O Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique está preocupado com os actuais níveis de suicídios de membros da corporação, nos últimos tempos.
Falando numa formatura, no posto administrativo de Pundanhar, distrito de Palma, em Cabo Delgado, Bernardino Rafael disse que só nos últimos dois anos, por exemplo, dezassete polícias tiraram as suas próprias vidas.
Para aquela alta patente da PRM, o suicídio não é a melhor solução dos problemas, sejam de que natureza forem.
“Estou preocupado com a algumas decisões dos colegas, porque nos últimos meses deste ano e do ano passado, praticamente dezassete colegas tomaram decisões que não agradam a instituição, suicidaram-se. Não é uma decisão correcta, deixe que a morte venha com o próprio que a inventou”, disse.
Para inverter este cenário, revelou o Comandante-geral da PRM, a corporação está a formar psicólogos, para lidar com a onda de suicídios de seus membros.
O ministro angolano dos Transportes afirma que o governo está atento a aumento de preços dos transportes públicos, garantindo que o objetivo é manter as tarifas e que os infratores serão penalizados.
Em entrevista à Agência Lusa, Ricardo Abreu defendeu que o fim progressivo da subvenção dos combustíveis é uma medida justa, já que nem todos precisam deste benefício e o executivo quis dar” amortecedores” às classes mais vulneráveis, estando ainda a ser negociadas medidas adicionais.
Além disso, a decisão visa também a sustentabilidade das contas e permitir que outras políticas possam ser adotadas para melhorar as condições de vida da população, sublinhou
O aumento dos preços dos combustiveis, designadamente da gasolina, que praticamente duplicou o valor, tem suscitado protestos, sobretudo de taxistas e mototaxistas, profissionais que continuam a beneficiar dos subsídios mediante a apresentação de um cartão.
No entanto, esta solução ainda não chegou às mãos da maioria.
Muitos cidadãos queixam-se já do aumento dos preços, em especial nos “taxis” coletivos mais conhecidos como candongueiros e nos mototáxis, usados por boa parte dos angolanos, mas Ricardo Abreu disse que o preço se tem mantido.
“Obviamente que há, aqui ou ali, alguma tentativa de especulação (…) mas o efeito que se pretende nestas camadas sociais, através da entrega de cartões e outros mecanismos que será adotado é precisamente não haver qualquer impacto nas tarifas dos transportes públicos”, salientou o governante, indicando que a fiscalização é feita em coordenação com os governos provinciais e administrações municipais.
Até ao dia 15 de junho tinham sido entregues cerca de 25 mil cartões de combustíveis a nível nacional e, segundo o ministro, deverão ser distribuídos em breve, fora de Luanda, mais 25 mil.
“Pretendemos chegar rapidamente aos 100 mil”, sublinhou, sem referir prazos, estimando que o universo de beneficiários ronde os 190 mil profissionais, incluindo táxis, moto taxistas e embarcações de pesca, também abrangidas pela isenção.
Quanto à possibilidade de uso fraudulento, Ricardo Abreu disse que os cartões estão devidamente identificados e só vão ser disponibilizados aos operadores licenciados, mas, admitiu que isso não é suficiente para impedir tentativas de fraude.
“O que vamos procurar é monitorizar e fiscalizar e (os infratores) serão penalizados com retirada da licença” e outras sanções, destacou.
“Não iremos mexer nas tarifas dos transportes públicos”, reforçou Ricardo Abreu, acrescentando que estão a ser feitos testes do sistema integrado de bilhética para implementar o passe social.
A prioridade são os mais jovens e os estudantes, que vão beneficiar de “tarifa zero”.
Questionado sobre o arranque das obras do Metro de Luanda, já por diversas vezes anunciado e adiado, Ricardo Abreu salientou que foi tomada a decisão de avançar com o investimento público que vai permitir fechar o acordo com a entidade que vai construir a obra.
Para o responsável da pasta dos Transportes, uma cidade com a densidade populacional de Luanda (atualmente mais de 10 milhões de habitantes) “carece de sistemas de alta capacidade”.
Para Ricardo Abreu, uma linha não será suficiente para resolver os problemas de mobilidade, mas o processo está apenas no início, já que a rede prevê um total de 149 quilómetros.
