processo negocial entre duas ou mais pessoas, para o alcance de consenso, por ser o instrumento que normativo da convivência entre as pessoas.

A constituição, segundo Guebuza, é o instrumento que guia os moçambicanos e estabelece as normas que todos devem observar e respeitar, com vista a alcançar um entendimento no relacionamento, em busca das melhores formas de coexistência entre os filhos do mesmo Estado.

O estadista moçambicano, que falava hoje no seu segundo comício da Presidência Aberta e Inclusiva no Posto Administrativo de Gonhane, distrito de Inhassunge, na província da Zambézia, reagia aos apelos feitos pelos residentes do posto administrativo através de canto e dança, reiterando a necessidade de haver cada vez mais engajamento no diálogo em curso, para se evitar o retorno a guerra.

O possível retorno à guerra, cujas consequências são completamente desastrosas, não está nos cálculos dos residentes de Inhassunge, daí que a população renovou os apelos de maior serenidade e tolerância no diálogo, entre o governo e a Renamo, maior partido da oposição.

Os residentes de Gonhane disseram, na ocasião, não ter quaisquer intenções de abandonar o meio rural para as cidades por estarem a fugir da guerra, e quando saírem de viagem para qualquer parte do país não querem o fazer num clima de terror, sem saber se chegarão ao destino ou encontrarão a morte pelo caminho.

Guebuza não se alheou dos vários problemas e desafios levantados pela população, como, por exemplo, o travão ao problema do amarelecimento letal do coqueiro, a abertura de mais furos de abastecimento do precioso líquido, melhorar as vias de acesso para as áreas de produção, expansão da rede energia eléctrica, combate a erosão nas zonas costeiras.

O presidente reafirmou que o governo continuará a trabalhar com vista a melhorar as relações entre os moçambicanos, com vista a garantir que possam viajar tranquilamente e, por conseguinte, lograr mais vitórias na luta contra a pobreza.

“Nós precisamos de continuar em paz e o caminho para a paz é continuar a falar uns com os outros. Quando estivermos satisfeitos e alegres, devemos falar uns com os outros”, porém, esse diálogo deve estar assente em normas de convivência e, no país, essas normas estão plasmadas na constituição.

Guebuza, que recorreu aos exemplos semelhantes às parábolas, apontou, a título ilustrativo, que dois camponeses dialogam quando o objectivo é melhorar a produção e quando dois pescadores falam um com o outro a intenção é melhorar os resultados da actividade que desenvolvem.

O país sofreu, em tempos, uma guerra civil em que as pessoas vestiam cascas de árvores e quando esse recurso não existisse não podiam, segundo o presidente, andar na rua de dia, por não terem roupa para esconder o corpo.

“A guerra produz desgraça, mas, porque ela acabou, hoje estamos vestidos. Nesse período de guerra, os nossos hospitais, escolas não funcionavam e as pessoas se alimentavam de milho amarelo. Mas agora ela acabou e estamos a construir mais serviços escolas, hospitais, poços que vão dar água limpa para as pessoas beberem”, sublinhou Guebuza.

Estas e outras realizações constituem os frutos da paz que o país desfruta há 20 anos e esta é a altura de os moçambicanos continuarem a utilizar essa conquista para vencer a pobreza, para garantir que mais moçambicanos deixarem de ser pobres.

“Quando a casa tem problemas de infiltração e conseguimos reparar, estamos a vencer a pobreza, e se antes tínhamos uma bicicleta e passamos para uma mota, da mota para o carro estamos a acabar aos poucos com a pobreza, graças a paz e ao nosso trabalho”, rematou o presidente.

Na manhã de hoje, o Chefe de Estado inaugurou uma fábrica de processamento de arroz no distrito de Namacurra.

Na terça-feira, o presidente vai escalar o distrito da Maganja da Costa, no litoral, onde orientará um comício e manter encontros com os representantes dos órgãos governativos a nível local.

RM

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