Nyusi fez esta exortação no acto de juramento de bandeira de alferes milicianos formados no Centro de Instrução militar da Manhiça.
“Apelamos a todos para defenderem a nossa preciosa paz com elevado nível de consciência e com o sentido de patriota”, disse o Ministro da Defesa Nacional, acrescentando que “na vossa qualidade de defensores da pátria cabe-vos a missão de sempre manterem um elevado grau de operacionalidade e prontidão combativa”.
Para Filipe Nyusi, os milicianos alferes acabados de formar são produto de uma política internacional clara do Governo de Moçambique. Neste sentido, o ministro disse que as relações internacionais ocorrem num sistema em que cada Estado procura alcançar o seu interesse nacional que consiste em providenciar aos seus cidadãos a segurança, a prosperidade e a defesa dos valores centrais.
“Os estados não necessariamente respeitam os interesses colectivos. O facto de a vossa formação preliminar ter ocorrido fora das nossas fronteiras traduz a visão do Governo sobre a sua política externa caracterizada por vontade de querer vencer diferenças para que a materialização das oportunidades seja possível”, afirmou.
Este grupo foi formado em Gweru, no Zimbabwe.
Nyusi disse que tal facto é a expressão e a forma mais projectada de criar laços duradouros entre os dois povos irmãos, consolidando o que ontem uniu os dois povos que é a resistência comum contra o colonialismo.

“Queremos felicitar a forma exemplar como representaram as FADM, como mais uma vez dignificaram o heróico povo moçambicano à semelhança dos libertadores da pátria, quando foram chamados para dar o seu contributo no processo de libertação do Zimbabwe”, sublinhou.
Este curso consubstancia em si o cumprimento de importantes objectivos preconizados no quadro da política de defesa nacional. Tais objectivos só podem ser concretizados com a adopção de um programa de reestruturação capaz de adequar a instituição às estratégias de defesa nacional, uma renovação gradual e significativa das fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, numa conjuntura internacional em que elas se inserem.
Segundo Filipe Nyusi, ser oficial é ter uma formação adequada, gradativa e contínua a par de preparação física e adestramento militar indispensáveis; é possuir uma formação comportamental assente na sólida educação moral e cívica patriótica.
“Ser oficial é acumular os atributos de carácter, alto sentido de dever, ordem e disciplina e as qualidades de comando e chefia inerentes à condição militar. É ter disponibilidade total para servir a nação; é ser detentor de inteligência, abnegação, coragem física e moral, subordinação consciente, sacrifício, prontidão e muitas vezes é hipotecar a própria vida”, realçou o ministro, indicando ainda que ser oficial das FADM é ter convicções profundas sobre a necessidade do serviço que presta e da razão por que o faz, pautando pelo brio militar e pelos ditames e virtudes da condição militar”, vincou.
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