Os ladrões, dotados de perícia, agem de forma instantânea, sendo quase difícil a sua neutralização. Mas um e outro acaba caindo nas mãos dos cidadãos de quem tenta lesar.

Um dos últimos casos por nós testemunhado e captado pela objectiva de Jaime Macamo deu-se há dias semana finda em plena luz do dia na Avenida Consiglieri Pedroso, na baixa da cidade de Maputo, quando um gatuno foi surpreendido a desmontar um dos espelhos retrovisores de um carro turismo estacionado.

O que para o jovem, de cerca de 20 anos de idade e de tranças, devia ter sido mais um roubo bem sucedido, como em tantas outras vezes anteriores, transformou-se numa desgraça. Os proprietários da viatura, incluindo uma mulher, caíram-no em cima, dando uma “sova” com todos os meios à sua disposição. Houve os que descalçaram para usar os sapatos no “tratamento” do ladrão, enquanto o arrastavam para a 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), que funciona num dos extremos daquela rodovia.

Roubo falhado e “justiça” feita

O roubo de acessórios constitui um dos males sem fim à vista na cidade de Maputo e noutros grandes centros urbanos do país, embora a cada dia se procure melhorar as estratégias do seu combate.

De reforço da fixação daqueles acessórios no veículo através de rebites, evoluiu-se para a estampagem de matrículas ou nomes do proprietário, mas mesmo assim os ladrões não desarmam para a infelicidade dos automobilistas.

Esporadicamente, a Polícia leva a cabo campanhas no Mercado Estrela Vermelha, principal ponto de venda de acessórios de segunda mão, mas logo que se retira os intervenientes retomam a actuação, num ciclo vicioso sem fim à vista.

Jornal Noticias