Duas pessoas foram mortas e duas ficaram feridas, no sábado, num ataque à região russa de Belgorod.
“Desde esta manhã, as povoações do distrito urbano de Shebekino têm estado sob fogo das Forças Armadas ucranianas”, disse o governador da região, Vyacheslav Gladkov, no Telegram, citado pela Reuters.
Nos últimos dias, as autoridades russas têm relatado a intensificação dos ataques a partir do norte da Ucrânia. Na sexta-feira, 2.500 pessoas tiveram de ser evacuadas da cidade russa por falta de segurança, devido aos bombardeamentos na região que provocaram seis mortos e 16 feridos.
“A noite foi agitada. As defesas aéreas atuaram sobre Belgorod”, acrescentou Vyacheslav Gladkov.
Um jovem de 26 anos de idade, identificado por A. Macarata, está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na 4ª Esquadra da Munhava, cidade da Beira, por ter assassinado o seu colega de trabalho, com recurso a uma garrafa, facto motivado por desentendimento num bar, no bairro da Munhava.
De acordo com o porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate, o indivíduo é confesso e tem no cadastro diversas detenções, fruto do seu comportamento desviante.
O jovem confessou o crime e disse à nossa fonte que está arrependido pelo sucedido. “Insultou-me e depois agrediu-me com um bloco; para me defender peguei numa garrafa e cortei-o. Estou muito arrependido pelo que fiz. Eu estava embriagado”, disse o homicida.
Uma fábrica de pipocas e um armazém de matérias-primas, casos de farinha de trigo e óleo de cozinha, foram completamente destruídos por um incêndio de grandes proporções, deflagrado na zona industrial dos Pioneiros, na cidade da Beira.
Os bombeiros, alertados sobre a ocorrência, mobilizaram–se para o local onde, durante algumas horas, enfrentaram as chamas que ameaçavam atingir outros edifícios nas proximidades. Presume-se que o incêndio, que teve o seu epicentro no armazém, tenha sido originado por um curto-circuito no sistema eléctrico.
No entanto, o porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública, Fernando Farias, mostrou-se reservado quanto à causa do incêndio, cujo combate envolveu também os bombeiros da empresa Aeroportos de Moçambique e dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Uma tempestade de areia que atingiu o Egito, deixando um morto, além de feridos. De acordo com a mídia local, a morte ocorreu no Cairo, capital do país, após um outdoor cair sobre a vítima, diante da força dos ventos.
A estrutura caiu sobre veículos que trafegavam, durante a tempestade, na October Bridg, localizada no centro de Cairo. Os ocupantes de um carro e de uma moto atingidos pela estrutura precisaram de atendimento médico.
Imagens que circulam nas redes sociais registraram a tempestade sobre o Egito. Um dos vídeos mostra a nuvem de poeira sobre o mar, próxima a algumas embarcações. Em outro registro, a massa de areia atinge uma estrada.
De acordo com o portal Ahram Online, a Autoridade Meteorológica Egípcia recomendou aos cidadãos para utilizarem máscaras fora de casa pelos próximos dias, diante dos fortes ventos, tempestades de areia e ondas de calor.
A Zona Econômica do Canal de Suez anunciou o fechamento do porto de El-Arish, enquanto a Autoridade dos Portos do Mar Vermelho acompanhou a medida para Suez e Zeitiyat.
Os membros da Comissão Nacional de Eleições, pertencentes à Renamo, dizem não ser autênticos os resultados do recenseamento eleitoral que termina amanhã. Face às irregularidades registadas no processo, o vice-presidente da CNE, Fernando Mazanga, alerta que a democracia está em risco.
Quando falta 1 dia para o fim do recenseamento eleitoral, Fernando Mazanga, vice-presidente da CNE, chamou esta sexta-feira a imprensa para elevar o tom de descontentamento sobre o processo.
