A província de Inhambane enfrenta já uma intensa ruptura de stock de produtos essenciais e combustíveis, resultado da interrupção do trânsito rodoviário na Estrada Nacional Número Um, especificamente no troço 3 de Fevereiro/Incoluane, na província de Maputo.
Abdul Razaque, presidente do Conselho Empresarial de Inhambane, expressou a sua preocupação com a situação actual, que impossibilita a circulação de camiões de carga, muitos dos quais permanecem retidos ou não conseguem iniciar as suas viagens a partir da capital. Este impedimento logístico tem gerado uma escassez de mercadorias na região, levando a um cenário preocupante para os consumidores.
Razaque salientou que a falta de produtos pode ter repercussões negativas na estabilidade dos preços, o que representa um desafio adicional para o cidadão comum. “Reflete-se isto no mercado, com preços em alta. Alguns comerciantes desonestos poderão aproveitar esta situação para inflacionar os preços de certos produtos”, explicou.
As autoridades locais encontram-se agora a avaliar as medidas necessárias para mitigar o impacto da crise e garantir o fornecimento regular dos bens essenciais à população.
O Grupo Desportivo de Maputo agendou para o dia 21 de Fevereiro, às 9.00 horas, a Assembleia-Geral que se destina à eleição dos novos corpos gerentes do clube. O evento terá lugar na sede da formação “alvi-negra”, localizada na cidade de Maputo.
As eleições, que inicialmente estavam marcadas para o dia 27 de Dezembro do ano transacto, foram adiadas em Assembleia-Geral Extraordinária realizada no dia 20 de Dezembro. O adiamento visa permitir a apresentação de um maior número de candidaturas à presidência da colectividade.
Durante o último encontro realizado, os sócios decidiram alargar o prazo para a submissão de novas listas até meados do próximo mês. Esta medida reforça o compromisso do clube com um processo eleitoral democrático, inclusivo e transparente.
Até ao momento, foi formalizada a única candidatura apresentada, liderada pelo actual presidente do clube, Ângelo Matenene. Este facto foi interpretado pelos associados como um sinal de confiança nas iniciativas implementadas pela actual direcção, que assumiu a liderança do Desportivo durante um período repleto de desafios estruturais e financeiros.
No manifesto dirigido aos sócios, Matenene enfatizou a necessidade de uma reestruturação profunda do clube, destacando o trabalho de mapeamento da situação real do Desportivo, realizado ao longo dos últimos dois anos.
Apesar das dificuldades financeiras, a actual direcção tem sido elogiada pelos progressos verificados, nomeadamente na transparência da gestão e na captação de novos parceiros.
O Grupo Desportivo de Maputo continua a gerir várias modalidades desportivas, incluindo futebol, basquetebol, patinagem e natação, envolvendo mais de mil atletas. Esta diversidade representa um desafio financeiro contínuo para a organização.
O avançado moçambicano Luís Miquissone deu um novo passo na sua carreira ao assinar pelo Al Ahly de Benghazi, uma das equipas mais tradicionais da 1.ª Divisão da Líbia.
Este movimento marca o regresso do jogador ao futebol internacional, onde espera brilhar nas competições africanas.
O Al Ahly de Benghazi, conhecido pelo seu legado no desporto líbio, é um clube com uma presença assídua nas competições organizadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF). A expectativa em torno da chegada de Miquissone é elevada, dado o seu conhecimento do futebol africano e as suas anteriores experiências em clubes de renome.
Luís Miquissone chega a este novo desafio carregando um currículo recheado de conquistas. Recentemente, sagrou-se campeão nacional ao vencer a Taça de Moçambique, encerrando a época em grande estilo ao ser nomeado melhor jogador e melhor marcador do Moçambola.
O jogador já se destacou em várias ligas internacionais, tendo representado equipas como o Simba Sport Club, na Tanzânia, além dos sul-africanos Mamelodi Sundowns, Chippa United e Royal Eagles. Miquissone também passou pelo Al Ahly, no Egipto, e pelo Abha Club, na Arábia Saudita, onde construiu uma carreira sólida ao longo dos anos.
