Politica Oposição de Mãos Dadas (OMD) anuncia desistência das eleições autárquicas

Oposição de Mãos Dadas (OMD) anuncia desistência das eleições autárquicas

A Oposição de Mãos Dadas (OMD), coligação moçambicana de nove pequenos partidos da oposição de baixa expressão política, anunciou em Maputo que não participará nas eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo.

A decisão da ODM, segundo um comunicado de imprensa citado pela AIM, resulta do facto de o país viver uma atmosfera de “tensão político-militar”, o que não contribui para que os eleitores se sintam livres e seguros para irem às urnas.

Por outro lado, o grupo, constituído pelos partidos PASOMO, PALMO, PUN, PANADE, PLD, PRDS, PASDI, PPD e UASP, considera que o processo de gestão eleitoral está desorganizado e os prazos previstos desajustados, o que, para si, comprometerá todo o processo.
“A falta do acordo político, nas actuais negociações entre o Governo e a Renamo é uma das razões que levam a que a Oposição de Mãos Dadas não participe neste pleito eleitoral”, indica o comunicado.

A OMD é a coligação de partidos políticos que foram recebidos, domingo (16 de Junho), pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, mesmo data em que os representantes de outros quatro partidos políticos foram impedidos de entrar em Santundjira, província central de Sofala, sob alegação de que a sua visita ao local ainda não havia sido autorizada.

Em reacção a medida, os quatro partidos excluídos de visitar o local onde Dhlakama vive desde Outubro último acusaram o líder da oposição de recear abordar com eles, “questões nacionais profundas”, optando por receber a OMD, que, segundo afirmaram, é parte da coligação em processo de formação com a Renamo.

A Renamo foi o primeiro partido moçambicano a anunciar a sua não participação nas eleições agendadas para 20 de Novembro próximo, caso não seja alterada a lei eleitoral para acolher as suas exigências, que incluem essencialmente a paridade na representação das forças políticos nos órgãos eleitorais.

Esta questão faz parte do rol de matérias em discussão nas conversações entre a Renamo e o governo que decorrem há cerca de dois meses, sem que ainda tenha sido concluído o primeiro ponto, referente ao pacote eleitoral.
Ainda assim, a matéria (revisão da lei eleitoral) integra a agenda da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, na próxima sessão extraordinária deste órgão, agendado para o mês de Agosto.

RM

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