Mazanga acusa o partido no poder e os órgãos eleitorais de promoverem as irregularidades e fraudes registadas. Desvaloriza ainda a extensão por mais duas horas do funcionamento das brigadas de recenseamento e fala da possível exclusão de mais de 200 mil eleitores, só na Matola.
Fernando Mazanga vai mais longe e alerta que com a situação, a democracia fica ameaçada. Contudo, o partido Renamo irá apresentar seu posicionamento sobre o processo já este sábado.
O Senegal continua sob tensão, um dia após confrontos que fizeram seis mortos, elevando para 15 o número de mortes desde a condenação a dois anos de prisão do opositor Ousmane Sonko, na quinta-feira.
“Registámos no dia 02 de junho seis mortos, incluindo quatro na região de Dacar e dois na região de Ziguinchor”, disse à AFP o porta-voz do ministro do Interior.
Os confrontos opuseram na noite de sexta-feira pequenos grupos de jovens manifestantes e as forças da ordem em Dacar, nos arredores da capital e no sul do país.
O Ministério do Interior ainda não assinalou qualquer incidente que tenha ocorrido hoje, até ao início da tarde.
Mas, durante a manhã havia ainda pneus queimados e pedras nas ruas, onde vários locais foram saqueados, incluindo lojas e bancos.
Várias redes sociais, como Facebook, WhatsApp ou Twitter, estão sem funcionar, uma medida que o governo diz ter sido adotada para evitar a “difusão de mensagens de ódio e subversivas”.
O exército foi destacado para pontos estratégicos e também é visível a presença policial na capital, segundo a AFP.
A violência eclodiu após a condenação a dois anos de prisão do opositor Ousmane Sonko, candidato declarado às presidenciais de 2024, acusado de ter levado à “devassidão” uma jovem com menos de 21 anos, uma sentença que o impede de ser elegível.
Sonko diz desde o início deste caso que se trata de uma conspiração do presidente Macky Sall para o eliminar politicamente e afirma que está “sequestrado” na sua residência pelas forças de segurança, que impedem a aproximação de qualquer pessoa.
Ousmane Sonko pode ser detido “a qualquer momento”, afirmou o ministro da Justiça Ismaïla Madior Fall.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu quadro interno um (1) Contabilista. Saiba mais.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Técnica de Concursos Públicos. Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Concursos Públicos. Saiba mais.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Contabilista de Custos. Saiba mais.
A Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Nacional de Educação Inclusiva. Saiba mais.
A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (Rede DPI) pretende contratar um (1) Consultor para a Capacitação dos Membros da RDPI em Programas de Desenvolvimento da Primeira Infância. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Supervisores DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Supervisores DREAMS. Saiba mais.
O Ministro da Saúde diz que o seu pelouro aguarda pela reacção da Associação dos Profissionais de Saúde para a retoma do diálogo, visando encontrar soluções para as reivindicações desta classe.
Armindo Tiago reagia ao anúncio destes profissionais de saúde sobre uma suposta greve nacional, a ser realizada a partir desta quinta-feira, em todo o país.
“O Ministério da Saúde e aqui estamos a reafirmar., está em condições de receber qualquer pessoa que encontre e tenha algumas questões a colocar sobre o nosso sector, isso inclui a Associação. Nós mandamos por e-mail a dizer que vamos retomar, para dar seguimento a conversa inicial que fizemos e até agora não temos resposta, mas acreditamos que eles hão de notar que, eventualmente, só a conversa é que resolve os problemas”, disse.
O titular da pasta da saúde falava, esta quarta-feira, no distrito de Marracuene, província de Maputo, à margem do Décimo segundo Conselho Hospitalar.
A Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, faz balanço positivo da VII sessão ordinária da IX legislatura deste órgão depois de quatro meses de actividades.
No entanto, pesou o facto de o Parlamento ter apreciado a maior parte das matérias propostas para a presente legislatura. Assim, disse que a instituição apreciou 23 dos 29 pontos inicialmente previstos, 12 dos quais aprovados por consenso.
