Dados em poder do nosso Jornal dão conta de que foram recenseados na cidade de Maputo 614.671 cidadãos eleitores, de uma previsão de 716.996, o correspondente a 85,73 por cento. Os distritos municipais KaMubukwane e KaMavota são os que maior número de cidadãos eleitores recensearam, com, respectivamente, 166.470 e 166.319, correspondendo a 83,64 por cento e 87,44 por cento.
Os dois distritos municipais tinham uma previsão de registo de 199.037 e 190.212, respectivamente. Em termos de sexo, KaMubukwane recenseou 78.758 homens e 87.712 mulheres. Por seu turno, o Distrito Municipal KaMavota registou 79.017 homens e 87.302 mulheres.
Porém, em termos percentuais, o Distrito Municipal Katembe conseguiu atingir 100,34 por cento, de uma previsão de 12.261 eleitores.
Falando a nossa fonte, o director provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) a nível da cidade de Maputo, Paulo Dinis Chambal, considerou os resultados alcançados como tendo sido muito bons. Indicou que, no recenseamento de raiz de 2007, a cidade de Maputo atingiu 77 por cento, ao ter conseguido registar pouco mais de 500 mil eleitores.
Explicou que os resultados atingidos no recenseamento de 2013 se deveram à entrega total e abnegada dos brigadistas. “Notámos com muito agrado a entrega dos brigadistas. Eles, realmente, demonstraram um grande esforço, sobretudo na última semana, em que tiveram de trabalhar para além da hora, com a preocupação única de atender todos os eleitores que se fizeram aos postos”, disse.
Paulo Chambal afirmou que o desempenho dos brigadistas foi de tal maneira positivo que no final do processo não houve registo de problemas disciplinares, comparativamente aos processos anteriores. Os resultados alcançados deveram-se ainda, segundo a fonte, ao entrosamento entre os órgãos eleitorais, nomeadamente as comissões de eleições a todos os níveis, e o STAE também a todos os níveis.
“Todos nós trabalhamos para o mesmo objectivo. Os vogais não pouparam esforços durante a supervisão efectiva. Os problemas eram resolvidos em tempo útil. Por outro lado, a educação cívica eleitoral foi muito intensa e a comunicação social também ajudou imenso nesse processo. O resultado é que houve muita afluência aos postos de pessoas de diversos extractos”, anotou.
Contudo, o director do STAE na cidade de Maputo revelou que a campanha de educação cívica não foi como os órgãos eleitorais gostariam que fosse. Os meios foram insuficientes em termos de unidade móvel, que teve de ser deslocada escalonadamente de um distrito para outro. Por outro lado, o material promocional não foi em quantidade desejada.
Disse que, no começo, o processo foi meio conturbado devido a problemas técnicos ligados ao funcionamento e operação dos equipamentos informáticos, mas gradualmente a situação foi estabilizada com a reposição e domínio perfeito dos brigadistas. Foi devido aos problemas surgidos nos primeiros dias que alguns segmentos da sociedade, a começar pelos políticos e certa Imprensa, lançaram críticas aos órgãos de gestão eleitoral, acusando-os de falta de profissionalismo.
“Hoje está claro que os cépticos não tinham razão. Provamos que estávamos preparados para dar volta à situação. Recrutámos jovens e formámo-los em pouco tempo. Naturalmente que tiveram de encarar dificuldades ligados ao domínio dos equipamentos nos primeiros dias. Mas a meio do processo eles demonstraram grande capacidade de domínio. Devemos dar valor ao que é nosso. Isso é que é auto-estima. Com brio, profissionalismo e patriotismo, os órgãos eleitorais demonstraram a sua capacidade de bem-fazer”, disse.
Segundo Paulo Dinis Chambal, diferentemente das outras autarquias do país, os órgãos de gestão eleitoral na cidade de Maputo trabalharam com um cenário de eleições gerais e em pouco tempo. Agradeceu o amparo e o apoio prestado pelas instituições do Governo da cidade, bem como dos partidos políticos interessados no processo.
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