Com novas ambições e objectivos, Luís Miquissone prepara-se para contribuir significativamente para o Al Ahly de Benghazi, mantendo a esperança de deixar a sua marca na história do clube e no futebol africano.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) anunciou que cerca de quatro mil cidadãos precisam de resgate nas zonas afectadas pelas recentes cheias e inundações em várias regiões do país.
De acordo com Paulo Tomás, porta-voz do INGD, as famílias em questão encontram-se nos distritos de Magude, Manhiça, Chókwè e Guijá, localizados nas províncias de Maputo e Gaza. O responsável destacou que a situação é alarmante, uma vez que a população ainda em zonas de risco enfrenta dificuldades de acesso a alimentos e água potável.
“Temos ainda pessoas que necessitam de resgate, mas com o apoio que o país está a receber de vários países vizinhos e organizações internacionais, o foco principal é assegurar a evacuação das pessoas que permanecem em locais de difícil acesso. É imperativo garantir a sua retirada imediata para evitar situações de perigo”, declarou Paulo Tomás durante uma entrevista na Rádio Moçambique.
As autoridades continuam a trabalhar para mobilizar recursos e logística que permitam salvar as vidas daqueles que se encontram em situações críticas.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, manifestou a sua solidariedade e conforto às famílias desalojadas devido às cheias e inundações que afligem o distrito de Boane, na província de Maputo.
Durante uma visita aos centros de acolhimento, Levi destacou a importância do apoio prestado pelas instituições e a necessidade de continuar a assistência às vítimas.
A governante reconheceu que a maioria da população afectada perdeu quase tudo, dependendo do suporte do Governo e de várias organizações, incluindo parceiros do sector público, privado, instituições da sociedade civil, religiosas e particulares.
“Felizmente, temos assistido a uma onda de solidariedade tanto a nível nacional como internacional, em favor das vítimas das inundações. Aproveito esta oportunidade para expressar a nossa solidariedade e oferecer conforto aos afectados”, enfatizou a Primeira-Ministra.
As autoridades seguem mobilizadas para garantir a ajuda necessária às famílias afectadas.
Mais de 14 mil cidadãos afectados pelas recentes inundações estão a ser apoiados com a distribuição de abrigos, alimentos, roupas e mantas. Esta assistência abrange os distritos de Boane, Matola, Magude, Manhiça, Moamba e Marracuene.
Os dados foram revelados durante uma reunião do Comité Operativo de Emergência da província, que contou com a presença da Primeira-Ministra, Benvinda Levi. O secretário de Estado na Província de Maputo, Herinques Bongece, informou que a ajuda inclui a entrega de arroz, farinha de milho, óleo alimentar, açúcar, feijão manteiga, sal, tomate em pasta, cebola, lenha, mantas e vestuário.
Em relação às evacuações, o secretário de Estado destacou que foram resgatadas 2.257 pessoas no distrito de Boane, 1.228 na Manhiça, 673 em Magude e 14 na Moamba, realizadas com o auxílio de 14 embarcações.
O governo continua a monitorar a situação, assegurando a assistência necessária às comunidades afectadas.
Três das mais relevantes empresas do sector lácteo a nível mundial, a Nestlé, Danone e Lactalis, procedem à recolha de lotes significativos de leite em pó para bebés, após a detecção de contaminação por cereulida.
Esta toxina é conhecida por estar associada a sintomas como vómitos, diarreia e cólicas abdominais.
A origem da contaminação foi identificada como sendo um único fornecedor chinês de óleo de ARA (ácido araquidónico), um componente essencial nas fórmulas de leite em pó para bebés de gama alta. A Lactalis destacou-se recentemente ao anunciar a retirada de seis lotes da sua marca Picot, distribuídos por 18 países.
Os lotes afectados estão disponíveis no mercado desde Janeiro de 2025, com prazos de validade prolongados até Março de 2027. Em resposta a este alerta, a Lactalis Nutrition Santé (LNS) iniciou imediatamente testes em laboratórios independentes acreditados, para avaliar a segurança dos produtos potencialmente afectados. A empresa manifestou a sua preocupação através de um comunicado oficial.
