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Quarta-feira, Maio 20, 2026
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Mulher doa rim para chefe e acaba demitida durante recuperação

Uma mulher que doou um rim para ajudar a chefe, que estava muito doente, foi demitida. Agora, ela luta por reparação na Justiça.

Debbie Stevens não consegue esconder a revolta. Ela é divorciada e mãe de dois filhos. Trabalhava numa revendedora de carros de Long Island, em Nova York.

No fim de 2010, Debbie resolveu doar um de seus rins para salvar a vida da ex-chefe dela. Jackie Bruscia, diretora da empresa, estava muito mal e no fim da lista nacional de transplantes. As duas não eram compatíveis.

Então, Debbie doou o rim para outro paciente para que Jackie pudesse avançar de posição na lista e fazer logo a cirurgia. Foi o que aconteceu.

Debbie e Jackie foram operadas e voltaram a trabalhar na mesma época. Debbie diz que teve problemas na recuperação e que precisou faltar uns dias porque não estava bem. Segundo ela, foi aí começaram os problemas.

Ela gritava comigo, me censurava, me tratava mal na frente dos colegas de trabalho“. Mas em vez de ouvir ‘obrigada’, Debbie ouviu de Jackie: “você está demitida”.

A ex-funcionária entrou na Justiça contra a ex-colega e contra a empresa. A empresa divulgou um comunicado dizendo que Debbie foi tratada de forma correta e que ela está se aproveitando de um gesto de generosidade para fazer reivindicações sem sentido.

Debbie responde: “Não vou deixar que essa história toda traga arrependimento por ter salvo uma vida. Não vou“, afirma ela.

G1

Navios chineses partem para exercícios militares conjuntos com a Rússia

Quatro navios de guerra chineses partiram para exercícios militares conjuntos com a Rússia, informou a imprensa estatal, no mais recente sinal da crescente cooperação entre os exércitos dos dois países.

agência noticiosa oficial Xinhua avançou que um contratorpedeiro, uma fragata de misseis, um navio com fornecimentos e um submarino partiram na quarta-feira do porto de Qingdao, nordeste do país.

Segunda a agência chinesa, os exercícios decorrem no Mar do Japão, próximo da península coreana, e no Mar de Okhotsk, a norte da ilha japonesa de Hokkaido.

Trata-se da segunda ronda de exercícios conjuntos este ano.

Entre 22 e 27 de Julho, as forças navais russa e chinesa realizaram exercícios conjuntos no Mar Báltico.

Pequim e Moscovo estão alinhados em várias questões de segurança e diplomacia.

Notícias ao Minuto

Milda Cossa desmente e incrimina Setina Titosse no roubo de 170 milhões de meticais

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A arguida Milda Cossa, cunhada e antiga assistente particular da ex-Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), Setina Titosse, admitiu, na quinta-feira (14), em sede do tribunal, que movimentou, através da sua conta bancária e dos seus irmãos, mais de 56 milhões de meticais de que é acusada de se ter beneficiado ilicitamente, mas fê-lo a mando da sua patroa.

Esta não só ficava com os montantes, como também dava instruções sobre as pessoas às quais as transacções deviam ser direccionadas.

De 38 anos de idade, a ex-coadjutora da antiga número um do FDA é esposa de Humberto Cossa. Este, que também está no banco dos réus, é primo de Setina Titosse, considerada cabecilha no rombo financeiro no valor de 170 milhões de meticais naquela instituição do Estado.

Milda Cossa elucidou ao Ministério Público (MP), ao juiz e aos advogados que trabalhou para a sua chefe entre finais de 2013 e meado de 2015.

Entretanto, rebatendo os depoimentos de Setina Titosse, feitos na quarta-feira (13), disse que nunca submeteu nenhum projecto para efeitos de financiamento e não tinha interesse em criar gado ou desenvolver algum programa agrícola e afim.

A sua função, como coadjuvante de Setina Titosse, era pagar salários aos trabalhadores, emitir cheques e recibos para os compradores de gado bovino e receber documentos destinados ao escritório da patroa. Tudo o que fez e hoje considerado crime foi mando da sua chefe.

Nunca recebi qualquer que fosse o valor para benefício próprio. A cada final do mês eu tinha o meu salário de 15 mil meticais”, disse Milda Cossa, que nas três audições de quinta-feira (14), no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM), ela foi a única a apontar o dedo à sua antiga líder.

A ex-PCA do Fundo alegou, segundo a co-arguida, ser uma pessoa que faz muitos negócios, muito ocupada e sem tempo, por isso, precisava de uma assistente que cuidasse dos seus assuntos.

Nesse contexto, Milda Cossa foi ordenada a abrir, com urgência, uma conta bancária no BCI, supostamente para a canalização de fundos provenientes dos negócios da antiga PCA do FDA.

“Não submeti nenhum projecto”

De acordo com o juiz Alexandre Samuel, consta da acusação, que em conluio com Setina Titosse, Milda Cossa submeteu um projecto ao FDA solicitando financiamento, sem observância das regras desta instituição do Estado, e beneficiou de seis milhões de meticais.

Não confirmo que tenha submetido algum projecto pra obter financiamento (…). Eu não tinha nenhum interesse de criar gado (…)”, afirmou a ré e clarificou que, quando começou a trabalhar para a ex-PCA do FDA, desta recebeu 32.500 meticais e devia levar até ao notário privativo.

Setina Titosse instruiu à sua empregada para que andar o valor devia ser levado “e estaria lá alguém à minha espera”, declarou Milda, ajuntando que após a entrega do referido montante, “ela [a patroa] transferiu 6.150.000 meticais para a minha conta e disse que eu devia aguardar as suas instruções. Já não me recordo como é que se movimentou o valor, mas não submeti nenhum projecto”.

Irmãos supostamente envolvidos na fraude

Milda não só confirmou que canalizou dinheiro, passou cheques e efectuou transferências monetárias para as contas de Setina Titosse e outras que esta indicava para o mesmo procedimento, como também asseverou que a sua patroa usou os seus irmãos Dércio Manganhe, Jerson Manganhe e Dinaia Manganhe para concretizar o desvio das verbas em alusão.

