Reunida ontem em sessão extraordinária, convocada especificamente para tratar deste assunto, a Assembleia Municipal não encontrou razões para rejeitar o pedido, segundo a porta-voz do órgão, Anastácia Rita Quitane.
Segunda-feira da semana passada, Nhancale escreveu à Assembleia Municipal manifestando o desejo de abandonar o cargo “por razões de força maior”. Todavia, sabe-se que Arão Nhancale já não tinha a simpatia dos membros do Comité da Frelimo na cidade da Matola, partido que suportou a sua candidatura, tendo igualmente sido alvo de uma moção de censura alegadamente pelo fraco desempenho.
À saída da sessão extraordinária, Arão Nhancale disse que a mesma tinha decorrido dentro da normalidade e do quadro legal, remetendo o resto dos detalhes à porta-voz da Assembleia Municipal.

Ana Rita Quitane disse a jornalistas que ao analisar a carta de Arão Nhancale, a Assembleia Municipal concluiu que a renúncia é algo previsto na Lei de Bases das Autarquias, sendo que o órgão não encontrou razões para rejeitar o pedido. Citando a mesma lei, a porta-voz explicou que nos casos de morte, incapacidade física permanente, renúncia ou perda de mandato, o Presidente do Conselho Municipal é substituído pelo Presidente da Assembleia Municipal até nova eleição.
O pedido de renúncia de Arão Nhancale deu entrada em sede da Assembleia Municipal, numa altura em que faltam apenas seis meses para a conclusão do mandato. Neste sentido não se realizará a eleição intercalar porque o tempo que falta para o final do mandato é inferior a doze meses.
Refira-se que mesmo depois da moção de censura aprovada pelos membros do Comité da Frelimo na Matola, sob a alegação de mau desempenho, a Assembleia Municipal aprovou dias depois, por unanimidade, o relatório de actividades da edilidade.
A moção foi prenúncio de que Arão Nhancale não seria a aposta da Frelimo para as eleições autárquicas marcadas para este ano. Até porque o Secretário-geral da Frelimo que na altura da moção se encontrava de visita à província de Maputo comentou que não tendo efeitos suspensivos a moção não era bom sinal para o edil da Matola.
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