Além das informações do Governo e perguntas ao Governo, Esperança Bias referiu que foram apreciados e aprovados, entre outros, o Informe da Procuradora-Geral da República, seguido de debate, sobre o ponto da situação de legalidade no país, e a Lei de Investigação em Saúde Humana.
Um incêndio num bairro de South Memphis, Tennessee, Estados Unidos, provocou a morte a quatro crianças, na tarde de quarta-feira (31). A polícia deteve o pai.
De acordo com o ‘tweet’ do Corpo de Bombeiros de Memphis, citado pela Associated Press, o incêndio deflagrou pouco antes das 15 horas num edifício de apartamentos de dois andares na zona de Washington Heights.
Foram precisos cerca de 50 bombeiros para controlar o incêndio.
Quatro crianças – uma de seis anos, duas de quatro anos e uma de dois anos – foram encontradas num quarto das traseiras durante as operações de salvamento, de acordo com os bombeiros.
Segundo o que a WREG-TV noticiou, o avô disse que as crianças – dois rapazes e duas raparigas – estavam em casa com o pai enquanto a mãe tinha ido fazer um recado.
A polícia de Memphis avançou que deteve o pai, mas que o seu nome e outros pormenores não foram imediatamente divulgados.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou “o Ocidente” de mentir, numa alusão à Ucrânia e seus aliados, após um ataque atribuído a forças ucranianas contra Moscovo.
“Quando o Ocidente fornece armas de alcance cada vez maior à Ucrânia e ao mesmo tempo diz que não apoia o uso dessas armas contra território russo, isso é mentira”, disse numa conferência de imprensa em Maputo, durante uma visita ao país no âmbito do seu périplo por África.
O chefe da diplomacia russa iniciou uma viagem pelo continente na segunda-feira e esta quarta-feira foi questionado pelos jornalistas sobre os mais recentes desenvolvimentos na guerra, que incluem o ataque em solo russo.
Lavrov apontou o Reino Unido como “o mestre que empurra os outros países para o apoio militar à Ucrânia”, acusando o secretário de Relações Exteriores britânico de “incitamento” à ação de Kiev.
Em causa estão declarações de James Cleverly que, na terça-feira, considerou legítimo a Ucrânia projetar ações para território da Rússia no âmbito da sua estratégia de defesa.
“No que toca às consequências desta linha de ação criminosa, estou convencido que as nossas Forças Armadas têm respostas apropriadas”, concluiu Sergei Lavrov.
O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou na terça-feira a Ucrânia de terrorismo e de tentar aterrorizar a população russa, após um ataque sem precedentes com ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) contra a região de Moscovo, causando dois feridos ligeiros e pequenos danos em vários edifícios.
O Ministério da Defesa russo disse que oito dispositivos estiveram envolvidos no ataque, dos quais cinco foram abatidos pela defesa antiaérea e três foram neutralizados por meios eletrónicos, segundo a agência oficial TASS.
A Ucrânia negou ter qualquer “ligação direta” com os ataques contra a região da capital russa.
A ação de terça-feira contra Moscovo ocorreu dois dias depois de duas pessoas terem sido mortas em Kiev por um novo ataque da Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
O ex-vice-presidente Mike Pence vai entrar oficialmente na corrida à Casa Branca na próxima semana, desafiando o seu antigo ‘chefe’ Donald Trump nas primárias republicanas, de acordo com vários órgãos de comunicação norte-americanos.
A 7 de junho, no dia em que completa 64 anos, Pence divulgará um vídeo, participará num encontro no Estado do Iowa e estará na estação CNN, adiantaram fontes próximas ao republicano, que falaram aos ‘media’ norte-americanos sob a condição de anonimato.
Cristão evangélico e forte opositor do aborto, Mike Pence ajudou Donald Trump a conquistar a direita religiosa ao estar ao seu lado na campanha de 2016.