“Eu não tinha conhecimento” de que na conta de um dos meus irmãos havia dinheiro. “Quem tinha conhecimento e controlo de todas as contas bancárias era a senhora Setina. Todo o dinheiro que entrava na minha conta era para ela”.

Para o dinheiro chegar às contas ela [Setina Titosse] passava as nossas contas” para indivíduos que eram presumivelmente do seu alcance. “Nós nunca tínhamos acessos a essas pessoas. Ela é quem sabia donde partia o dinheiro”.

Ainda segundo a declaração de Milda, para ter maior domínio da situação, a antiga PCA confiscava os cartões bancários dos irmãos da sua assistente, para quando entrasse dinheiro o mesmo fosse imediatamente canalizado para as outras contas.

Apesar de ter passado a movimentar elevadas somas em dinheiro, Milda nunca teve a curiosidade de quer saber qual era a fonte e se era ou não lícito, supostamente porque considera Setina Titosse uma pessoa idónea e não tinha motivos para desconfiança.

Milda deixou registado no tribunal que os seus irmãos, acima mencionados, foram arrastados para a fraude quando, em conversa com a sua patroa, manifestou o desejo de vê-los a superar as dificuldades por que passavam para sobreviver.

Aparentemente sensibilizada com o vontade da sua empregada, Setina disse que podia ajudá-los, com um projecto de criação de gado. Para o efeito, eles devia se dirigir à sua residência munidos fotocópias de BI e do NUIT.

Sobre a compra de viaturas e imóveis, Milda confirmou e também que Setina é quem dava ordens para tal.

À luz destes factos, a acusação acredita que Setina aplicou grande parte do dinheiro roubado na compra de gado bovino que se encontra no seu curral em Matutuine, província de Maputo.

Solicitou mais de 12 milhões de meticais mas nada foi feito

Humberto Cossa, primo de Setina, deixou claro que após receber o financiamento, transferiu certos valores para a sua esposa Milda e desta o valor seguiu para Setina.

Ele afirmou também ao tribunal que é inexperiente em matéria de criação de gado. Todavia, mesmo assim, ele recebeu um financiamento de 12.800.000 meticais, os quais seriam aplicados num espaço que era de Orlando Daniel, pois pretendia comprar o mesmo talhão, incluindo os animais lá existentes.

As declarações de Humberto ao tribunal sugerem que ele e a prima engendraram, deliberadamente, um esquema de fraude com a clara intenção de se apoderar daquele valor com o intuito de repartir, a posterior.

É que, ele não chegou a implementar, efectivamente, o programa que se propôs, mas sim, gastou o dinheiro em transferências para as contas de terceiros e da própria Setina.

Apesar de o co-arguido refutar as acusações que pesam sobe si, o MP demonstrou , em sede do tribunal, saber que Humberto obteve aquele crédito usando um DUAT em nome de Orlando Daniel e alegou que era para um projecto em Namaacha, nas província de Maputo. O valor destinou-se “a si e às arguidas Milda e Setina”.

Num outro desenvolvimento, o réu disse que comprou 305 cabeças de gado, mas algumas morreram devido à seca e foram contaminadas pela febre aftosa. Devido a esta contrariedade, os animais foram transportados para o curral de Setina, em Matsequenha, no distrito de Matutuíne.

Neste momento, Humberto não dispõe de nenhuma cabeça de gado na parcela de terra, conforme ele esclareceu em sede do julgamento.

Aliás, o terreno que pretensamente comprou de Orlando Daniel, ainda pertence a este cidadão, bem como os animais.

O que não se percebe é como é que o primo da ex-PCA do FDA, tendo já transferido 2.500.000 meticais a favor de Orlando, dos 12.800.000 meticais que recebeu como crédito, ainda não se apoderou do que supostamente passou a ser seu.

Directora executiva voluntaria-se para devolver o que obteve ilegalmente

Neide Xerinda, é funcionária do Estado há 26 anos e desempenha a função de directora executiva no FDA.

À data dos factos, a visada era directora adjunta do Fundo. Disse que muitas das infracções que cometeu foi por desconhecimento de que estava a incorrer em ilegalidades.

Ela confirmou que cometeu várias irregularidades tais como ter aceite comissões em pelo menos duas empresas contratadas para o fornecimento de insumos agrícolas e equipamento de rega e tentativa de alienação de uma casa pertencente ao FDA.

Ela não tinha conhecimento de que os dirigentes e funcionários do Estado não podem aceitar gratificações, mas tendo feito, comprometeu-se, diante do tribunal, a pagar e/ou devolver, até ao fim do julgamento, tudo o que obteve ilicitamente.

Quanto aos 26 contratos que deram corpo ao roubo dos 170 milhões de meticais, Neide Xerinda afirmou: “Eu é que sou a directora executiva e autorizo os contratos elaborados pelo gabinete jurídico”, mas não “conheço e nunca vi” os que supostamente já beneficiaram de financiamento.

Solicitei o crédito como cidadã. Tenho esse direito e qualquer instituição pode fazê-lo. O projecto era para criação de gado em Gaza”, mas na altura não havia condições para a sua implementação por causa da seca.

“Decidimos mudar para agricultura”, em Boane, mas também não avançou e optou pela criação de frangos. “O meu crédito está bem” encaminhando. “Está dentro do prazo de implementação e vou começar a reembolsar o dinheiro ao FDA a partir de Janeiro de 2018”, por isso, “não estou a perceber por que é que fui arrolada” neste caso.

@Verdade

Mulher grávida perde bebé após namorado chutá-la na barriga

A britânica Jessy Johnson, de 21 anos, perdeu sua bebé após ser chutada pelo namorado, Stuart Samson, cinco dias antes do parto. Grávida de quase 40 semanas, ela deu à luz uma bebé natimorta – baptizada de Mila Francis – em Abril do ano passado, porém, o agressor só foi condenado na última quarta-feira (13).

Durante um desentendimento em um bar, Samson, de 37 anos, chutou a barriga da namorada grávida, com um golpe que a fez cair no chão. Sentindo muitas dores, ela não conseguiu se levantar e ouviu dele “que não deveria chamar uma ambulância para não envolver o serviço social na situação”.

