Politica Ex-guerrilheiros da Renamo libertados, armas continuam retidas

Ex-guerrilheiros da Renamo libertados, armas continuam retidas

Os 15 ex-guerrilheiros da Renamo detidos a semana passada após serem desarmados pela polícia em Chimoio, Manica, centro de Moçambique, foram libertados, mas as armas continuam sob guarda policial, disse hoje fonte partidária, citada pela agência Lusa.

“Os guardas presidenciais já foram libertados (na sexta-feira) e se encontram na nossa sede do partido. Quanto às armas, o assunto está a ser tratado a nível nacional”, precisou Sofrimento Matequenha, delegado político provincial da Renamo em Manica.

A polícia moçambicana desarmou, na quarta-feira passada, os ex-guerrilheiros, afetos à guarda presidencial do líder da oposição Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), Afonso Dhlakama, por “tarefas desviadas”, quando escoltavam o secretário-geral do partido Manuel Bissopo, de visita a Manica.

Ex-guerrilheiros da Renamo libertados, armas continuam retidas

Na operação de desarmamento, a polícia “recuperou” seis armas AKM (com 168 munições) e uma pistola (quatro munições), que “ainda não foram devolvidas” ao quartel-general do partido.

A Renamo insiste em boicotar as eleições autárquicas de 20 de novembro e as gerais de 2014, enquanto “não haver consenso” sobre o processo de arbitragem e controle dos processos eleitorais.

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Após serem conduzidos ao juiz, para legalização, na segunda secção do Tribunal Judicial provincial de Manica, os elementos da Renamo foram de seguida colocados em liberdade.

Sofrimento Matequenha disse que esta semana os ex-guerrilheiros deverão regressar à sua base militar, em Gorongosa (Sofala), onde se encontra aquartelado, desde outubro, o líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama.

RM

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