O Presidente do Conselho Municipal, Fernando Neves, diz-se pronto para continuar à frente dos destinos da edilidade, se tal for o entendimento do seu partido – a Frelimo – sendo que as regras internas vão ditar quem vai a seguir.

Na verdade, Fernando das Neves é sobrinho do falecido presidente e os munícipes cedo reencontraram-se com o espírito do amado edil, facilitando assim o trabalho do jovem que vinha do sector de inserção social, da Direcção Provincial da Mulher e Acção Social.

Dois meses com o leme nas mãos de Fernando das Neves, Mocímboa da Praia ainda era uma vila com muito saibro nas duas principais estradas, mas ninguém sabia para quando seria o fim do projecto da sua reabilitação que estava sendo adiado, havia muito tempo e as reclamações populares continuavam em relação às estradas, abastecimento de água, energia eléctrica e a degradação do Hospital Rural.

Mocímboa da Praia: Município está a crescer

Na primeira semana do terceiro mês, cada um dos problemas aqui expostos estava com uma parcial ou total solução, o que nos saltou à vista logo à entrada, no cruzamento com Palma, Aeródromo, Escola Secundária Januário Pedro, onde se localiza o monumento conhecido por Chama da Unidade (estátua Samora Machel), a partir de onde se pode ver a beleza que Mocímboa da Praia não tinha nos últimos 15 anos.

A Avenida Samora Machel, da entrada ao porto, voltou a ser alcatroada, bem como a Eduardo Mondlane, que parte do Hospital ao cemitério. Também estava reabilitada, mas em terra batida, aquela que parte do hospital ao porto, passando pelo mercado de Zalala, a de Muengwe/Escola Secundária Januário Pedro, assim como se havia aberto uma nova estrada que liga o edifício do Governo do distrito ao bairro de Nanduadua.

Quando perguntámos ao presidente do Conselho Municipal, Fernando das Neves, qual tinha sido o segredo para que, em menos de seis meses, fosse possível ver Mocímboa de há décadas, obtivemos a seguinte resposta imediata:

“Trabalho, colaboração, diálogo e cooperação”, sintetizou, para logo a seguir acrescentar que “estamos bem, mesmo contando com o problema de fornecimento de água que poderá levar mais um tempinho, porque as obras estão em curso”.

Hoje, dia do aniversário da vila, das Neves diz a mesma coisa: trabalho, colaboração, diálogo e cooperação. Sem a participação dos munícipes nada podia fazer, sem a colaboração dos agentes económicos, tudo poder-se-ia manter na mesma e sem a mão do seu partido, sentir-se-ia isolado e por isso débil.