Stuart me levou até a casa da minha mãe, mas ele não acreditou que eu estava sentindo dores e me chamou de ‘rainha do drama’”, a mulher explicou, de acordo com o site The Sun . No dia seguinte, quando ela parou de sentir os movimentos de sua filha, Johnson ficou preocupada e decidiu procurar ajuda médica.

Assim, uma ultrassonografia revelou que sua filha estava morta. De acordo com os médicos, o chute gerou algumas lesões internas na britânica, que dificultaram o transporte de oxigénio para a bebé e prejudicaram o funcionamento de seu corpo.

Mesmo depois das notícias devastadoras, Johnson não contou a ninguém que Mila Francis não estava viva. “Eu realmente acreditava que uma milagre ia acontecer e ela estaria viva”, disse a britânica. Após tomar alguns comprimidos para induzir o trabalho de parto, ela deu à luz sua filha, que foi enterrada alguns dias depois.

Agora, Samson confirmou a agressão e foi condenado a dois anos e nove meses de prisão por duas acusações de lesão corporal. “Ele só se auto-declarou culpado para conseguir uma sentença mais leve, e pelo que eu vi no tribunal, não demonstra nenhum remorso“, sugeriu.

Último Segundo

Estudante luta contra ladrões para salvar tese de mestrado

Uma mulher se arriscou ao enfrentar bandidos que tentavam levar sua bolsa com a única cópia da sua dissertação de mestrado, na África do Sul.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que os assaltantes se aproximam de carro, abordam a estudante e se surpreendem com a resistência da vítima, que não larga os pertences.

JN

Estado Islâmico reivindica atentado em Londres

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou, na sexta-feira (15), a autoria do atentado numa composição do metro de Londres.

O grupo afirma que um “destacamento” do Estado Islâmico é responsável pelo ataque.

As autoridades britânicas informaram que aumentou para 29 o número de feridos no atentado desta sexta-feira na estação de metro de Parsons Green, em Londres, numa altura em que continuam as buscas para encontrar os autores do ataque.

O Serviço Nacional de Saúde disse que 21 pessoas estão a receber tratamento e oito outras já tiveram alta. Segundo a polícia, a maior parte dos ferimentos são queimaduras e não há registo de feridos graves.

O ‘Mayor’ de Londres, Sadiq Khan, disse à LBC Radio que “está em curso uma caça ao homem” para encontrar o culpado pelo ataque classificado pela polícia como “terrorista”.

A unidade antiterrorista da polícia está a proceder a “investigações rápidas para identificar os culpados”, não tendo ainda havido “nenhuma detenção”, de acordo com um comunicado das autoridades.

As chamas deflagraram, às 8.21 horas, num balde de plástico depois de se ter sentido uma explosão, no interior de um comboio com capacidade para transportar 865 passageiros.

As autoridades já tinham anunciado que estavam a lidar com a ocorrência no quadro de um “acto terrorista” que provocou uma explosão e “bolas de fogo” no interior da composição que se encontrava na estação de Parssons Green.

JN

Motorista da ex-PCA do FDA diz ter movimentado muito dinheiro

O réu Jorge Tembe, que à data dos factos era motorista da ex-Presidente do Conselho de Administração do FDA, Setina Titosse, confirmou, em sede de julgamento, ter movimentado avultadas somas em dinheiro a mando da antiga chefe.

Acusado nos autos de ter dado suporte às rés Setina Titosse e Milda Cossa, esta última assistente da ex-PCA, Jorge Tembe disse que das mãos da antiga dirigente recebeu vários envelopes contendo dinheiro e outros com conteúdo não revelado, que era para fazer chegar a determinadas pessoas, tendo depositado outros valores por instruções desta. Ao todo, o réu Tembe é acusado de ter dado suporte às duas arguidas em cerca de três milhões e seiscentos mil meticais.

Não posso precisar quanto valor movimentei, mas foram muitos envelopes. Era motorista da ex-PCA e por várias vezes mandou-me movimentar o dinheiro. Como minha chefe, não podia questionar as ordens. Igualmente, já efectuei um depósito de 160 mil meticais na conta da Ronil Auto a mando da ex-PCA”, disse o réu quando ouvido pelo tribunal.

Entretanto, a ré Felicidade da Graça Massugueja confirmou também em tribunal ter recebido mais de quatro milhões de meticais do FDA para implementar um projecto de criação de gado. Contudo, a mando de Setina Titosse, transferiu dois milhões de meticais para a conta de Milda Cossa, 500 mil para a conta do seu esposo, Paulo Manhique, e 800 mil colocou a prazo. Explicou que o depósito a prazo tinha em vista aplicá-lo no negócio de gado.

Na verdade, não sei dizer se ainda tenho gado. Afastei-me um pouco do negócio quando fiquei grávida e, simultaneamente, presa, isto no âmbito deste processo, daí que nunca mais procurei saber das minhas cabeças. Em princípio, a criação era para ser em Marracuene. A ideia de transferir o dinheiro para a conta do meu esposo era no sentido de me ajudar a gerir porque tinha receio de esbanjar em coisas desnecessárias. O resto do valor usei para fins pessoais”, disse Felicidade Massugueja.

Ainda na sessão de ontem foi ouvido o réu Tomás Xerinda, irmão da co-ré Neide Xerinda, que confirmou ter recebido um financiamento acima de cinco milhões e oitocentos mil meticais para comprar gado, mas que nunca chegou a adquirir uma única cabeça. Assegurou ter recebido dinheiro transferido pelo finado Francisco Chilengue, dono da empresa KCI Investimentos, no valor de dois milhões de meticais, que canalizou de imediato para a conta da sua irmã, Neide Xerinda.

A minha irmã usou esse valor para pagamento da escola dos filhos e outras coisas. O que ficou comigo usei para fins pessoais”, disse.

A ré Atália Matuca, quadro do FDA, confirmou ter recebido, a título de empréstimo, um montante acima de três milhões de meticais da co-ré Setina Titosse, tendo usado o mesmo para comprar uma casa do Projecto Intaka.

Disse que pediu o valor porque estava numa situação de aflição, dado que estava em processo de divórcio com o marido e que já não tinha como pagar a renda e corria o risco de ser despejada.

Por último, o tribunal ouviu Abul Jalilo Rassur, casado com uma sobrinha da Setina Titosse, que disse ter recebido pouco mais de seis milhões de meticais, mas que não chegou a comprar nenhuma cabeça.

