O Tribunal Provincial de Sofala mandou libertar, sexta-feira, 13 dos 15 homens da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, que haviam sido detidos em Muxúnguè por desobediência as ordens das autoridades locais.
O porta-voz da Renamo, Frenando Mazanga, confirmou à AIM que os membros do maior partido da oposição em Moçambique foram restituídos a liberdade no mesmo dia.
“Sim, confirmo que foram libertados na sexta-feira”, disse Mazanga.
Segundo a estacão e televisão independente “STV”, a libertação dos homens da Renamo deve-se a facto de a Procuradoria Provincial ter decidido se abster de acusar os 13 homens daquela formação política.
Por isso, ao Tribunal Provincial de Sofala não restava mais nada a não ser restituí-los a liberdade.
Contudo, os remanescentes membros encontram-se ainda detidos, pois, segundo a PRM, fazem parte dos homens que assaltaram o posto policial de Muxúnguè na madrugada de 4 de Abril último e que resultou na morte de quatro agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e ferimentos de outros 10.

“O partido e eu como advogado do caso vamos continuar a trabalhar para soltá-los”, asseverou Arnaldo Tivane, advogado da Renamo, em entrevista a STV.
A detenção dos homens da Renamo ocorreu a 3 de Abril último em Muxúnguè, na sede distrital do seu partido, onde se encontravam concentrados cerca de 150 guerrilheiros há duas semanas.
Na altura, o administrador distrital de Chibabava, Armando Machoue, explicou que a presença dos homens da Renamo estava a criar uma situação de mal-estar que as populações locais já nem conseguiam ir a machamba, razão pela qual as autoridades locais teriam solicitado a intervenção da PRM para dispersar os antigos guerrilheiros.
Contudo, estes desobedeceram a ordens da polícia o que ditou a sua detenção.
A libertação dos seus homens era umas das questões impostas pela Renamo para continuar o diálogo com o Governo.
Aliás, uma nota oficiosa do Gabinete de Informação (GABINFO) recebida pela redacção da AIM no sábado confirma que “a Renamo anuiu ao convite do Governo para uma audiência de Diálogo com sua delegação, na Cidade de Maputo, Capital da República de Moçambique, no dia 20 de Maio de 2013, Segunda-feira, às 09.00 Horas, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano”.
Refira-se que na segunda ronda do diálogo entre as partes, a sessão foi interrompida porque a Renamo exigia uma resposta por escrito às questões prévias apresentadas anteriormente, incluindo a libertação dos seus homens detidos em Muxúnguè.
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