Os manifestantes estão a exigir à Vale um segundo pagamento das indemnizações já ocorridas nos anos 2009 a 2011, pagos a cerca de 900 oleiros que praticavam a actividade de produção de tijolo maciço dentro da concessão da Vale.
“Que seja feita a justiça, pois, achamos que estamos a ser prejudicados em benefício de outrem. Queremos um pagamento monetário correspondente a uma produção anual de 102 mil tijolos multiplicado por dois meticais a unidade para depois ser multiplicado por 50 anos de acordo com o tempo definido para a concessão mineira”, disseram em coro alguns dos amotinados em contacto com a nossa Reportagem na tarde de ontem, em Capanga, num dos acessos principais para a área operacional da Vale, em Moatize.
Os produtores de tijolos maciços afirmaram que “não estamos mais para conversas mas sim queremos apenas os valores monetários para cada um de nós definir o seu destino”.
Vale, Oleiro, Indemnizações, , que desde o passado domingo, em Tete, levantaram barricadas no acesso as suas instalações são um assunto encerrado, devendo na mesa se colocar as questões sobre a sustentabilidade da sua actividade para que a tijolaria continue em Moatize.
A Vale entende que já indemnizou em 60 mil meticais cada forno em produção e cada tijoleiro individualmente retirou e vendeu toda a sua produção que tinha armazenado na zona de concessão.
O documento em referência acrescenta que na última sexta-feira, 10 de Maio, já na terceira ronda de discussões, os tijoleiros abandonaram o princípio de aproximação das posições que estava existindo, apresentando três novas propostas de compensação, que envolvem indemnizações pela interrupção da produção de tijolos por períodos variando no mínimo de 50 anos até duas gerações.
A Vale reitera a vontade de prosseguir com o diálogo, no mesmo clima de abertura, franqueza e tranquilidade que caracterizou os debates das rondas iniciais, em respeito às instituições e ao ordenamento legal da República de Moçambique e reafirma o seu compromisso em continuar a investir para o progresso do distrito de Moatize.
A Vale é pela perspectiva de desenvolvimento de uma indústria de fabrico de tijolos em Moatize, concebida com o envolvimento dos tijoleiros ambientalmente sustentáveis, bem como na melhoria das condições de trabalho com a implantação de práticas de segurança no trabalho e no suporte à distribuição e venda da produção que permita sua comercialização a nível nacional, com vista a garantir a sustentabilidade a longo prazo e que possa manter-se mesmo após terminar a exploração do carvão na região.

Governo Defende Dialogo
Entretanto, o governador da província de Tete, Ratxide Gogo, afirmou que o seu executivo vai tomar medidas correctas para permitir o retorno das actividades da empresa Vale recorrendo na medida do possível ao diálogo entre outras acções pacíficas o que está acontecendo desde a última terça-feira, dia 7 de Maio, entre o governo, os oleiros e a Vale.
“Nós achamos que o bloqueio dos acessos da Vale é já violência. Se a Vale aceitou sentarmos à mesa e conversar, não há razão para uma das partes impor. Como se diz, o diálogo não é imposição”, referiu Gogo.
Aquele governante condenou a atitude dos oleiros e assegurou que não haverá mais nenhuma indemnização aos tijoleiros senão em coordenação com o governo e a Vale encontrar-se plataformas para o melhoramento da qualidade de produto final e garantir a sustentabilidade da actividade de produção de tijolos na zona.
“É exactamente esta parte que eles não aceitam. Já falamos com o mandatário deles e que responsabilizamos a ele para assumir as consequências que possam advir com o bloqueio, ou seja, desta esta violência”, precisou Ratxide Gogo.
Para o governador Gogo, é absurdo um reclamação de uma operação que ocorreu há cerca de três anos atrás ainda acima disto com um pedido acima das capacidades da empresa que já pagou acima de um milhão de meticais aos abrangidos naquela altura.
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