Trata-se do segundo pedido do género formulado pelos populares no decurso desta presidência aberta e inclusiva do Chefe do Estado a Nampula, sendo que o primeiro foi feito na passada sexta-feira em Micolene, no distrito de Monapo, por alguns professores contra o seu director distrital da Educação, Juventude e Tecnologia, indiciado de estar a transformar o sector em instituição privada ao pagar salários apenas quando o entender e por dificultar o processo de pagamento de horas extras e turno e meio.
Pesam sobre Júlio Ginamo, chefe da localidade de Murrutho, indícios de falta de transparência na concessão de créditos do Fundo de Desenvolvimento Distrital, prepotência, para além de abuso de poder e assédio sexual, em razão do cargo, factos protagonizados em conluio com alguns líderes comunitários da sua confiança.

Paulino Amisse foi ao pódio dizer ao Chefe do Estado que “sei que vão me prender quando o senhor Presidente sair daqui, mas eu quero dizer-lhe que este chefe da localidade não trabalha bem, manipula o tribunal comunitário, a Polícia e, como se isso não bastasse, arranca mulheres dos outros. Eu já fui vítima disso em 2007”, queixou-se.
Amade Ibraimo, Nurdine Rául e Florindo Gabriel foram também intervieram para insurgir-se contra a postura do chefe da localidade nos aspectos relacionados com a alegada falta de transparência na concessão dos fundos de desenvolvimento distrital, diálogo com as comunidades, para além de nada fazer para acabar com o problema da evasão das machambas pelo gado bovino do projecto de tracção animal, supostamente sua propriedade.
Aliás, este assunto já tinha sido colocado aquando da visita da Governadora da província, Cidália Chauque, àquela localidade em princípios do mês de Abri corrente.
Ao Governo do distrito tinha sido dada a tarefa de encontrar uma saída para o problema porque o propósito do envio do gado não tinha sido o de criar conflito social, mas sim gerar renda e promover desenvolvimento.
















