Organizações da sociedade civil moçambicanas, representada por uma activista, na Conferência na África do Sul, pedem para que o Governo moçambicano aumente a contribuição para a saúde e aos doadores para que não virem as costas na luta contra HIV/Sida.

Trata-se de Linda Chongo, oficial de advocacia e comunicação da MONASO, que foi representar o Movimento de Advocacia para a Saúde de Moçambique numa conferência de imprensa organizada pela Médicos Sem Fronteiras na África do Sul.

Linda falou sobre a situação da seroprevalência em Moçambique, referindo que, apesar da resposta ter sido lenta, Moçambique finalmente tem planos ambiciosos que procuram aumentar cada vez mais o número de pessoas em tratamento, estimados, hoje, em cerca de 270 mil pessoas. O objectivo é alcançar 600 mil pessoas até 2015), através do provimento do tratamento com menores efeitos secundários (TDF ou Tenofovir), e colocar todas as mulheres grávidas seropositivas em tratamento para o resto da vida (Opção B+) numa tentativa de acabar com a transmissão da mãe para o bebé.

“Todavia, infelizmente, estes planos estão em risco, já que o país depende bastante do financiamento externo para o HIV SIDA que, por sua vez, está com tendências de reduzir”.