O ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, que revelou tal intenção esta semana, na Beira, sublinhou que, para o efeito, o Executivo acaba de autorizar a viabilização do projecto, havendo já um forte interesse dos potenciais investidores desta área, sobretudo para a concretização dos terminais secos no Dondo e em Nhamayabwe.
Em relação ao município do Dondo, a ideia está relativamente avançada com a realização de aterros nas futuras instalações, obras estas que decorrem desde o ano passado, concretamente nas bermas da Estrada Nacional Número Seis, que liga o Porto da Beira à vila fronteiriça de Machipanda.
O Porto da Beira atravessa uma fase bastante crítica de abarrotamento do seu espaço físico, com a permanência de elevada carga geral e contentorizada em trânsito sem ser manuseada até 60 dias, sobretudo por dificuldades dos agentes aduaneiros na implementação de alguns aspectos da Janela Única Electrónica, como a falta de diferenciação da lista dos produtos e as garantias bancárias.
Consequentemente, a Cornelder Moçambique, entidade gestora do Porto da Beira, anunciou ainda esta semana, num encontro com o ministro dos Transportes e Comunicações, a acumulação de um prejuízo na ordem de 5.3 milhões de dólares apenas na isenção da carga retida nos armazéns desde a entrada em vigor da Lei número 307/2012, de 15 de Novembro, no dia 1 de Abril até 20 de Junho passados. Por causa disso, segundo o ministro Zucula, foram já accionados mecanismos visando melhorar este processo.
O governante assegurou igualmente que dentro de uma ou duas semanas também vai ser ultrapassada a problemática da declaração da lista das mercadorias em trânsito constantes do litigioso anexo de produtos.
Mesmo assim, o ministro entende que relativamente aos últimos anos o Porto da Beira cresceu bastante, sendo que o Terminal de Contentores que manuseava cerca de 30 mil contentores até ao ano de 2000 caminha agora para aproximadamente 180 mil.
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