O Ministério do Interior austríaco revelou que evitou um eventual ataque jihadista na parada do Orgulho LGBTI, realizada no sábado em Viena e que contou com a presença de mais de 300 mil pessoas, noticiou a EFE.
De acordo com as autoridades, três jovens austríacos, de origem bósnia e chechena, foram detidos antes do início da manifestação por suspeita de planearem um ataque “com facas ou um veículo motorizado” contra os participantes na marcha pelos direitos LGBTI.
Os suspeitos, de 14, 17 e 20 anos, foram detidos antes da marcha, que contou com a participação de cerca de 300 mil pessoas e bloqueou grande parte do centro da capital austríaca.
Setenta antigos guerrilheiros da Renamo abrangidos pelo processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração acabam de receber talhões para a habitação em Gorongosa, província de Sofala.
Outros tantos já manifestaram interesse em fixar-se no distrito e iniciar uma nova vida.
O administrador de Gorongosa, Pedro Mussengue, disse que projecta-se a demarcação de mais terrenos para os antigos guerrilheiros da Renamo que escolheram o distrito para viver.
Para já, segundo o dirigente, há mais de quinhentos desmobilizados cuja situação de reinserção social está bem encaminhada, ou seja, já levam uma vida normal.
Muitos deles estão envolvidos no projecto de produção de café, levado a cabo pelo Parque Nacional de Gorongosa, que até recrutou alguns para trabalhar como fiscais na área de conservação.
Pedro Mussengue fez saber que as comunidades estão sensibilizadas para acolher e prestar apoio aos homens e mulheres que depuseram as armas e regressaram à vida civil, realçando haver uma convivência pacífica entre os recém-chegados e os que já lá estão.
As obras de reabilitação e ampliação da Estrada Nacional Número Quatro (N4), no troço entre Novare Mall e o Nó de Tchumene, bem como a reparação de emergência da N2, deverão ser concluídas até Julho.
Para o efeito, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, orientou a concessionária da N4 (TRACN4) e a Administração Nacional de Estradas (ANE) a acelerarem a conclusão dos trabalhos.
A recomendação foi dada na visita de trabalho que o governante efectuou esta semana aos dois corredores, onde se mostrou preocupado com o atraso que se regista nas empreitadas, resultante da recém-terminada época chuvosa.
A idosa que “acordou” durante o próprio velório morreu, no sábado (17), após 6 dias internada em um hospital no Equador.
Bella Montoya, 76 anos, foi dada como morta na sexta-feira da semana passada (09), em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Ela, no entanto, despertou dentro do caixão quando estava sendo velada, no último sábado (10). Depois do episódio, Montoya foi internada, mas não resistiu ao quadro de derrame isquêmico.
De acordo com o Ministério da Saúde equatoriano, a idosa foi mantida sob “vigilância permanente” durante seu período de internação após “acordar” no próprio velório.
Entenda o caso
Montoya “ressuscitou” durante o próprio velório na cidade de Babahoyo. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, a idosa aparece deitada no caixão já aberto. Nas imagens, ela respira com dificuldade e é auxiliada por dois homens.
“Minha mãe está com oxigênio. Seu coração está estável. O médico beliscou sua mão e ela reagiu; me dizem que isso é bom, porque significa que ela está reagindo aos poucos”, declarou o filho de Montoya em entrevista ao jornal El Universo na ocasião.
A idosa foi declarada morta pela primeira vez em um hospital de Babahoyo. A morte foi “constatada” após uma parada cardiorrespiratória decorrente de uma doença cerebrovascular não especificada. No entanto, o que ela sofreu foi uma catalepsia.
A condição temporária faz com que pacientes fiquem paralisados. Em alguns casos, a respiração é afetada, o que pode gerar confusões.
O antigo presidente do Brasil Jair Bolsonaro pediu desculpa por ter afirmado, de forma errada, que as vacinas com mensageiro RNA (mRNA) contra a covid-19 continham grafeno, indicando que se acumula “nos testículos e ovários”.