A situação levanta a necessidade de uma vigilância apertada sobre os produtos alimentares disponíveis no mercado, especialmente aqueles destinados a bebés e crianças.
A ligação rodoviária entre os distritos de Nacarôa e Memba está interrompida devido à destruição de aquedutos e pontes na Estrada Regional 697, resultado das fortes chuvas que assolaram a região.
Caetano Jone, director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas de Nacarôa, informou que as pontes sobre os rios Namepissa, Nacopo e Maeta foram severamente danificadas, necessitando de intervenções significativas para a sua recuperação.
Com a intransitabilidade da via, os habitantes são forçados a percorrer uma distância de 260 quilómetros, em vez dos 80 quilómetros habituais, para se deslocarem entre a sede do distrito e Memba. A situação agrava os desafios enfrentados pela população local, que depende da ligação rodoviária para o transporte de bens e serviços.
As autoridades locais já iniciaram avaliações para a recuperação da infra-estrutura, no intuito de restaurar a normalidade na circulação de pessoas e mercadorias na região.
O Chefe do Estado, Daniel Chapo, anunciou a criação de uma Sala de Operações de Emergência na Presidência da República, com a finalidade de monitorizar e coordenar a resposta às calamidades provocadas por chuvas intensas, inundações e cheias nas regiões Sul e Centro do país.
A implementação desta estrutura surge na sequência da declaração de Situação de Emergência pelo Conselho de Ministros. A Sala de Operações terá a missão de centralizar a coordenação interinstitucional, garantindo um acompanhamento contínuo da situação no terreno e uma resposta rápida e eficaz às necessidades das populações afectadas, conforme indicado numa nota enviada ao “Notícias Online”.
Dentro desse contexto, a nota menciona uma preocupante elevação dos preços dos produtos essenciais na província de Gaza, especialmente nas cidades de Xai-Xai e Chibuto. Esta situação é mais evidente nas zonas altas, onde se encontram as populações deslocadas, bem como nas áreas que acolheram pessoas reassentadas.
Em face das dificuldades identificadas, o Chefe do Estado sublinhou a necessidade de que a nova Sala de Operações inicie um diálogo directo com outros departamentos governamentais.
O objectivo é estabelecer mecanismos que viabilizem aos fornecedores e distribuidores de bens essenciais—como arroz, feijão, farinha, óleo alimentar e outros produtos da cesta básica—o aumento da oferta nos mercados locais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um (1) Consultor para Avaliação Externa da Fase II do Projecto “Melhorando os Resultados de Aprendizagem nas Escolas Primárias da Cidade de Maputo”. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um (1) Consultor para o Ciclo Feminist MEL: Bootcamps, ToCs Regionais e ToC Nacional (2025–2029). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Educação (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Saúde e Nutrição Escolar (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Supply Chain – Matola. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Armazém – Matola. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Alimentação Escolar – Manhiça. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Alimentação Escolar – Matola. Saiba mais.
Os funcionários do Conselho Municipal de Angoche, na província de Nampula, decidiram paralisar as suas actividades em resposta à greve iniciada ontem, motivada pela falta de pagamento de salários, retroactivos relacionados com a Tabela Salarial Única (TSU) e o décimo terceiro vencimento.
De acordo com uma publicação do “Notícias”, os trabalhadores confirmaram que todos os serviços do município estão encerrados. A decisão de paralisar as actividades foi tomada após várias tentativas de diálogo com a liderança municipal e outras entidades, que não resultaram em soluções.
Os funcionários afirmaram que a greve se manterá por tempo indeterminado, até que haja a regularização dos salários em atraso, que totalizam sete meses. Até ao momento, o Conselho Municipal de Angoche não se pronunciou publicamente sobre a situação.
O jogador do Moncarapachense, Nassur Bacem, de 27 anos, faleceu ontem, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, aos 27 minutos de um jogo.
