
De acordo com o governante, as escolas terão dimensão reduzida e visam responder à procura deste nível de ensino, no qual em todo o território nacional existem cerca de 400 escolas. Com a construção destas novas unidades o Ministério da Educação (MINED) espera responder à demanda de graduados das cerca de 10 mil escolas do Ensino Primário do 2º Grau, em que, anualmente, muitos alunos têm sido confrontados com a escassez de vagas.
“Todos os anos no acto da matrícula temos enchentes. Uma das razões para que isso aconteça é o facto de termos 10 mil escolas primárias para 400 secundárias. Todos os graduados do nível primário concorrem a uma vaga nas 400 escolas, o que é complicado, pois o Ensino Secundário fica permanentemente pressionado. Muitos dos graduados têm 11 ou 12 anos e nem podem trabalhar”, disse o ministro.
Segundo ele, “dissemos que a prioridade é o Ensino Primário de sete classes, mas estamos a ter casos de adolescentes a terminar este nível com idade que não lhes permite trabalhar mas sim continuar a estudar, daí que estas escolas vão nos ajudar a absorver os graduados do Ensino Primário” – acrescentou Jone.
Outras quatro escolas secundárias, desta feita com financiamento japonês, serão construídas a partir do próximo ano.
Entretanto, falando sobre os resultados dos exames finais, Augusto Jone disse que embora ainda não haja dados definitivos, tudo indica que o aproveitamento pedagógico será melhor que o do ano passado, tendo em conta que houve bons resultados na primeira época. Contudo, congratulou a todos professores, pais e encarregados de educação pela forma ordeira e disciplinada com que encararam os exames sem que tenham sido reportados muitos casos de fraude académica.
“Conseguimos controlar os esquemas de fraude e, sobretudo, não tivemos casos preocupantes de envolvimento de professores neles. Isto foi possível graças ao envolvimento do ministério, das direcções provinciais e distritais e das escolas” – disse.
Falando sobre o próximo ano lectivo, o ministro da Educação afirmou que o desafio passa por colocar o livro nas escolas de modo a que as aulas possam iniciar sem grandes sobressaltos. Sublinhou que grande parte do material já saiu dos portos e está a caminho dos distritos, sendo que algumas escolas já o receberam.
“A nossa meta é que no dia 7 de Janeiro todas as escolas tenham recebido o livro e no dia 14, data de abertura solene do ano lectivo, o mesmo esteja disponível para os alunos começarem a aprender” – disse.
