Após anos de lealdade inabalável, Pence mudou de tom após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Em particular, considerou que as palavras do presidente naquele dia foram “irresponsáveis” e que o “colocaram em perigo”, porque o republicano estava no Capitólio.
Donald Trump insistiu em defender a não certificação da vitória de Joe Biden nas presidenciais, pedido que o ex-governador do Indiana não correspondeu, o que lhe viria a render uma forte inimizade entre os apoiantes do magnata.
O ex-vice-presidente concentra cerca de 3,8% das intenções de voto, muito atrás de Donald Trump (53,2%) ou do governador da Florida, Ron DeSantis (22,4%), segundo as últimas sondagens realizadas pelo ‘site’ RealClearPolitics.
No entanto, Pence tem vindo a preparar a sua candidatura há meses.
Depois de lançar um livro intitulado “So Help Me God” (“Que Deus me ajude”, em português), o ex-locutor de rádio tem viajado por todo o país, multiplicando os discursos em estados que devem fazer a diferença nas primárias republicanas.
Outra figura republicana, o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie, também deve entrar na disputa pela indicação republicana na próxima semana.
Christie também cortou relações com Donald Trump após o ataque ao Capitólio.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua uma visita de trabalho à província de Sofala.
Segundo um comunicado da Presidência da República, o Chefe do Estado irá proceder à inauguração da Rede Eléctrica do Posto Administrativo de Chupanga, no distrito de Marromeu, no âmbito do Programa “Energia para Todos” que visa a expansão da energia eléctrica às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país, até 2030
Ainda em Sofala, o Chefe do Estado vai, igualmente, inaugurar o Armazém Regional de Medicamentos, na cidade da Beira, uma infra-estrutura construída de raiz, cujo objectivo é o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, no âmbito da prossecução do Programa Quinquenal do Governo 2020-24.
Pequim acusou Washington de “interferência e vigilância” durante um exercício naval no Mar do Sul da China, na sequência das manobras de interceção protagonizadas por um caça chinês, que o Pentágono considerou desnecessárias e agressivas.
Um comunicado divulgado pelo Comando do Teatro de Operações Sul do exército chinês disse que “organizou as forças aéreas para rastrear e acompanhar todo o processo e que lidou com o caso de acordo com as leis e regulamentos e de forma profissional”.
Nos vídeos difundidos pelo Comando para o Indo-Pacífico dos Estados Unidos, o avião chinês, um J-16, é visto a voar nas proximidades do avião norte-americano, um RC-135, modelo normalmente utilizado para vigilância.
O evento ocorreu no dia 26 de maio, quando o piloto chinês se posicionou bem à frente do RC-135, que foi forçado a voar através da turbulência provocada pelo caça chinês.
O Pentágono disse que o piloto chinês “executou uma manobra agressiva desnecessariamente”.
De acordo com os EUA, o seu avião “estava a realizar operações seguras e de rotina no espaço aéreo internacional sobre o Mar do Sul da China, de acordo com o direito internacional”.
Na mesma nota, o Comando para o Indo-Pacífico dos Estados Unidos assegurou que os EUA “vão continuar a voar, navegar e operar com segurança e responsabilidade onde quer que os regulamentos internacionais o permitam”, incluindo na região do Indo-Pacífico.
O porta-voz do Comando do Teatro de Operações Sul do exército chinês, o coronel Zhang Nandong, acusou no comunicado os EUA de “misturarem preto e branco e fazerem falsas acusações, na tentativa de confundir o público”.
“Pedimos solenemente aos EUA que restrinjam conscientemente as ações das forças navais e aéreas da linha da frente, cumpram com rigor as leis internacionais relevantes e os acordos relevantes e evitem acidentes no mar e no ar”, disse Zhang.
“Caso contrário, os EUA arcarão com todas as consequências”, advertiu.
