Pedro Cossa, porta-voz da Polícia denunciou, em contacto com a nossa fonte, determinadas correntes da sociedade que pretendem dar a entender que forças da lei e ordem estão a ser mobilizadas para o assalto às bases da Renamo. A verdade, porém, segundo Cossa, é que a PRM não está a fazer nenhuma mobilização e, ao que se sabe, as próprias Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) não estão mobilizadas para qualquer intervenção militar.
Pedro Cossa afirmou ainda que contrariamente a tais vozes, a própria liderança da Renamo já o disse bastas vezes não possuir intenções de regressar às hostilidades, razão pela qual cada moçambicano deve levar a vida normalmente.
O porta-voz da Polícia explicou que o que acontece um pouco por todo o país é que algumas pessoas que no passado pertenceram à Renamo, mal ouviram falar do pagamento de subsídios em razão da sua participação na guerra dos 16 anos, abandonaram os seus afazeres passando a aglomerar-se nas sedes desta organização na perspectiva de receberem o dinheiro.
“E algumas vozes querem com isso dar a entender que se trata de concentração da Renamo para o reinício da guerra. Nada disso”, explicou, aconselhando as pessoas à calma.
Entretanto, a Polícia interveio ontem para dispersar um grupo de militantes e simpatizantes da Renamo que se encontravam ilegalmente aglomerados há cerca de uma semana na sede desta organização política, na vila-sede do distrito de Gondola em Manica.
O delegado político da Renamo foi levado ao Comando Distrital da PRM para prestar declarações tendo posteriormente sido liberto.

Belmiro Mudatiwa, porta-voz da Polícia em Manica, disse ao “Notícias” que aquele aglomerado punha em causa a ordem e tranquilidade públicas, na medida em que que, primeiro, não era do conhecimento das autoridades e também porque acontecia num lugar sem mínimas condições para o efeito.
“Estes homens, num total de aproximadamente 200, viviam e alimentavam-se debaixo de uma árvore; reuniam-se diariamente. E a Polícia entendeu que se tratava de uma manifestação sem obediência às formalidades. Portanto, era uma reunião ilegal e receava-se que a ordem pública estivesse em causa. Até porque o grupo ia crescendo dia após dia. Por isso, tivemos de intervir para repor a ordem”, explicou Belmiro Mutadiwa.
O porta-voz policial afirmou que os integrantes do grupo foram várias vezes aconselhados a abandonar o local porque ali nem condições higiénicas existem. Afirmou que eles viviam de qualquer maneira e sem lugar para satisfazerem as suas necessidades que até punha em perigo as suas vidas.
Mutadiwa disse que nenhum manifestante foi formalmente detido e que a Polícia não precisou de disparar qualquer tiro para dispersar o grupo.
Em resultado da acção policial a ordem e tranquilidade foram devolvidas na vila-sede do distrito de Gondola onde, aliás, se encontra posicionado um contingente policial.
