A tragédia ocorreu durante a disputa da 3.ª eliminatória da Taça da Associação de Futebol do Algarve contra o Imortal, conforme noticiado pela comunicação social nacional e portuguesa.
O clube emitiu uma nota oficial informando sobre o incidente e expressando o impacto da perda. “Era um atleta, um colega e uma pessoa que fará sempre parte da nossa família”, destacou o Moncarapachense, acrescentando que “partiu demasiado cedo, deixando um vazio imenso” no clube e na vida daqueles que privaram com ele.
A nota também endereçou condolências à família, amigos e entes queridos de Nassur Bacem, sublinhando a tristeza que permeia a comunidade desportiva.
Na sua carreira, Nassur Bacem representou vários clubes, incluindo RD Águeda, Sporting, Gafanha, Académica, Braga e Leixões, clube matosinhense onde também actuou como sénior. O jogador teve passagens por outras equipas como Vista Alegre, Marítimo, Oliveira do Hospital e Camacha, deixando uma marca em cada uma delas.
As autoridades europeias desmantelaram uma significativa rede de tráfico de drogas sintéticas, resultando na apreensão de cerca de mil toneladas de produtos químicos usados na fabricação de substâncias como MDMA, anfetaminas e metanfetaminas.
A polícia da Europol anunciou, na quarta-feira, que esta operação foi a “maior de sempre” deste tipo, provocando um duro golpe contra o crime organizado.
Durante a operação, foram desmantelados 24 laboratórios à escala industrial, onde se produziam drogas de rua. Andy Kraag, director do Centro Europeu para o Crime Organizado Grave da Europol, comentou: “Já ando nisto há algum tempo. Esta é, de longe, a maior operação de sempre contra a produção e distribuição de drogas sintéticas. Penso que se trata de um rude golpe para os grupos de crime organizado envolvidos no tráfico de droga, nomeadamente de drogas sintéticas”.
A operação, que se prolongou por um ano, contou com a colaboração das polícias da Bélgica, República Checa, Alemanha, Holanda, Polónia e Espanha. Ao todo, foram efectuadas mais de 85 detenções, incluindo os dois suspeitos considerados os líderes do grupo, ambos originários da Polónia.
As investigações que levaram a esta operação começaram em 2024, quando a polícia polaca detectou uma rede que importava grandes quantidades de produtos químicos legais da China e da Índia. Mais tarde, verificou-se que esses produtos químicos eram reembalados, mal rotulados e redistribuídos por toda a União Europeia, abastecendo laboratórios que fabricavam drogas sintéticas.
Embora a maioria dos detidos seja polaca, há indícios de que cidadãos belgas e neerlandeses também estiveram envolvidos nas operações criminosas. A Europol considera que a desarticulação desta rede representa um avanço significativo na luta contra o tráfico de drogas sintéticas na Europa.
Seis cidadãos mexicanos, acusados de envolvimento em actividades ligadas ao tráfico de droga, estão a enfrentar um processo judicial em Botsuana e podem ser extraditados para Moçambique, conforme noticiou hoje o jornal Mmegi.
Os indivíduos, identificados como Gumecindo Enrique (61 anos), Jose Pena (48), Fansico Alejandro (33), Jose Corrales (39), Carlos Aguilar (32) e David Teran (26), foram detidos em 25 de novembro de 2025, em Gaborone, a capital de Botsuana, durante uma investigação sobre a sua entrada no país através de um ponto não oficial da fronteira.
Na audiência realizada no Extension II Magistrate Court na quarta-feira (21), os seis acusados declararam-se culpados da única acusação de entrada ilegal em Botsuana. Por outro lado, um cidadão nigeriano detido juntamente com eles teve a sua situação jurídica adiada para uma futura audiência devido à falta de documentação completa.
O Ministério Público de Botsuana revelou que, em paralelo ao processo judicial, as autoridades estão a trabalhar activamente na extradição dos mexicanos para Moçambique, onde são procurados por duas a três acusações relacionadas com tráfico de droga e organização criminosa, segundo o procurador Keletso Kgati.