Zhang não disse a que leis internacionais se referia.
A China reivindica quase todo o Mar do Sul da China, apesar dos protestos dos países vizinhos. Os EUA também não reconhecem as reivindicações de Pequim sobre um território marítimo estratégico, através do qual passam cerca de cinco biliões de dólares (cerca de 4,68 biliões de euros) em comércio internacional todos os anos.
Pequim e Washington assinaram acordos para lidar com “eventos inesperados” entre as suas forças aéreas e navais, mas a comunicação entre os dois exércitos foi suspensa pela China, devido ao apoio militar e à venda de armas a Taiwan pelos Estados Unidos ou o abate de um alegado balão de espionagem chinês no espaço aéreo norte-americano.
O ministro da Defesa chinês, Li Shangfu, está também proibido de viajar para os EUA, como parte de um pacote de sanções imposto pelas autoridades norte-americanas, por ter supervisionado a transferência de armamento oriundo da Rússia.
Pequim rejeitou esta semana um encontro entre os responsáveis pela Defesa da China e dos Estados Unidos, à margem de um fórum de segurança em Singapura.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse na quarta-feira que o incidente do avião mostrou a importância de os EUA e a China manterem o diálogo entre as altas patentes do exército. Blinken afirmou que é “lamentável” que Pequim tenha rejeitado o pedido para uma reunião com o ministro da Defesa chinês.
“Acho que isto apenas ressalta por que é tão importante que tenhamos linhas de comunicação regulares e abertas entre os nossos ministros da Defesa”, disse.
A China interceta frequentemente aviões militares dos EUA e dos aliados nos mares do Sul e Leste da China e no Estreito de Taiwan.
Ações semelhantes resultaram num acidente aéreo, em 2001, sobre o Mar do Sul da China, entre um caça chinês e um avião de vigilância da Marinha dos EUA. O avião chinês ficou destruído e o piloto morreu.
O avião danificado dos EUA pousou numa base da força aérea da marinha chinesa, levando à detenção da tripulação e a um impasse diplomático entre os dois países.
Pelo menos 60 bebés e crianças morreram durante as últimas seis semanas, isoladas e em condições difíceis, num orfanato na capital do Sudão, enquanto os combates continuavam no exterior.
A maioria morreu por falta de comida e com febre. Vinte e seis morreram em dois dias, durante o fim de semana.
A dimensão do sofrimento das crianças foi revelada através de entrevistas com mais de 12 médicos, voluntários, funcionários do setor da saúde e trabalhadores do orfanato Al-Mayqoma.
A agência de notícias britânica Associated Press também analisou dezenas de documentos, imagens e vídeos que mostram a deterioração das condições nas instalações.
Um vídeo gravado por trabalhadores do orfanato mostra corpos de crianças enrolados em lençóis brancos à espera de serem enterrados.
Noutras imagens vê-se crianças, usando apenas fraldas, sentadas no chão de uma sala, muitas delas a chorar, enquanto uma mulher carrega dois jarros de metal com água. Outra mulher está sentada no chão, de costas para a câmara, balançando-se para a frente e para trás, aparentemente embalando uma criança.
Uma funcionária do orfanato explicou mais tarde que as crianças foram transferidas para a sala grande depois de um bombardeamento nas proximidades ter afetado a outra parte das instalações, com artilharia pesada, na semana passada.
“É uma situação catastrófica”, disse Afkar Omar Moustafa, um voluntário do orfanato, numa entrevista telefónica.
“Isto era algo que esperávamos desde o primeiro dia [dos combates]”, referiu.
Segundo as certidões de óbito, entre os mortos encontram-se bebés com apenas 03 meses.
Esta situação gerou alarme e indignação nas redes sociais, e uma instituição de caridade local conseguiu entregar alimentos, medicamentos e leite em pó para bebés ao orfanato no domingo, com a ajuda da agência das Nações Unidas para a infância, a Unicef, e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.
