Sociedade Nacala-Porto acolhe complexo têxtil

Nacala-Porto acolhe complexo têxtil

O nosso Jornal está na posse de informações que confirmam a presença no país de representantes da Nitura para tratar dos aspectos administrativos com vista à implantação física do empreendimento em Nacala-Porto.

O Governo Provincial já assegurou a disponibilidade de um espaço (em Nacala-Porto) onde aquela multinacional japonesa poderá realizar as obras de construção do complexo industrial têxtil.

O delegado regional norte do instituto de algodão de Moçambique, António Alberto, disse não dispor de informações relativas à carteira de investimento monetário que os nipónicos se propõem realizar.

Avançou, contudo, que o complexo têxtil, uma infra-estrutura que contará com o sector de fiação e produção de tecidos, vai igualmente confeccionar vestuário diverso, cujo padrão de qualidade poderá competir nos mercados da Europa e Estados Unidos da América (EUA), tornando-se assim na primeira unidade do género implantada na região norte.

Para assegurar a disponibilidade de matéria-prima, a Nitura solicitou da parte do Governo uma área de Quatro mil hectares para a produção de algodão caroço.

O posto administrativo de Chihulo, distrito de Malema, foi indicado para acolher o pedido, que foi prontamente aceite em razão da existência de terras ainda não exploradas para a actividade agrícola.

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Porque os volumes de produção de algodão-caroço esperados em Chihulo poderão ser da ordem das 16 mil toneladas por campanha e cerca de trinta mil por ano, a multinacional japonesa recebeu o aval para a implantação de uma fábrica para o descaroçamento do chamado “ouro branco” naquela região, o que vai trazer múltiplos benefícios para as comunidades locais, nomeadamente a oportunidade de acesso ao emprego e fornecimento de energia eléctrica que será ligada à rede nacional, elementos que concorrem para a melhoria da qualidade de vida localmente.

“A multinacional Nitura pretende produzir algodão em regime empresarial com recurso aos sistemas de irrigação” – disse Alberto.

Este método de produção, que impõe o uso de fertilizantes, permite fazer duas épocas agrícolas num só ano, uma taxa de rendimento prevista de 5 a 6 toneladas/hectare.

O posto administrativo de Chihulo é atravessado por quatro rios, sendo dois de regime permanente, onde serão feitas obras para o desvio das respectivas águas visando a construção de uma barragem para o acondicionamento de água para garantir a irrigação dos campos agrícolas de algodão.

Carlos Tembe – Noticias

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