Assinei o contrato na casa da Setina Titosse e depois de receber o valor transferi dois milhões para a conta dela. Outros três milhões transferi para a conta do seu ex-esposo, Cardoso Cabral, e outros 380 mil para a cunhada, Isabel António. Apenas fiquei com 400 mil meticais”, disse Abdul Rassur.

Jornal Notícias

Homem é preso por matar três filhos após briga com a esposa

Um homem de 33 anos foi preso por matar os três filhos, após bater na esposa, na Califórnia. O caso ocorreu na manhã de quinta-feira (14).

A polícia se dirigiu para o condomínio situado na cidade de Sacramento, após uma denúncia de violência doméstica. Antes mesmo de chegarem ao local, receberam um novo chamado, dizendo que as crianças do casal provavelmente se encontravam mortas.

A equipe de resgate tentou reanimar as crianças, um garoto de 11 anos, uma menina de nove anos e um bebê de oito meses. No entanto, os três foram declarados mortos ainda no local, segundo o jornal britânico Daily Mail.

Robert Hodges conseguiu fugir do apartamento, e a polícia não informou como as crianças morreram, nem o estado em que a mãe se encontrava. Apenas foi divulgado que ela estaria perto dos filhos quando eles morreram.

Metrópoles

Pelo menos 33 mortos em naufrágio no noroeste da Nigéria

Um barco que transportava 150 comerciantes naufragou no rio Níger, no estado de Kebbi, no noroeste da Nigéria, fazendo pelo menos 33 mortos, declarou um responsável local dos serviços de emergência.

barco transportava 150 passageiros, de acordo com o testemunho dos sobreviventes“, indicou Suleiman Mohammed Karim, coordenador da Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA) do vizinho estado de Sokoto.

A embarcação, com capacidade para 70 passageiros, “virou-se num rio, porque estava sobrecarregada“, acrescentou o responsável, precisando que o acidente ocorreu na quarta-feira.

Trinta e três cadáveres foram recuperados do rio e 23 pessoas estão ainda desaparecidas (…) Após dois dias na água, supomos que estejam todas mortas“, observou.

O coordenador da NEMA referiu que 82 passageiros foram salvos pelas agências de socorro dos dois países – Níger e Nigéria – com a ajuda de mergulhadores locais daquela região fronteiriça. As operações de resgate continuavam hoje em curso.

As condições meteorológicas na altura do naufrágio eram calmas, apesar de ser a estação das chuvas.

Os rios estão cheios, o que pode provocar acidentes de barcos mais facilmente. Mas neste caso, a sobrecarga foi um factor“, declarou Karim.

Os passageiros, comerciantes procedentes do sul do Níger, viajavam para um mercado local na aldeia de Lolo, no estado nigeriano de Kebbi. O comércio transfronteiriço, nomeadamente de gado e cereais, está muito desenvolvido na região.

Notícias ao Minuto

Manica: Filho mata a própria mãe alegando feitiçaria

Uma mãe morreu assassinada pelo próprio filho, esta semana, no bairro Centro Hípico, arredores da cidade de Chimoio, na província de Manica.

Trata-se de uma idosa de 80 anos de idade, acusada de feitiçaria pelo filho. A vítima, antes de ser assassinada, foi atada e de seguida golpeada, com recurso a ferro, até perder a vida.

A porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Chimoio, Elsídia Filipe, refere que o assassino encontra-se sob custódia policial, na 4a Esquadra daquela cidade, tendo já confessado o crime, sem mostrou nenhum arrependimento.

Segundo fonte da PRM, o indiciado afirma que agiu por justa causa, para evitar que a sua mãe continuasse a enfeitiçá-lo.

Jornal Notícias

Mãe esfaqueia namorado após flagrá-lo abusando da filha de 12 anos

Uma mãe atacou o namorado com uma faca após flagrá-lo abusando sexualmente da sua filha, de 12 anos, na madrugada da última terça-feira (12), em Ohio, nos Estados Unidos.

Segundo o site de notícias Cleveland.com, a mulher contou que surpreendeu o homem, de 31 anos, totalmente nu em cima da menina. Em reacção, ela pegou uma faca e feriu o homem cinco vezes no peito e uma na cabeça.

Quando a polícia chegou ao local, por volta das 2h30 da manhã, a mulher disse que “seu namorado tentou tocar sua filha e ela o esfaqueou“. O homem disse só foi atacado porque a parceira “acha que a menina têm sentimentos por ele“.

No entanto, segundo a adolescente, o namorado da mãe a tocou por baixo da roupa, tirou calças dela e então se despiu. Em seguida, ele teria dito: “isso é como é ter um namorado na vida real“.

Mãe e filha também ficaram feridas durante a confusão e foram levadas a um hospital com cortes nas mãos. A menina ainda recebeu atendimento por conta do abuso.

A polícia está investigando a denúncia de estupro. Não há informações sobre o estado do agressor.

Rede UOL

Antiga directora-adjunta do FDA diz não entender porquê está no banco dos réus

A antiga directora-adjunta do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), Neide Xerinda, confirmou ter recebido juntamente com a sua ex-PCA, Setina Titosse, agradecimento de empresas com as quais contratavam produtos e serviços.

Sobre os valores recebidos como agradecimentos que entraram tanto na conta do irmão, Tomás Xerinda, como na sua empresa OBSIDO LDA, a antiga dirigente disse ter recebido na maior inocência.

A PCA é que me contactou e disse que uma empresa queria dar uma gratificação. Eu perguntei se não tinha problema e ela respondeu que não havia, porque eles é que decidiram dar. A PCA pediu o número de conta do meu irmão para mandar o valor”, disse Neide Xerinda sobre um dos agradecimentos no valor de pouco mais de dois milhões de meticais.

Num discurso de muito pouco sentido, Xerinda disse não entender o porquê de estar no banco dos réus. “Eu saí a perder neste processo todo”, disse a arguida sobre a casa da Jossy Vilage.

Metrópoles

Lendas do Barcelona jogam em Moçambique no mês de Novembro

Edgar Davids, Simão Sabrosa, Eric Abidal e Patrick Kluivert são alguns dos antigos astros do Barcelona que irão evoluir no próximo dia 4 de Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, no jogo amistoso entre o Barcelona Legends e Mambas All Stars.

