De acordo com a circular da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), a que a Agência Lusa teve acesso, para visitas ao Kruguer Park (território sul-africano), após entrada em território moçambicano, os turistas “poderão deslocar-se à África do Sul e reentrar posteriormente em Moçambique” com “visto único” no passaporte.

Contudo, é condição que estejam munidos de bilhete de avião com data de embarque para Portugal definido como sendo através do Aeroporto de Mavalane, em Maputo.

“A reentrada dos turistas em território moçambicano, de onde regressarão a Portugal, está condicionada, para além do passaporte, à exibição do bilhete de avião confirmando o seu regresso através do Aeroporto de Mavalane, em Maputo”, indica um documento da Embaixada da República de Moçambique em Lisboa (Serviços Consulares) enviado à APAVT.

Visto único para turismo em Moçambique e RAS

“À exibição do bilhete de avião no posto fronteiriço África do Sul-Moçambique (Ressano Garcia), onde está aposto o regresso a Portugal através do Aeroporto de Mavalane os turistas beneficiarão de um visto de fronteira que lhes permitirá a reentrada em Moçambique e posteriormente o embarque a Portugal”, acrescenta a mesma informação da embaixada moçambicana em Lisboa dirigida à APAVT.

O Kruguer Park, destino turístico sul-africano a quatro horas de carro de Joanesburgo, é uma reserva natural procurada por visitantes de todo o mundo.

O “esclarecimento” surge na sequência do encontro mantido recentemente entre o embaixador de Moçambique em Portugal e a APAVT “relativamente à problemática dos vistos de dupla entrada para Moçambique que neste momento”, refere o documento da embaixada, estão “restringidos e sujeitos a maior rigor”.

A APAVT, que demonstrou junto da embaixada preocupação sobre a venda de pacotes turísticos que prevejam visitas a Moçambique, deslocações ao Kruguer Park, na África do Sul, e posterior regresso ao território moçambicano, informou ainda os associados das medidas da embaixada moçambicana sobre a emissão de vistos para o país, restringidas desde o princípio de 2013 devido a pedidos “fraudulentos”.

“Acresce referir que a embaixada deixou de emitir vistos múltiplos e que o embaixador de Moçambique em Portugal nos deu conta, na referida reunião, da existência de um crescente número de pedidos de vistos turísticos que são posteriormente identificados como fraudulentos, alguns alegadamente apresentados por agências de viagens, o que tem motivado um maior rigor na sua análise e concessão”, indica a circular da APAVT.