“Como é do conhecimento geral, estou entusiasmado com o potencial de trabalho do óxido de grafeno e, inadvertidamente, associei a substância à vacina, facto que foi desmentido em agosto de 2021. Mais uma vez arrependo-se do que disse e peço desculpas”, disse o ex-presidente no Twitter, citado pela agência espanhola de notícias EFE, depois de um coro de críticas face à intervenção feita no sábado, num evento do Partido Liberal, no estado de São Paulo.
Na intervenção, Bolsonaro disse, segundo o portal UOL Notícias, que a bula das vacinas desenvolvidas com tecnologia mRNA tinha uma referência a grafeno: “A vacina tem dióxido de grafeno, tá? Onde ele se acumula? Nos testículos e ovários”, afirmou, exclamando: “Eu li a bula”.
Bolsonaro foi presidente do Brasil entre 2019 e 2022 e durante a pandemia da covid-19 adotou uma postura negacionista, desvalorizou a gravidade do vírus, criticou a imposição de medidas de isolamento, rejeitou o uso da máscara e difundiu suspeitas infundadas sobre a eficácia das vacinas.
O antigo chefe de Estado chegou ao ponto de associar as vacinas antissida à SIDA numa transmissão em direto nas suas redes sociais, o que levou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal de Justiça sobre a difusão de notícias falsas.
O Brasil é um dos países mais atingidos pelo coronavírus, com 703.399 mortos e quase 40 milhões de casos até à data, segundo dados oficiais.
O pedido de desculpas de Bolsonaro acontece nas vésperas do início de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político através da disseminação de notícias falsas sobre as eleições, o que poderia, em última análise, desqualificá-lo de concorrer às próximas presidenciais.
A empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) denuncia o recrudescimento de roubo de carvão mineral, por alguns cidadãos, no percurso entre Ressano Garcia, no distrito de Moamba, e o Porto de Maputo.
Caminhos de Ferro de Moçambique denunciam o recrudescimento de roubo de carvão mineral por alguns cidadãos durante o percurso entre o local de enchimento dos vagões até ao porto.
O diretor executivo dos CFM Sul que avançou a informação à Rádio Moçambique acrescentou que os supostos ladrões têm logrado sucesso pelo facto de virem em número maior que o dos seguranças instalados.
Augusto Abudo disse estar em estudo uma estratégia mais arrojada visando travar o fenómeno que tem causado prejuízos incalculáveis aos Caminhos de Ferro de Moçambique.
No entanto, a fonte demonstrou indignação pelo facto de existirem indivíduos que arremessam pedras aos comboios durante o percurso, com destaque para a zona da Machava, no município da Matola.
A falta de chuvas no México revelou uma riqueza escondida: a igreja de Quechula, erguida no século XVI. O templo de 61 metros de comprimento está submerso desde 1966, quando foi construído a represa de Malpaso, no leito do rio Grijalva.
É a primeira vez, em 20 anos, que toda a estrutura do templo religioso construído por frades dominicanos é totalmente revelada. A seca baixou o nível de água do reservatório e matou oito pessoas no México durante a última semana.
A primeira vez que turistas e moradores conseguiram avistar a igreja foi em 2002, quando a água estava tão baixa que os visitantes conseguiram caminhar dentro do templo.
Os monges que construíram a igreja eram liderados pelo Frade Bartolome de las Casas. O templo tem 61 metros de comprimento e 14 de largura e a torre do sino chega a 16 metros de altura.
Antes da construção da represa, vivia na região um pequeno povoado. A comunidade era constituída por quatro bairros, cada um deles tinha um nome de um santo diferente. O templo era conhecido como a Igreja de Santiago pelos moradores locais.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) está investir cerca de nove milhões de dólares na implementação de acções inseridas no programa de resiliência contra as mudanças climáticas em todo território nacional.
O montante, financiando pelo Banco Mundial, destina-se à capacitação, revitalização e compra de equipamento para que os Comités Locais de Gestão de Riscos possam fazer face a eventos extremos tais como ciclones, inundações e seca que, ciclicamente, afectam o país.
Aliás, nos últimos anos os eventos extremos ocorrem com uma maior frequência e intensidade em Moçambique, que é considerado como sendo um dos países mais vulneráveis do mundo às mudanças climáticas.
