Vinte anos após a assinatura do acordo geral de paz de Roma, que pôs fim a 16 anos de um conflito militar que dilacerou milhares de vidas humanas, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reintroduziu o discurso de guerra em Moçambique, criando fundados receios de que o país registe sérios retrocessos nos avanços conseguidos ao nível político e económico.
Dhlakas nampulaDesde que em Outubro do ano passado Dhlakama se isolou no seu antigo quartel-general em Gorongosa que passou a pairar uma nuvem negra sobre o espectro político moçambicano.
Depois de uma série de acções de carácter militar protagonizadas pela Renamo, Dhlakama deu na quarta-feira (3), na Gorongosa, uma conferência de imprensa em que ficou evidente a nova/velha condição política que passou a assumir. Não a de líder de um partido político da oposição num sistema democrático onde a Renamo está inserida e que devia respeitar, mas a de chefe de uma rebelião armada.
Dhlakama assumiu os ataques armados da Renamo que ceifaram a vida a civis no centro de Moçambique e confessou ter ordenado também que fossem visados alvos militares em Sofala. O líder da Renamo afirma “querer preservar a paz”, mas ao mesmo tempo assume que tem ordenado ataques armados, mas que os mandou parar e que “não sabe até quando”.
RM

















