Já estão comprados os 16 milhões de livros para distribuição gratuita
O Estado gastou cerca de 18 milhões de dólares só para a compra dos livros que serão distribuídos em cerca de 16 mil escolas primárias públicas de todo o país.

O Ministério da Educação  (MINED)anunciou, ontem, em Maputo, ter adquirido cerca de 16 milhões de livros escolares de distribuição gratuita para o próximo ano lectivo. Os livros, de 85 títulos diferentes, serão distribuídos por cinco milhões e quinhentos mil alunos em 16 mil escolas do país.

O director-geral da Distribuidora Nacional de Material Escolar, DINAME, Assane Sufiane, disse que, para 2013, o Estado adquiriu 25 por cento a mais em relação ao número comprado para o presente ano. Ou seja, cerca de 3 milhões e duzentos mil livros acima de 13 milhões de livros comprados no ano passado.

O aumento do número, de acordo com a fonte, é para acautelar dois problemas: o primeiro, é fazer face ao problema da conservação. Há muitos alunos que não conseguem devolver o livro por causa das condições em que o deixam no final do ano, acabando sempre por criar um défice; o segundo problema é responder ao aumento do número de alunos que ingressam no ensino primário, anualmente.

Para já, os 16 milhões de livros já estão no país, mas ainda espalhados pelos armazéns da DINAME, localizados em Maputo, Beira, Quelimane e Nacala.

Sufiane diz que a zona centro do país é que vai receber maior número de livros, quando comparada com as restantes regiões, tendo em conta que apresenta também  um maior número de alunos. Portanto, 45 por cento dos livros destinam-se àquela região, sendo que só a província da Zambézia vai receber 20 por cento do total dos livros em causa.

O director-geral da DINAME garante ainda que o processo da sua distribuição já está em curso. Neste momento, 72 por cento do stock já está nas províncias e, nos próximos dias, vão chegar às sedes distritais. A ideia é garantir que, antes do início do ano lectivo, todos os livros estejam nas escolas. Nesta altura, por questões logísticas e de segurança, a DINAME entende não ser cómodo ter o livro no seu destino final, que são as escolas.