Segundo o Mmegi, os suspeitos são considerados líderes de um suposto “cartel” que teria estabelecido um laboratório de droga em território moçambicano, abastecendo mercados nos países vizinhos. Eles teriam fugido do país após serem libertados sob caução enquanto aguardavam julgamento.
Até ao momento, não há informações oficiais sobre qualquer sentença proferida em Moçambique — seja prisão efectiva ou multas — relativamente às acusações pendentes. O processo em Botsuana visa determinar os passos legais para a transferência do caso às autoridades competentes em Moçambique.
As autoridades moçambicanas ainda não se pronunciaram publicamente sobre a data ou os detalhes da possível extradição.
Na província de Gaza, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) entregou uma variedade de produtos alimentares com o intuito de apoiar as vítimas das recentes cheias.
O Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, afirmou que este donativo é uma resposta ao apelo do Governo, visando promover a solidariedade dentro da comunidade.
Luísa Meque, Presidente do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD), destacou que este apoio da HCB irá proporcionar alívio significativo às pessoas em necessidade.
As iniciativas de solidariedade, como esta, são cruciais em tempos de crise, reforçando o papel das instituições na mitigação dos efeitos das calamidades naturais.
Uma força-tarefa conjunta, composta por representantes da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), foi ontem oficialmente constituída, com início previsto para a próxima semana.
O objectivo principal é a reavaliação e a definição do futuro do Campeonato Nacional de Futebol, conhecido como Moçambola.
A criação deste grupo surge como uma das principais deliberações da reunião realizada entre os presidentes da FMF, Feizal Sidat, e da LMF, Alberto Simango Jr. Durante o encontro, a situação do Moçambola foi amplamente discutida, especialmente após a interrupção da última edição, a qual terminou abruptamente devido a alegadas dificuldades financeiras.
Em resposta a esta problemática, a FMF decidiu, na semana anterior, assumir o controlo e a gestão do campeonato, além de estabelecer uma comissão destinada a investigar os reais motivos que levaram à paralisação do Moçambola-2025, que ficou a faltar apenas três jornadas para a sua conclusão.
Esta comissão também será responsável por propor um modelo mais eficaz para o Moçambola e determinar as equipas participantes nas próximas competições africanas, assim como as equipas que descerão de divisão.
Gervásio de Jesus, vice-presidente da FMF e porta-voz da reunião, esclareceu que a FMF não se pretende posicionar como organizadora do Moçambola. O foco é o controle e a supervisão do processo, assegurando que situações como a do ano passado não voltem a ocorrer, uma vez que comprometem a imagem do futebol nacional.
“Não temos a intenção de organizar o Moçambola. Essa responsabilidade cabe à LMF. O nosso desejo é monitorizar a competição de forma a compreender as dificuldades enfrentadas pelos seus intervenientes. A equipa criada começará a trabalhar nos próximos dias para esclarecer os assuntos em torno do Moçambola-2025, definir as equipas despromovidas e o campeão nacional. Para a FMF, administrativamente, o Moçambola-2025 ainda não está homologado. Após este trabalho, devolveremos à LMF a gestão da prova,” afirmou Gervásio de Jesus.
A nova equipa será liderada por Arnaldo Salvado, director Técnico nacional da FMF.
Previamente à reunião entre Sidat e Simango, a LMF havia formado uma comissão para a definição do modelo do Moçambola-2026. Contudo, Gervásio de Jesus frisou que as propostas desse grupo não terão carácter vinculativo nas decisões da força-tarefa, sendo que a decisão final sobre o modelo do campeonato caberá à FMF.
A ligação entre a vila de Boane e a cidade da Matola, através da Estrada Nacional Número Dois (N2), permanece interrompida devido ao transbordo do rio Umbelúzi.
Este incidente provocou o galgamento do troço entre Bloco II e Boane, resultando na intransitabilidade da via.
A correnteza intensa causou a degradação de vários troços de estrada, enquanto diversos bairros permanecem alagados. O número de pessoas deslocadas para os centros de acolhimento está a aumentar.