Os trabalhadores do orfanato alertaram para o facto de poderem morrer mais crianças e apelaram à sua rápida retirada para fora de Cartum, a capital do Sudão, devastada pela guerra.
A batalha pelo controlo do Sudão eclodiu a 15 de abril, colocando os militares sudaneses, liderados pelo general Abdel Fattah al-Burhan, contra as Forças de Apoio Rápido, paramilitares comandados pelo general Mohammed Hamdan Dagalo.
Os combates transformaram Cartum e outras zonas urbanas em campos de batalha. Muitas casas e infraestruturas civis foram saqueadas ou danificadas por projéteis e balas perdidas.
Os combates infligiram um pesado tributo aos civis, em especial às crianças.
Mais de 860 civis, incluindo pelo menos 190 crianças, foram mortos e milhares de outros ficaram feridos desde 15 de abril, segundo o Sindicato dos Médicos do Sudão, que regista as baixas civis. É provável que o número de vítimas seja muito superior.
Mais de 1,65 milhões de pessoas fugiram para zonas mais seguras no interior do Sudão ou atravessaram as suas fronteiras para os países vizinhos. Outras permanecem encurraladas nas suas casas, incapazes de escapar, à medida que as reservas de alimentos e de água diminuem. Os confrontos também perturbaram o trabalho dos grupos humanitários.
Mais de 13,6 milhões de crianças necessitam urgentemente de assistência humanitária no Sudão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil condenou o ex-presidente Fernando Collor de Mello a oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O STF considerou que o também ex-senador recebeu subornos que entre 2010 e 2014, quando exercia o cargo de senador.
A pena foi fixada pela mais alta instância judicial na sétima sessão do julgamento contra o ex-presidente, depois de Collor de Mello ter sido considerado culpado na quinta-feira passada pela maioria dos dez juízes que compõem o STF, com oito votos a favor e dois contra.
Segundo a decisão do Supremo, a sentença do ex-presidente é para cumprir em regime fechado, ou seja, na prisão.
No entanto, como ainda pode recorrer da decisão e possui benefícios penais devido à sua idade (73 anos), permanecerá em liberdade até que todos os recursos apresentados pela sua defesa sejam julgados.
A sentença final foi quase quatro vezes menor do que a pena de 33 anos proposta inicialmente pelo magistrado Edson Fachin, juiz de instrução do processo, além de uma pena pecuniária de 20 milhões de reais (3,4 milhões de euros), que na quarta-feira foi convertida em multa de 450 salários mínimos (cerca 110 mil euros).
Em comunicado divulgado na imprensa local, o advogado do ex-chefe de Estado brasileiro, Marcelo Bessa, disse que “a defesa, reafirmando a sua convicção sobre a inocência do ex-presidente Collor, vai aguardar a publicação do acórdão para apresentar os recursos cabíveis”.
Segundo a denúncia apresentada contra Collor de Mello pelo Ministério Público em 2015, o ex-chefe de Estado usou a sua influência na política para beneficiar o empresário João Lyra, com quem tem uma “relação de amizade”, em contratos fraudulentos com a BR Distribuidora, subsidiária da petrolífera estatal Petrobras.
Pela intermediação desses contratos, no valor total de 240 milhões de reais (hoje cerca de 45 milhões de euros), o ex-presidente recebeu uma “comissão” equivalente a cerca de 15% desse valor, segundo o que a Justiça deu como provado.
Collor de Mello governou o Brasil entre 1990 e 1992, altura em que se demitiu do cargo quando o Parlamento se preparava para concluir um processo de destituição contra ele por alegada corrupção, do qual viria a ser absolvido no Supremo Tribunal Federal.
Entre 2007 e 2023, ocupou um lugar no Senado e, no ano passado, foi candidato, sem sucesso, ao cargo de governador do estado de Alagoas, que já tinha ocupado antes de se tornar Presidente brasileiro.
