O valor, cujo acordo de financiamento foi rubricado ontem, em Maputo, pelo ministro das Finanças, Manuel Chang e pelo representante chefe da JICA em Moçambique, Ryuichi Nasu, será aplicado na construção de uma nova estrada de acesso de um quilómetro; um terminal ferroviário de contentores no recinto portuário; aquisição de equipamento de manuseamento portuário, entre outros.

O projecto tem como finalidade aumentar a produtividade no manuseamento de carga, que passará das actuais 1.639.000 toneladas por ano, para 4.735.000 toneladas anuais em 2017, tornando o Porto de Nacala, por conseguinte, numa referência ao nível da África Austral.

Na ocasião, o ministro Manuel Chang, afirmou que o valor ontem concedido adiciona-se a um outro donativo no montante de 31.5 milhões de dólares, igualmente concedidos pelo Japão, destinado a modernizar o terminal de combustíveis líquidos, aquisição do equipamento de manuseamento portuário e formação profissional.

Porto de Nacala aspira ser referência na região

“Tendo em vista elevar a capacidade do Porto de Nacala e para dar resposta ao esperado crescente volume de carga nos próximos anos, como apoio do Japão, o Governo está neste momento, a investir nas estradas Nampula-Cuamba-Lichinga e no Projecto de Desenvolvimento Integrado de Agricultura – ProSavana”, disse o ministro.

Por seu turno, Ryuich Nasu, afirmou que o projecto está formulado com a visão de contribuir para o desenvolvimento económico e redução da pobreza no Corredor de Nacala que abrange Moçambique, Malawi e Zâmbia.

“O Porto de Nacala tem uma enorme expectativa de se tornar um porto com grande capacidade de concentrar carga na região norte de Moçambique e importante portal para a área do Corredor de Nacala, que tem cerca de 52 milhões de pessoas”, disse.

Ainda de acordo com o representante da JICA, entre o Porto de Nacala e Lusaka, na Zâmbia, haverá uma ligação complementar por estrada até 2018.

“Espera-se que o Porto seja uma referência regional, direccionado para um desenvolvimento económico e integração efectiva na região austral de África”, disse Ryuich Nasu.