De acordo com Geraldina Bonifácio, presidente do Município de Boane, a maioria das vítimas das inundações está a ser alojada na Escola Básica de Mabanja.
Na Estrada Nacional Número Um (N1), a situação não é diferente. O troço 3 de Fevereiro/Incoluane, na província de Maputo, encontra-se também intransitável. Em Gaza, a situação é crítica com a interrupção da circulação na baixa de Chicumbane e a submersão de vias na cidade de Xai-Xai. Adicionalmente, as ligações entre Macia e Chókwè, e Chissano e Chibuto permanecem impossibilitadas.
As autoridades locais estão a monitorizar a situação, buscando alternativas para mitigar os efeitos das inundações na população afectada.
A província de Maputo enfrenta a possibilidade de cheias severas nos distritos de Magude e Manhiça, devido ao iminente rompimento da barragem de Senteeko, localizada na África do Sul.
Esta preocupação foi revelada pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa no Centro de Coordenação e Sistematização de Dados sobre Desastres Naturais, situado no distrito de Chongoene, província de Gaza.
Segundo Impissa, para além do risco de cheias, o sector de estradas também deverá sofrer consequências significativas, exacerbando a situação já crítica da Estrada Nacional 1 (EN1) no distrito de Manhiça. As autoridades locais estão a monitorizar a situação com a máxima atenção, dada a gravidade dos impactos ambientais.
A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) tem estado em acção, realizando o transporte de mais de mil e trezentas pessoas até ao momento. O porta-voz garantiu que a companhia aérea continuará a aumentar a frequência de voos, com o intuito de assegurar a mobilidade de pessoas e bens em face das dificuldades impostas pelas condições climatéricas adversas.
As autoridades apelam à população para permanecer atenta e preparada para possíveis evacuações, à medida que a situação se desenvolve.
Os deputados da Assembleia da República de Moçambique, incluindo a presidente do órgão, Margarida Talapa, chefes de bancada e membros da comissão permanente, visitaram o Centro de Acolhimento de Gwachene, localizado no distrito municipal de Katembe.
A visita teve como objectivo prestar solidariedade às vítimas das cheias e inundações que afectaram a região.
No centro de acolhimento, encontram-se 74 famílias, totalizando 234 pessoas, entre as quais 100 homens, além de mulheres e crianças. Durante a visita, os deputados ofereceram uma refeição quente e distribuíram produtos alimentares, como arroz, feijão, óleo, manteiga e jamo, bem como material de higiene e capulanas.
Esta ação visa apoiar as famílias que enfrentam dificuldades devido aos efeitos das cheias, demonstrando a solidariedade da Assembleia da República em momentos de crise.
O Governo de transição da Guiné-Bissau, liderado pelo general Horta Inta-A, anunciou que as eleições presidenciais e legislativas terão lugar no dia 6 de Dezembro de 2026.
Esta decisão foi formalizada através de um decreto presidencial assinado na quarta-feira, após uma audiência com os órgãos de transição que governam o país.
A convocatória para as eleições surge dois meses após o golpe de Estado militar de 26 de Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral em curso, na véspera da divulgação dos resultados.
Segundo a imprensa internacional, tanto o Alto Comando Militar como o Conselho Nacional de Transição concordaram com a data proposta, e o primeiro-ministro Ilídio Té manifestou que as eleições poderiam ser realizadas nesse mês.
Em paralelo, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Mpabi Kaby, recomendou a realização de um novo recenseamento eleitoral, alertando que os cadernos eleitorais vigentes não refletem a realidade actual, devido a mudanças de residência, emigrações e falecimentos de eleitores.
Cabe recordar que, após a tomada de poder, Horta Inta-A já havia declarado que o período de transição teria uma duração máxima de um ano, com uma fase marcada pela revisão da Constituição, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, que visa reforçar os poderes do Presidente da República.
No entanto, é importante salientar que todas as actividades dos partidos políticos permanecem suspensas, e nenhum dos mais de 40 partidos legalmente registados foi consultado durante as auscultações.
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