A presidente da Assembleia da República encoraja aos cidadãos em idade eleitoral a aderirem em massa ao recenseamento numa altura estamos a três dias do terminus do prcesso.
Esperança Bias recorda que recensear é um direito civíco e moral. A presidenete da assembleia da republica falava no encerramento da setima sessao ordinaria do parlamento uma sessão marcada pela aprovaçao de vinte e tres materias.
Os discursos do encerramento desta sessao ordinaria foram dominados por apelos a adesao ao recenseamento eleotoral.
O chefe da bancada da Frelimo, Sérgio Pantie disse que o partido está acompanhar com preocupação os relatos de ilícitos no decurso do recenseamento eleitoral.
O chefe da bancada da Renamo, Viena Magalhães, recomenda a correcção imediata das irregularidades que se tem verificado no recenseamento eleitoral.
Por outro lado, o Chefe da Bancada do MDM, Lutero Simango, apela para maior actuação da justiça no sentido de reprimir os ilícitos eleitorais.
Uma menina de 11 anos, a mãe e outra mulher morreram num ataque de mísseis russos a Kiev durante a madrugada de quinta-feira, informam as autoridades ucranianas. Dez pessoas ficaram feridas.
“Hoje é o dia internacional da criança. À noite, a Rússia voltou a matar uma criança em Kiev”, disse Andriy Yermak, chefe do gabinete do Presidente Volodymyr Zelenskiy.
“Desde 2014, o país terrorista tem cometido crimes contra pequenos ucranianos. A partir de 24 de Fevereiro de 2022, ninguém tem dúvidas – trata-se de um verdadeiro genocídio”, acrescenta.
Segundo a Reuters, a força aérea ucraniana afirmou que as defesas aéreas abateram 10 mísseis balísticos.
A polícia informou que uma clínica médica, um jardim-de-infância, edifícios residenciais e carros foram danificados.
Depois de 17 ataques com ‘drones’ (veículos aéreos não tripulados) e mísseis à capital ucraniana em maio, as forças russas atingiram a capital de manhã cedo com mísseis lançados a partir do solo.
A Rússia intensificou os ataques com mísseis e drones contra a capital ucraniana enquanto Kiev se prepara para lançar uma contra-ofensiva. A Rússia afirma que os bombardeamentos ucranianos nas zonas fronteiriças aumentaram nas últimas semanas, à medida que Kiev prepara o seu contra-ataque.
Dois cidadãos moçambicanos estão detidos no distrito de Mchinji, a Norte do Malawi, surpreendidos na posse de um pangolim, uma espécie protegida naquele país vizinho.
Os detidos, de 40 e 46 anos de idade, são provenientes do povoado do régulo Katsabola, no distrito de Chifunde, na província de Tete.
De acordo com a RM, os dois moçambicanos foram surpreendidos pela Polícia malawiana no Centro Comercial Kadziyang’ane, no distrito de Mchinji, onde procuravam mercado para a venda daquela espécie faunística.
O oficial de Relações Públicas da delegacia da Polícia de Mchinji, Limbani Mpinganjira, disse que ao serem interrogados, os suspeitos revelaram que o animal foi capturado no distrito de Chifunde, na província de Tete, e no Malawi estavam apenas a procura de um potencial comprador.
Os indiciados pelo crime contra a fauna bravia, serão presentes em breve ao tribunal para responder pelos crimes de tráfico e venda de espécies protegidas e incorrem a uma pena de três a cinco anos de prisão efectiva e de trabalho forçado.
Uma missão da Marinha de Guerra portuguesa encontra-se em Moçambique para cooperar no sector da segurança marítima. Numa iniciativa denominada “Mar Aberto”, os portugueses estão também a capacitar a Marinha de Guerra moçambicana para melhor combater o terrorismo e outros males no mar.