O evento conta com a parceria do grupo Soico que irá assegurar a sua cobertura.

Estrelas, mais estrelas

Em tempos, brilharam e deixaram ficar a sua marca em grandes palcos do mundo e deliciaram milhões de pessoas com jogadas espectaculares. Com a sua magia, encheram os campos e fizeram os amantes do desporto rei tocar o céu.

Hoje, continuam a mostrar os seus dotes e qualidades representando o Barcelona Legends, projecto que engloba antigos astros do clube blaugrana.

Em Novembro, precisamente no dia 4, prometem uma verdadeira festa de futebol no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) quando defrontarem os Mambas All Stars, antigas estrelas da selecção nacional.

É a primeira vez que estou aqui em Moçambique. É importante esta nossa vinda para poder organizar o jogo que irá haver aqui em Maputo do Barcelona Legends. Portanto, será uma reunião para podermos conversar sobre tudo. E, na realidade, para podermos vir aqui jogar e estar perto das pessoas, o que é fundamental”, começou por dizer Simão Sabrosa, antigo astro do Barcelona.

Sabrosa assegurou que o espectáculo programado para o mês de Novembro contará com artistas que, no passado, fizeram história quer no Barcelona quer nas respectivas selecções nacionais. “São ex-jogadores, são jogadores com bom nome e que estão numa boa condição física e podem dar um bom espectáculo”, frisou.

Simão Sabrosa não deixou de mostrar a sua satisfação pelo facto de estar pela primeira vez em Moçambique, pais que diz ter boas referências quando se fala do desporto, no caso particular. “Nós sabemos que o povo de Moçambique é apaixonado pelo futebol, pela Liga Portuguesa e campeonato espanhol. De facto, o nosso principal objectivo é estar perto das pessoas, poder jogar, poder partilhar momentos e aconselhar também”, notou.

E acresceu: “será, acima de tudo, um dia de festa, em que vamos estar próximos de ex-jogadores de Moçambique e próximos do povo. Vai ser uma experiência muito boa para todos. Acho que os jogadores estão super-motivados e também querem conhecer o país. Isso é fundamental para todos”, observou.

Para Rayo Garcia, representante oficial do FC Barcelona Legends, o programa traçado para Novembro próximo em Moçambique será inesquecível para o desporto moçambicano uma vez que o espectáculo está 100 porcento  garantido. “Temos grandes nomes confirmados. Temos nomes como Patrick Kluiver, Simão Sabrosa, Luiz Garcia, Mendieta, Eric Abidal, entre outros. Vamos atrair grandes jogadores que foram campeões no Barcelona e nos seus países. A ideia é que todos os adeptos de Moçambique possam desfrutar desta festa do futebol”.

O evento, que irá trazer a Moçambique algumas das maiores referências do futebol mundial, conta com a parceria do grupo Soico que irá assegurar a cobertura do mesmo.

O País

Entrevista: Tânia Tomê e os segredos do empreendedorismo

Economista, empreendedora, escritora, cantora, activista e performer. A jovem moçambicana, além de multifacetada, é igualmente multipremiada: entre outros, recebeu o Prémio de Mérito da Presidência de Moçambique, o Prémio Académico Portugal/África, atribuído pelo ex-presidente português Mário Soares e todas as representações diplomáticas dos PALOP em Portugal, foi considerada por Barack Obama uma das jovens líderes africanas e pela Global Banking (do Reino Unido) a jovem executiva líder.

Licenciada em Economia e Pós-graduada em Auditoria e Controlo de Gestão, tem trabalhado nos últimos 4 anos dando suporte a empreendedores e pequenas e médias empresas, com plataformas, treinamentos, programas e conceitos para o empoderamento de empreendedores, com enfoque em jovens e mulheres. Tânia Tomé esteve em Cabo Verde, foi oradora no TEDx e numa palestra organizada pela Embaixada dos Estados Unidos da América. Entre um evento e outro, falou com o Expresso das Ilhas sobre economia, empreendedorismo e revoluções.

Há uns anos que cada vez que se fala da economia africana se usa a palavra boldness – audácia. Até onde pode ir o continente com esse arrojo?

Acho que essa palavra se não a enquadrarmos em um contexto é muito geral para conseguirmos identificar como algo novo que per si tanto a nível macro como ao nível das políticas económicas implique mudanças. Agora, a ousadia é necessária, porque significa tomar riscos, significa começar, significa não estar à espera, significa fazer acontecer. Pensando nisso nesses moldes, tanto a nível micro como a nível macro, é necessário que consigamos ser ousados, iniciarmos, acreditarmos quando ninguém mais acredita e fazer as coisas acontecerem, termos e atitudes que de forma planeada nos guiem para prossecução de objectivos. E quando se lança essa semente, ela pode e deve germinar e o desafio maior depois de iniciar é dar continuidade, em busca da sustentabilidade – o que é certamente mais desafiador.

Em termos práticos, isso significa o quê?

Significa que para as economias são necessários projectos, sejam eles pequenos sejam eles grandes, e que necessitamos de instituições fortes e que as instituições e as organizações dependem de pessoas. São essas pessoas que terão de ser ousadas e que terão de iniciar processos. É aí onde deve morar essa audácia, profundamente dentro. Depois é necessário que todos os outros elementos – que são factores importantes para conseguirmos fazer com que essa semente germine, dê frutos e possa replicar-se em alimentos – funcionem: falo da saúde, da educação, da justiça, recursos existentes, etc.

Falou nas pessoas, e há um dado curioso porque se considera uma humanista. Há lugar para o humanismo na economia, uma ciência, essencialmente, de números?

Agora está a provocar uma economista (risos). Nós pensamos que a economia é só números, mas a economia é uma ciência social, isso significa que não está alheia aquilo que são as necessidades de bem-estar geral da população. Habituamo-nos a falar da economia porque acabou por ser o meio que temos para conseguir suster todas as necessidades nas outras áreas e portanto exige que o Estado tenha a capacidade de criar e gerar rendimento para conseguir levar avante os projectos que existem, mas o fim último continua é o bem-estar da sociedade é o bem-estar do povo.