Segundo o Coordenador de Programas de Gestão de Risco de Desastres e Resiliência do INGD, António Queface, o início destas acções vai permitir que, até finais 2024, sejam alcançadas as metas previamente estabelecidas pelo Governo no que concerne à redução do impacto dos eventos extremos nas comunidades.
“O financiamento é mesmo para capacitar, preparar e equipar os Comités Locais. Portanto, este programa termina em Junho de 2024 sendo que, até lá, esperamos atingir todas as metas de revitalização e capacitação de um total de 1.500 Comités Locais existentes em todo país”, disse Queface, citado pela Rádio Moçambique.
O serviço de emergência do estado da Ucrânia divulgou imagens de bombeiros a combater um incêndio em Kherson.
Suspilne, a emissora estatal da Ucrânia, relata que “como resultado do bombardeamento russo em Kherson”, um tanque de gasolina num dos postos de gasolina da cidade e um depósito da empresa foram incendiados à noite.
Anton Gerashchenko, Assessor do Ministro de Assuntos Internos da Ucrânia, dá conta de 10 autocarros e uma escavadora de resgate incendiados.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Comunicação. Saiba mais.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Contabilista de Custos. Saiba mais.
A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Reporting e Controlo Financeiro. Saiba mais.
A Arquitectura Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora Adjunta de Projecto de Educação Inclusiva. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Entrada de Dados DREAMS. Saiba mais.
A AMASI – Associação dos Educadores dos Consumidores de Água pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.
A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) registou, nos últimos seis meses, perdas avaliadas em 1.3 milhão de meticais devido à vandalização de cabos eléctricos e de outras infra-estruturas na cidade de Chimoio, província de Manica, informou a delegada provincial, Luísa Chilaúle.
Os bairros Nhaurir, Nhamadjessa, Zona Industrial, Centro Hípico, 25 de Junho, 25 de Setembro, Soalpo, Samora Machel, Heróis Moçambicanos, Jatropha, V Congresso e Citembwe, segundo a fonte, são os mais afectados pela onda de vandalização de equipamento eléctrico na cidade de Chimoio.
Os malfeitores vandalizam maioritariamente os postos de transformação para a retirada de mercúrio e cobre, este último que pilham para usar nas oficinas para o fabrico de panelas e outros objectos, segundo deu a conhecer Luísa Chilaúle.
O Parlamento do Japão aprovou na sexta-feira (16) uma reforma no Código Penal do país que aumenta a idade de consentimento sexual de 13 anos – uma das mais baixas do mundo – para 16 anos. A mudança também tornou mais rígida a lei sobre crimes sexuais.
A idade da maioridade sexual no Japão nunca havia sofrido alterações desde que foi implementada, em 1907. Pela nova legislação, as relações sexuais entre dois adolescentes com mais de 13 anos não serão punidas, se os dois parceiros não tiverem mais de cinco anos de diferença.
A idade mínima de consentimento, abaixo da qual qualquer ato sexual é considerado estupro, é de 16 anos no Reino Unido, Canadá e na maioria dos estados americanos, enquanto na França, ela é 15 anos, e no Brasil, Alemanha, Itália e China é 14 anos.
A reforma ampliou ainda a definição de estupro de “relações sexuais forçadas” para “relações sexuais não consensuais”, além de criminalizar o aliciamento de menores, com pena prevista de prisão e multa.
A mudança também criminaliza o upskirting – quando são tiradas fotos ou vídeos escondidos por baixo de saia de mulheres –, além da captação de imagens de atos sexuais ou órgãos genitais sem consentimento expresso. A lei também prevê punição para quem compartilha esse tipo de conteúdo.
Aprovada após protestos
O Japão alterou a legislação contra a violência sexual em 2017, a primeira vez que o fez em mais de um século. Críticos, no entanto, consideraram que a reforma não foi suficientemente ambiciosa. Em 2019, uma série de absolvições de réus acusados de crimes sexuais provocaram protestos em todo o país.
Isso levou a criação do movimento Flower Demo, que reunia vítimas e apoiadores uma vez por mês para exigir mudanças nas leis sobre crimes sexuais. Outra crítica à lei antiga é o fato dela culpar a vítima por supostamente não ter oferecido resistência suficiente.
