Homens de negócio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendem a criação urgente de uma zona livre de circulação de bens e de pessoas como forma de dinamizar as trocas comerciais e desenvolvimento empresarial a nível de toda a comunidade e de cada Estado membro. Esta ideia foi defendida esta quarta-feira em Maputo durante o primeiro encontro económico e empresarial público-privado da CPLP.
O encontro tinha como principal objectivo o fortalecimento das relações económicas e empresariais entre os países membros.
Segundo os participantes dos oito países da comunidade (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Portugal, Moçambique São Tomé e Príncipe e Timor), a criação da referida zona vai permitir que os cidadãos circulem livremente e que desenvolvem as suas actividades comerciais sem nenhuma barreira administrativa ou política.
Por outro lado, os empresários da CPLP defenderam também a necessidade de um diálogo permanente entre os sectores público e privado como forma de atrair mais investimentos estrangeiros a nível de todos os Estados membros desta organização lusófona.
A propósito desta questão, os participantes foram unânimes em afirmar que a remoção de todas as barreiras que impedem a fluidez dos investimentos em quase todos os países membros da CPLP deve-se à falta de diálogo permanente entre os governos e o sector privado.
Segundo o secretário executivo da CPLP, Murade Murargy, moçambicano, são barreiras que vão desde a ausência de um instrumento legal que facilite o licenciamento ou a implantação de novos empreendimentos ou negócios até à falta de financiamento bancário por parte das Pequenas e Médias Empresas.
Para Murade Murargy, estes são alguns constrangimentos ou barreiras que têm minado o ambiente de negócios em quase todos os países da CPLP e que necessitam de ser removidos o mais urgente possível de modo a que o desenvolvimento económico no espaço desta comunidade seja rápido e beneficie também a maioria dos cidadãos.
Por outro lado, o secretário executivo da CPLP defendeu a necessidade urgente da criação de uma zona livre da circulação de bens e de pessoas no espaço lusófono.
“Acredito que, com uma zona livre de circulação de bens e de pessoas na zona da CPLP, se pode dinamizar cada vez mais as trocas comerciais entre as empresas e cidadãos dos Estados membros desta comunidade”, disse Murade Murargy, para depois acrescentar: “Por outro lado, a criação de uma zona livre de circulação de bens e de pessoas pode fortalecer cada vez mais as relações económicas e empresariais, uma vez que não haverá mais barreiras fronteiriças entre os Estados membros da Comunidade da CPLP e quem sai a ganhar com isso são as economias dos mesmos países”.
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