Por falar em números, a África subsaariana tem estado a crescer acima da média mundial, mas a verdade é que este crescimento não se traduz ainda nessa melhoria da condição de vida das pessoas, como falou anteriormente. Consegue-se explicar este fenómeno?

Nós conseguimos explicar o crescimento através das teorias de dinâmica económica. Na verdade as altas taxas de crescimento significam que estamos num ponto de não desenvolvimento e temos de chegar ao ponto de equilíbrio. Muitas vezes ficamos muito felizes e muito agarrados às taxas de crescimento, acontece que essas taxas são um reflexo do investimento que está a ser feito, seja investimento directo estrangeiro, seja investimento público, ou seja, não reflecte necessariamente um aumento da qualidade de vida, pode também não reflectir mudanças estruturais – e falo, por exemplo, do desemprego, das altas taxas de inflação, da pobreza. Portanto, são problemas estruturais que têm de ser mudados e não é por ter uma alta taxa de crescimento económico que as mudanças estruturais possam a estar acontecer. É necessário que haja um investimento de médio/longo prazo, com estratégias definidas, com a condição obrigatória de não haver corrupção, e não estarmos sempre a correr apenas para apagar fogos no curto prazo. Quando efectivamente mudarmos o nosso pensamento para esse planeamento a médio/longo prazo com acções concretas e consistentes ao longo do tempo, conseguiremos fazer mudanças estruturais e então sim poderemos dar alguma qualidade de vida a sociedade no geral é precisamente isso que chamamos de desenvolvimento, desenvolvimento sustentável. No entanto, é preciso também ver que esta questão da qualidade de vida é subjectiva, porque geralmente é desenhada tendo como comparação os indicadores ocidentais. Mas quando pensamos naquele pescador africano, que vive diariamente perto do mar, vai apanhar o seu peixe, só come o que pesca, descansa, não tem o stress da vida diária, vive com a família, não fica doente, não estará feliz esse pescador? Não terá de facto ele hoje, aquilo com que os ocidentais idealizam no futuro depois de ricos? Daí que seja sempre subjectivo falar em qualidade de vida. Porque encontramos muitas pessoas nas sociedades africanas genuinamente felizes.

Com pouco.

Com pouco. E estão felizes. Entretanto, podemos ter sociedades onde o rendimento per capita é extremamente alto, mas temos stress, doenças, um conjunto de outras coisas que fazem com que aquela pessoa não consiga viver de forma saudável. Tem mais dinheiro, mas não usufrui do dinheiro que tem, porque não tempo para aproveitá-lo, para goza-lo. E então a vida passa e ele não aproveita a vida. Portanto, é necessário desconstruir um pouco algumas noções que temos sobre o que é qualidade de vida, o que é o bem-estar. De qualquer forma, é necessário que as sociedades tenham um mínimo para viverem de forma digna, com acesso à saúde e à educação.

Falou em planos de médio e longo prazo, mas aí já estamos a entrar no campo da política, e geralmente o que acontece é vermos governos a tomarem decisões de curto prazo, imediatistas, porque são essas que dão os votos que os mantêm no poder. Resumindo, melhorar a qualidade de vida das sociedades obriga a que os governos mudem as suas formas de actuar?

É preciso uma revolução, na minha óptica. Não é fácil criar estas mudanças estruturais, mas acredito na capacidade de liderança. Temos de ter líderes que olhem para o povo como o seu objectivo último, como o seu foco, o seu propósito. Se isso não existir e continuarmos a ter o exercício de política como um meio de terem benefícios próprios não vamos conseguir. Precisamos de resgatar estes líderes políticos que têm uma visão de e para o povo. Porque, na verdade, o líder político é escolhido para representar o povo. E estamos a perder isso e é cada vez mais difícil encontrar políticos que só pensam no povo. Se isso existir, e temos de ser nós, os mais jovens, os que têm uma educação mais voltada para a ética, para o civismo, para o empreendedorismo, a dar a volta. E só assim talvez consigamos, nos próximos 20 a 30 anos, recriar esses líderes que nos vão representar condignamente. Se assim for, estas dinâmicas todas, como a corrupção, deixam de existir. Esses valores e esses princípios faltam-nos neste momento, perderam-se. E nesta sociedade de consumo, onde temos necessidades mas não temos valores nem princípios, a corrupção torna-se transversal, vai desde o pequenino até ao grande.

Acha que se este crescimento continuar a não criar emprego, ou a dar acesso à educação a todos, a coesão social e a estabilidade política – o pouco que se tem conseguido no continente – pode voltar para trás?

Essa é uma questão subjectiva. As análises têm de ser feitas com cuidado porque existem outros factores que podem fazer regredir os aspectos que referiu, de forma falaciosa, poderemos dizer que a causa é uma só porque está a acontecer no mesmo momento, mas a ignição que a originou pode ser outro. O que eu penso é que, eventualmente, sim. A verdade é que estamos a ter alguma regressão nos nossos países africanos, por um lado, porque estamos abertos à globalização, por outro, porque os valores e os princípios estão a perder-se. O que acontece? Temos um mundo aberto de informação ocidental e não estamos preparados para essa informação. O resultado é ficarmos totalmente alienados e é aí que pode gerar-se alguma regressão, problemas sociais – e muitos de nós estamos a viver isso in loco – e isso é um desafio. Veja-se o exemplo dos recursos minerais, podíamos usá-los para elevar o nível das populações, mas como não há valores não usufruímos deles porque há uma corrupção desenfreada. Além disso, quando temos um sistema de justiça que falha, as pessoas começam a acreditar que podem fazer tudo sem nunca serem responsabilizados. Quão justa pode ser uma sociedade onde quem tem poder acredita que está impune? É um perigo.

Como se muda essa mentalidade?

Tânia Tomé
Tânia Tomé – Foto: Expresso das Ilhas

A educação é a chave, iniciando com uma educação primária muito forte. Como costumo dizer muitas vezes: precisamos de uma revolução.

Uma revolução em que sentido?