Com a reforma, o Japão determinou oito cenários considerados estupros, que incluem vítimas sob influência de bebidas alcoólicas ou drogas, medo, ameaça ou em situações de submissão por abuso de poder, ou seja, quando os abusadores se aproveitam de seu status social e econômico.
A reforma, que entra em vigor no país em 20 dias, também aumenta o prazo de prescrição para crimes sexuais, passando de 10 anos para 15 anos em casos de estupro, e de 15 anos para 20 anos quando a agressão resultar em ferimentos.
O Instituto de Deficientes Visuais da Beira está com as portas fechadas há cerca de três anos por falta de fundos para o seu funcionamento, incluindo para o pagamento de despesas de energia eléctrica e alimentação para os alunos internos, entre outras despesas, deixando-os alunos, deste modo, sem aulas.
Segundo a Comissão Pedagógica, muito trabalho foi feito de modo que as aulas fossem retomadas no actual ano lectivo, mas só foi possível reduzir um pouco a dívida no abastecimento de água, que também não foi suficiente para o restabelecimento; a corrente eléctrica foi cortada em 2020, o que impossibilita o funcionamento.
A comissão assume estar ciente do trabalho que está a ser efectuado para que a instituição volte a funcionar normalmente, porém exige celeridade no processo por parte das entidades competentes.
O Banco de Moçambique recomenda o reforço da capacidade institucional dos sectores relevantes na cadeia de exploração do gás natural liquefeito no país, face ao risco de sonegação de impostos.
O Director do Departamento de Licenciamento e Controlo Cambial do Banco central, Paulo Mandlane, entende que as instituições devem estar dotadas de equipas bem treinadas, para uma monitoria a altura do nível de sofisticação destes projectos.
“O acompanhamento é a ferramenta que precisa também ser reforçada nos dias actuais de modo a que aquilo que são as expectativas que tivemos logo no princípio, quando os projectos estavam a ser negociados, essas expectativas sejam materializadas nos dias actuais, tendo equipas bem preparadas, dotadas de capacidade e meios para poderem fazer o acompanhamento, porque os projectos têm em si um mecanismo de funcionamento sofisticado; assistimos projectos com regimes de contas off shore que se não estivermos bem preparados para isso até pode o risco de evasão fiscal estar lá subjacente”, disse o Director do Departamento de Licenciamento e Controlo Cambial do Banco central falando, em Maputo, durante a Conferência Internacional Sobre Tributação do Sector Extractivo.
Um míssil russo matou quatro pessoas que viajavam num automóvel na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciou o chefe da administração militar regional, Oleg Siniegubov.
“Os ocupantes [russos] bombardearam a aldeia de Guryev Kozachok, no distrito de Bogodukhiv. Um míssil guiado antitanque russo atingiu um veículo civil que circulava na direção da aldeia”, disse Siniegubov.
“De acordo com dados preliminares, havia quatro pessoas no carro, que morreram no local”, afirmou numa mensagem publicada na rede social Telegram, citada pela agência espanhola EFE.
Siniegubov divulgou duas fotografias do que indicou ser o veículo atacado.
“Este é mais um ato de terror dos russos contra a população civil”, denunciou.
Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, Kiev tem acusado a Rússia de atacar civis e infraestruturas civis, incluindo edifícios residenciais, mas Moscovo respondeu sempre que visa apenas alvos militares.
Desconhece-se o número de baixas civis e militares na guerra russa contra a Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.
O gabinete do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) confirmou a morte de 8.983 civis desde o início da guerra até 04 de junho, e mais de 15.400 feridos.
A agência da ONU tem advertido que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, dado o atraso na receção de informações e na confirmação de dados provenientes de locais com combates intensos.
É o caso de Mariupol (região de Donetsk), Lysychansk, Popasna e Sievierodonetsk (região de Lugansk), “onde há alegações de numerosas vítimas civis”, disse o gabinete do ACNUDH no boletim mais recente sobre a guerra.
Ao anunciar a invasão, o líder russo, Vladimir Putin, disse que Moscovo pretendia “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, que se separou da Rússia com a dissolução da antiga União Soviética, em 1991.