O navio da Marinha de Guerra portuguesa encontra-se, no Porto de Maputo, desde o passado dia 28 de Maio, tendo já desenvolvido várias acções de formação à Marinha de Guerra de Moçambique, além de a capacitar em matérias de segurança na navegação marítima.
A embarcação, tripulada por fuzileiros navais e mergulhadores lusos, está provida dos mais modernos equipamentos de comunicação, navegação e segurança marítima. O contacto com Moçambique visa, também, partilhar essa tecnologia.
“Essencialmente, concentramo-nos no treino dos fuzileiros em técnicas de abordagem e patrulhamento. Na área de fiscalização marítima, tivemos a oportunidade de interagir com os militares da marinha, lanchas da marinha e também elementos da equipa de fiscalização. Tocamos, também, um pouco na formação dos aspirantes à marinha de Moçambique que estão na Escola Náutica. Trocamos experiência sobre segurança na navegação e segurança da embarcação, no que diz respeito ao combate a incêndios e a sinistros das pessoas a bordo”, disse Aristides da Costa, comandante do navio de guerra luso.
O apoio no combate ao terrorismo é um dos objectivos desta missão em Moçambique. Segundo o comandante Aristides da Costa, a segurança na terra é complementada pela segurança no mar. Então, sabendo que algumas incursões dos terroristas são feitas no mar, é necessário investir nesta área, tal como Moçambique tem estado a fazer.
Um grupo de estudantes da Escola Portuguesa em Maputo teve a oportunidade de se inteirar, esta quarta-feira, das valências do navio da Marinha de Guerra lusa. No âmbito da segurança marítima, a iniciativa “Mar Aberto” manterá permanente vigilância e realizará a monitorização constante da área em que navegar, contribuindo para o combate à pirataria e ataques armados contra a navegação mercante. A força lusa deixa Moçambique, esta quinta-feira, para a vizinha África do Sul, onde vai participar no dia de Portugal no próximo dia 10 de Junho.
O Estado português, através da marinha de guerra, desenvolve, anualmente, a iniciativa “Mar Aberto”. Nesse sentido, uma Força Nacional Destacada (FND) constituída para a realização de missões de segurança marítima e apoio à política externa do Estado Português, largou da Base Naval de Lisboa no passado dia 15 de abril e integra uma secção de projecção de força constituída por fuzileiros, uma equipa de segurança também constituída por militares deste corpo, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
Ao longo da sua missão, que durará mais de quatro meses, esta Força Portuguesa marcará presença em 14 países e visitará 20 portos diferentes, destacando-se a participação nas comemorações do Dia de Portugal, que decorrerão na África do Sul, na Cidade do Cabo, e que serão presididas por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa.
Marcando, ao fim de mais de uma década, o regresso da iniciativa “Mar Aberto” aos seis países africanos lusófonos, a visita a Moçambique teve uma duração de cinco dias.
Um dos principais objectivos desta missão é contribuir para a segurança marítima na região do Golfo da Guiné (GdG), nomeadamente na missão de apoio à guarda-costeira santomense, assim como várias iniciativas de cooperação bilateral no domínio da defesa com os vários países onde irá fazer escala. Aqui há sempre um navio luso que ajuda nestas missões de salvaguardar a segurança na navegação marítima.
A iniciativa “Mar Aberto” 2023 visa ainda contribuir para a satisfação de compromissos internacionais assumidos por Portugal com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e inclui ainda a participação nacional no projecto da União Europeia das Presenças Marítimas Coordenadas para a região do GdG. No âmbito da Cooperação no Domínio da Defesa, serão desenvolvidas actividades de cariz naval, de presença naval, de apoio à diplomacia e de cooperação com as Marinhas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, e com a guarda costeira de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.
Foram publicadas hoje, dia 12 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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Um cidadão faleceu este sábado na sequência do desabamento de uma loja na cidade de Maxixe, na província de Inhambane.
Segundo informações avançadas pela TV...