No sentido de fazer coisas diferentes, de ter a noção que o indivíduo é responsável, que não podemos estar à espera que o governo faça as coisas sozinho, que a sociedade civil deve ter atitude, que todos nós fazemos parte do sistema. Porque o mundo é um reflexo das nossas atitudes. Não podemos esperar do mundo aquilo que não fazemos por ele. É preciso acção, atitude, ética, conduta. Se eu faço isso dentro da minha família, dentro do meu grupo de amigos, eles vão multiplicar essa prática. O sistema é difícil de mudar? É. Mas, enquanto indivíduo, posso fazer o que é correcto, é isto que tem de mudar, porque a inércia deixa as pessoas desleixadas, como acreditam que não podem mudar o sistema, não fazem nada, não se responsabilizam pelos seus actos. Se eu mudar, de certeza que deixo essa atitude multiplicar-se e veremos resultados dentro de alguns anos. Mas temos de começar já.

Por falar em recursos, crescimento, formas de fazer políticas. Temos o exemplo do seu país – Moçambique – que há pouco tempo era apontado como uma das nações africanas emergentes, mas afinal assistimos apenas ao regresso da instabilidade política.

Tenho de dizer isto com alguma dor e choque, porque quando descobrimos que tínhamos recursos minerais acendeu-se uma luz no fundo do túnel. Dissemos na altura: hoje somos um país pobre, mas agora temos uma solução, podemos usar estes recursos para desenvolver as áreas necessárias: o processamento na agricultura, investir na educação, melhorar o acesso à saúde, e de repente apanhamos um golpe quando descobrimos uma dívida pública elevadíssima e escondida. É natural que os Estado se endividem, mas também é natural que esse endividamento tenha resultados visíveis e esse é que é o problema, porque a questão que pomos é: onde foi aplicado esse dinheiro? Hoje, com esta dívida, sabemos que a capacidade negocial em relação à exploração dos nossos recursos diminuiu, sabemos que parte dos rendimentos que deveriam servir para investimentos será usada para o pagamento da dívida e isso significa também – e já o estamos a sentir – aumento de impostos, fecho de empresas e, por fim, significa que não iremos sair desse círculo de pobreza onde já estávamos. É desesperante (pausa). Temos de continuar a acreditar que as coisas vão mudar e que somos nós, os jovens, que temos de influenciar o sistema. Sabe, temos de continuar a ser utópicos e sonhadores e continuar a acreditar que vamos ter o país que queremos. E mais do que sonhar, temos que ser os fazedores, praxis e superação. Como disse o Peter Drucker, a única forma de prever esse futuro é criá-lo.

Chegou a escrever que Moçambique precisava de 15 anos e tinha de ser rápido na acção: infra-estruturas, educação, competências técnicas, produção. Ainda acredita que será possível neste espaço de tempo?

Alguém andou a ler os meus artigos (risos). Bem, com isto tudo não posso acreditar que em 15 anos consigamos resolver os nossos problemas. Mas temos de começar já a criar mudanças, a discutir sobre o que é necessário. E há aqui uma coisa que precisamos de frisar, a governação, a sociedade civil, os media, todos os actores que são importantes no processo de desenvolvimento do nosso país têm de ser consistentes com o objectivo global final. E isso não acontece, cada um faz a sua luta sozinho. Como é que um país se desenvolve assim? Primeira lição, temos de nos integrar, temos de decidir o que queremos hoje, amanhã e nos próximos 40 ou 50 anos. Definir esses objectivos estratégicos, ter um plano de acção concreto e implementá-los, considerando, claro, que todas as variáveis estão no lugar: não há corrupção, não há uso do bem público para benefício próprio, não há falta de competências. Se estivermos consolidados nesses objectivos iniciais, poderemos caminhar passo a passo até recuperarmos. Temos de ter a consciência que o que estamos a fazer não é para nós, é para os nossos filhos, para os nossos netos, para os tataranetos, temos de ter esse conceito de bem público e ficarmos felizes por saber isso: que estamos a contribuir para o bem público. O que acontece hoje é o contrário, ninguém faz nada para o bem público.

Falta o pensamento solidário?

Exactamente. E mais do que isso, de participação activa e de colectividade, de união. Na verdade o verdadeiro conceito de nação e pátria.

Eu não quero levar esta conversa para o campo político, mas…

Eu também não (risos).

Acha que há espaço para essa nova geração que tem falado? Ou que, como se disse na Europa há uns anos, é preciso primeiro libertar-nos dos libertadores?

Isso é político sim (risos), mas também é subjectivo. Às vezes o problema não está aí, temos é de libertar o que está dentro, temos que conseguir conhecer-nos e mudar-nos. Eu tenho um conceito, que venho desenvolvendo, muito focado no indivíduo  que é o Succenergy: descobre o sucesso que há em ti, descobre o teu propósito. E acho que como nação é isso que também devemos fazer, descobrir de forma profunda esse propósito e lutar por ele, que é algo que que não fazemos, é como se tivéssemos desistido de lutar, é como se não estivéssemos casados com o nosso propósito, e devíamos estar. E devíamos lutar por ele de uma forma consistente. Todos os actores a lutar por esse objectivo comum. Quando isso acontecer estaremos no bom caminho.

As nações também podem ser empreendedoras?

Podem. Esse é um conceito em que acredito. Nós temos a ideia que empreendedorismo significa resultado financeiro, mas quando se é um grande empreendedor é-se um líder. O Mandela foi um grande empreendedor.

Tão grande que conseguiu “criar” uma nação.

Exactamente. Teve um propósito, lutou por ele e concretizou-o no final, isso é um empreendedor. Qualquer pessoa pode ser empreendedora e as nações podem ser empreendedoras e devem ser empreendedoras, porque isso significa que conseguiram concretizar os objectivos que desenharam no início. Significa que o sucesso daquela nação vai ser igual ao propósito que tinha no início. E não queremos mais do que isso. Queremos uma nação com objectivos, que planificou sobre eles e os concretizou.

Já voltaremos ao empreendedorismo, mas falando ainda de mercados africanos, principalmente PALOP, mas até podemos abrir para a CPLP. São mercados ainda por explorar?

São mercados por explorar. Como há tantos outros também por explorar.

Mas acha que há confiança suficiente entre os países para se tornarem verdadeiros parceiros de investimento?

