O grupo disse ter recebido garantias das autoridades sudanesas de que vão pagar a passagem aérea de volta para a capital moçambicana, Maputo, mas todos os seis estudantes são oriundos das províncias da Zambézia e Nampula.

Seis dos 45 estudantes moçambicanos no Sudão serão repatriados, hoje, para Maputo pelo governo de Cartum, após um diferendo com a universidade que frequentavam.

Um estudante moçambicano expulso da Universidade Internacional de África no Sudão disse à Lusa que as autoridades sudanesas atribuíram vistos de saída do país.

“A nossa previsão é de sairmos amanhã (quarta feira)” de regresso à capital moçambicana, mas “os processos não estão sob nossa responsabilidade”, disse um dos estudantes.

Em abril, 30 dos 45 moçambicanos que estudam na Universidade Internacional de África no Sudão denunciaram à Lusa as “precárias condições” de vida naquele país africano, responsabilizando “algumas organizações islâmicas” moçambicanas de os terem enviado a Cartum com “objectivos obscuros”.

Parte dos estudantes, que saíram de várias províncias de Moçambique para o Sudão, não concordaram com o modelo de contrato firmado com a direcção da Universidade, a qual acusam de não estar a honrar o compromisso de atribuição de bolsas de estudo completas.

Durante as negociações que se seguiram às queixas dos estudantes, a Universidade obrigou 24 estudantes a redigirem uma carta, negando tudo o que o grupo denunciou à imprensa sobre as precárias condições de vida, mas seis estudantes recusaram a exigência e receberam ordem de expulsão da instituição.