Putin também tem acusado o regime de Kiev de um alegado genocídio de falantes de russo na Ucrânia, sobretudo no Donbass, a região formada pelas autodeclaradas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.
O líder russo reconheceu a independência dos dois territórios ucranianos antes de lançar a invasão militar, que também justificou com um pedido de auxílio das forças separatistas do Donbass.
Em setembro, a Rússia anexou Donetsk e Lugansk, bem como Kherson e Zaporijia, depois de ter feito o mesmo à Crimeia, em 2014, quando começou a guerra separatista no Donbass, com apoio de Moscovo.
Kiev e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões ucranianas.
Para fazer frente às forças russas, a Ucrânia tem contado com o fornecimento de equipamento militar pelos seus aliados ocidentais.
O Ocidente também impôs sanções económicas contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse estar pronto para um “diálogo construtivo com aqueles que querem a paz”, durante uma reunião com líderes africanos sobre a Ucrânia, elogiando a sua “abordagem equilibrada”.
“Congratulamo-nos com uma abordagem equilibrada dos nossos amigos africanos face à crise ucraniana”, disse Putin, no início da reunião que decorre em São Petersburgo, onde uma delegação de chefes de Estado africanos chegou, após uma viagem a Kiev, num périplo para tentar mediar uma solução para o conflito na Ucrânia.
Este fim de semana, quatro chefes de Estado africanos — Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Macky Sal, do Senegal, Hakainde Hichilema, da Zâmbia, e Azali Assoumani, de Comores (atual presidente da União Africana) — deslocaram-se a São Petersburgo e a Kiev, para procurar reuniões com Zelensky e Putin.
“Estamos abertos a um diálogo construtivo com aqueles que querem a paz baseada nos princípios da justiça e tendo em conta os legítimos interesses das partes”, disse Putin, durante a reunião em São Petersburgo.
Em Kiev, na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha rejeitado a delegação africana, denunciando uma estratégia orquestrada por Moscovo, quando as forças da Ucrânia procuram desenvolver uma contra-ofensiva.
Hoje, em São Petersburgo, Putin voltou a dizer que respeita “a posição dos Estados africanos a favor da manutenção da estabilidade”, mostrando-se agradado com “a sua aspiração a uma política pacifista”.
O líder russo agradeceu o interesse em encontrar formas de resolver o conflito na Ucrânia, sublinhando que “o fortalecimento abrangente dos laços com os países do continente africano é uma prioridade da política externa” do seu Governo.
Dois cidadãos foram detidos na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, indiciados de prática de homicídio agravado.
A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Noémia João, disse que o primeiro indiciado teria estrangulado uma funcionária da Direcção Provincial da Indústria e Comércio, no último sábado, numa casa de pasto da urbe, com objectivo de roubar-lhe dinheiro. O indivíduo confessou ter ajudado no estrangulamento da vítima, mas refutou ter idealizado o assassinato.
O segundo é indiciado de ter administrado veneno para matar ratos num copo contendo sumo e ter entregado à sua namorada para tomar, por motivos passionais.
O detido confirma ter cometido o crime, e alegou que foi movido por ciúme, uma vez que ele havia ‘lobolado’ a malograda, mas que esta havia lhe traído com um dos seus formadores, no Instituto de Formação de Professores.
Na mesma ocasião, foram apresentados dois cidadãos, detido ontem, um dos quais técnico de medicina afecto ao distrito de Meluco, por roubo e venda de medicamentos, do Sistema Nacional de Saúde.
Cerca de duzentos funcionários e agentes do estado no Niassa, serão desligados da função pública até finais deste ano, por terem atingido o tempo de serviço e idade para a reforma.
É uma informação avançada pelo director do Gabinete da Secretaria de Estado na província, Izidoro João, durante o encontro que manteve com gestores de recursos humanos dos vários sectores, que marcou o lançamento da Semana da Função Pública.
Um cidadão faleceu este sábado na sequência do desabamento de uma loja na cidade de Maxixe, na província de Inhambane.
Segundo informações avançadas pela TV...
Foi inaugurado o novo Centro de Dados Híbrido do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), uma infraestrutura tecnológica concebida e implementada pela...