Sob o lema “Investir no Futuro: Vencer a Malária”, o acto aconteceu numa altura em que Moçambique regista, anualmente, cerca de três mortes e a causar índices de absentismo nos locais de trabalho e de ensino, tal como referiu o Director Nacional de Saúde Pública, Mouzinho Saíde.

Falando a propósito da efeméride, Saíde disse que por tratar-se de um problema de saúde pública, o MISAU está a trabalhar no incremento de medidas de prevenção, através da pulverização intradomiciliária e distribuição de redes mosquiteiras.

“No contexto da nova iniciativa denominada cobertura universal das redes mosquiteiras, distribuímos, nos últimos dois anos, mais de três milhões de redes mosquiteiras mas continuamos a fazê-lo para as mulheres grávidas nas consultas pré-natais e também às crianças por causa da sua vulnerabilidade”, disse.

Na ocasião, Saíde lançou um apelo aos presentes no sentido de utilizarem devidamente as redes mosquiteiras, contrariando a actual tendência que consiste no uso das redes para a pesca.

A Primeira-Dama da República, Maria da Luz Guebuza, que é patrona da iniciativa Parceria da Saúde da Mulher e da Criança reiterou a necessidade de se investir mais no combate à doença e desenvolver mais parcerias, como condição para acabar com a malária.

Combate à malária: Uma luta que não deve ter tréguas

Referiu que apesar de melhorias que já se registam no combate e prevenção da malária, é necessário trabalhar-se mais. Contudo, enalteceu o papel dos sectores que muito dão para a erradicação da malária que continua a ser a principal causa de morte em Moçambique e também na região subsahariana de África.

Até 2015 ficou acordado pela comunidade mundial que o lema deve ser “Investir no Futuro: Vencer a Malária”.

Para Daniel Kertesz, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), o lema reflecte a necessidade de acelerar a expansão de medidas de controlo da malária com firmeza, a todas as pessoas em risco de contrair a doença, de forma a vencer a malária. Lembrou aos presentes que a efeméride acontece numa altura em que se caminha a passos largos rumo às metas dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Elogiou o esforço de Moçambique nessa luta, dando como exemplo o facto de nos últimos tempos registar-se uma melhoria significativa em termos de números de casos e de óbitos por malária, para a metade, citando o Boletim Epidemiológico Semanal do MISAU.

A USAID e os parceiros de desenvolvimento na área de Saúde apreciaram o envolvimento e sensibilidade da Primeira-Dama sobre a importância de investir na luta contra a malária, ao mesmo tempo que reconhecem o peso que a doença representa na população moçambicana.

O círculo do bairro de Ndlavela, no município da Matola, anfitrião das cerimónias centrais do Dia Internacional Contra a Malária, evento que juntou centenas de pessoas entre representantes do governo provincial de Maputo, foi palco de diversas actividades culturais, exposição de artigos e material educativo sobre o combate à malária.