Esta posição foi assumida ontem, em Maputo, pelo chefe da delegação do Governo, José Pacheco, no final de mais uma ronda do diálogo político com o maior partido da oposição.
“Exigimos o desarmamento da Renamo. Reiterámos que Sua Excelência Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique, está disponível para dialogar com o presidente da Renamo, na cidade de Maputo”, disse.
Pacheco indicou que a delegação do Governo mostrou disponibilidade de imediato para iniciar os preparativos do encontro ao mais alto nível para que seja bem sucedido. Disse que a sua delegação pediu à Renamo a sua posição à volta do desarmamento e a disponibilidade que há da parte do Chefe do Estado de dialogar com o presidente da Renamo.
“Vimos uma Renamo não disposta a falar sobre este assunto, porque eventualmente não acha que seja importante, não obstante nós termos referido que trazemos este assunto prévio porque vimos a Renamo em três metamorfoses simultâneas. Uma Renamo na Assembleia da República, aparentemente mostrando o seu interesse para o exercício democrático, uma Renamo no diálogo com o Governo, também, aparentemente, mostrando o interesse em ver os assuntos nacionais a serem tratados e uma Renamo belicista”, disse.
José Pacheco sublinhou que, surpreendentemente, nas últimas duas semanas a Renamo mostrou-se belicista, atacando uma posição militar em Savane, província de Sofala, e realizando ataques no troço entre o rio Save e Muxúnguè, que vitimaram, mortalmente, civis e deixaram feridos.
Disse que a Renamo se predispôs a registar a preocupação do Governo de salvar vidas humanas e a normalização da situação para que os moçambicanos possam continuar, de forma diversificada, em diferentes frentes de combate à pobreza.
“A Renamo acha que este assunto pode aguardar para tratamento quando atingirmos o ponto sobre as forças de defesa e segurança”, disse.
Entretanto, as duas partes não chegaram, mais uma vez, a consenso sobre o mecanismo de remissão à Assembleia da República das propostas da Renamo à volta da legislação eleitoral.
Por seu turno, o chefe da delegação da Renamo, o deputado Saimone Macuiana, disse que a equipa por si dirigida entende que o ponto sobre a desmilitarização devia ser discutido na questão sobre as forças de defesa e segurança.
“Entendemos que era uma forma de procurar introduzir o segundo ponto relativo às forças de defesa e segurança, que está agendando. Neste contexto, nós respondemos que em relação ao assunto que o Governo nos colocou este merecerá o seu tratamento no capítulo das forças de defesa e segurança”, disse.
Sobre a legislação eleitoral, Macuiana afirmou que a Renamo reitera e considera urgente a necessidade de ver o documento relativo aos pontos por si apresentados adoptado para a sua submissão à Assembleia da República.
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