Quando se fala desse mercado estamos a falar de uma língua em comum que favorece a comunicação, as relações, as parcerias, e portanto favoreceria e facilitaria o início do negócio, devido a essa proximidade cultural e linguística. Isso é um factor positivo? É. É diferente ir investir na Nigéria? É. Mas não vou estar a investir apenas porque falam português. Em cada negócio tenho de fazer um estudo de mercado e analisar todos os prós e contras.

Até porque foi analista de risco.

É exactamente por aí. Há uma necessidade, como em qualquer negócio, de antes de se avançar para o investimento tentar perceber como as coisas funcionam. A língua é sempre um dado positivo e pode ser facilitador, mas não é o fundamental para um investimento.

Também não queria levar a conversa para um lado muito feminista, mas sendo uma jovem mulher africana e empreendedora pode, de certeza, responder a esta questão. As mulheres pagam um preço maior por serem empreendedoras em África?

Pagam! (bate na mesa). Bem, vamos lá ver os diferentes contextos. Primeiro que tudo, pela natureza e história da mulher esta representa uma multiplicidade de papéis. Uma mulher que seja empreendedora continua a ser mulher, mãe e a ter de executar uma série de tarefas, enquanto a maior parte dos homens empreendedores deixa esse espaço para as mulheres. Isso significa que uma mulher empreendedora tem de fazer muitos papéis ao mesmo tempo, logo o exercício do empreendedorismo custa-lhe muito mais. Muitos homens, pelo contrário, fazem o seu exercício de empreendedorismo, e fazem-no bem, mas deixam as outras tarefas para as mulheres. Em resumo, e não digo isto por ser feminista, mas é impressionante que a mulher consiga fazer todos os seus papéis e ainda ser empreendedora. Depois, há um segundo aspecto, é que dentro das sociedades africanas há um machismo muito grande. Quando as mulheres fazem ou participam em determinadas coisas, ou o seu parceiro sente que está a perder o domínio e luta contra isso, ou a sociedade não reconhece essa mulher empreendedora. O que se comenta sobre as mulheres empreendedoras africanas? Ou que ela conseguiu porque é bonita, ou porque o chefe lhe facilitou a vida.

Nunca se refere o mérito.

Nunca é por mérito. Por isso é um desafio muito grande para as mulheres.

Têm de trabalhar por dois ou por três para provarem que são capazes?

Quando a mulher é reconhecida é porque ela trabalhou por dez!

Essa questão da desigualdade, seja de salários, seja de acesso a cargos de chefia, é global, não é só em África. Acredita que se atingirá um equilíbrio a curto/médio prazo?

Acredito e continuarei a lutar por isso.

Empreendedorismo e boa liderança são inseparáveis?

São. E chegam a um momento em que, inclusive, confundem-se. Porque o empreendedor é alguém que consegue construir alguma coisa de uma forma inovadora e impactante. É preciso ter características muito fortes de liderança para conseguir mudar, para conseguir mobilizar, para conseguir influenciar. Sozinhos não conseguimos fazer nada, um bom empreendedor tem de ter uma equipa e tem de conseguir construir nessa equipa o mesmo sentimento de amor pela iniciativa e pelo propósito. Quando o empreendedor não tem essa boa liderança, é um simples empresário.

Mas também há o outro lado do empreendedorismo, que é o financiamento. Principalmente para os pequenos empreendedores, que a maior parte das vezes não têm acesso nem ao microcrédito. Por isso, de que forma se pode financiar o empreendedorismo sem ser através nos canais normais?

Portanto, estamos a falar de fontes alternativas de financiamento. Existem várias, mas continuo a achar que antes de vir ao mercado oferecer essas fontes alternativas de financiamento eu tenho de educar os empreendedores, a pequenas e médias empresas, as micro empresas ou as micro micro micro a saberem fazer uma gestão adequada do seu negócio. E tenho de educar com instrumentos motivacionais, porque sem resiliência, sem persistência, sem consistência eles não vão conseguir chegar ao seu propósito. Porque muitas vezes é isso que acontece, ter um objectivo, estar comprometido para iniciar, mas não ter a consistência nem a persistência necessária para o terminar. Há um conjunto de ferramentas e instrumentos que têm de ser ensinados aos empreendedores e isso pode ser feito através de incubadoras. Depois sim poderemos oferecer fontes alternativas de financiamento, que podem ser bancos de desenvolvimento, mas gosto mais da ideia de relacionamento integrado entre as universidades, a incubadora e banca. As universidades e as incubadoras funcionam como elemento de informação, conhecimento e conforto, para que o banco possa depois entrar. È Isso que a Ecokaya pretende fazer, é esse o seu propósito. Não por acaso criamos plataformas para o empreendedor e lideres, uma deles é um aplicativo chamado SuccessPluz.

Nesse caso estamos a falar de pessoas que vão para a universidade estudar economia, ou gestão, saem com ideias e têm o suporte da instituição. Mas, como sabemos, muitos dos empreendedores são pessoas sem esses recursos, o pequeno vendedor de rua, por exemplo, ou seja, estamos a falar essencialmente da economia informal.

A universidade é uma base para identificarmos empreendedores, mas a incubadora da Ecokaya – que pode estar dentro da universidade – tem a autonomia para receber todo aquele empreendedorismo de sobrevivência. Veja o caso de Moçambique: 98,5 por cento são pequenas e médias empresas, 80 por cento dessas são micro empresas e dentro delas 70 por cento estão no mercado informal. Ora, este empreendedor não vê nenhuma vantagem em pagar os alvarás, ou impostos. É preciso encontrar o meio termo, porque o empreendedorismo de sobrevivência não gera muito dinheiro, se ele pagar as suas taxas fica com o quê? A solução é criar um instrumento próprio, dirigido a este empreendedorismo de sobrevivência, por outro lado, é preciso um treinamento para que este empreendedorismo seja alavancado, porque eles têm todo um conjunto de características de empreendedor, o que acontece é que o objectivo e o sonho dele são pequenos. O que temos de fazer? Aumentar esse sonho e esse objectivo. Porque ele é capaz de chegar lá, e aí terá capacidade para entrar no mercado formal. E preciso Voar para além das asas.

Por Jorge Montezinho in Expresso das Ilhas

Tete: PRM detém dois agentes falso do SERNIC

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve dois impostores na quarta-feira, na cidade de Tete, que se faziam passar por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Os impostores, que se encontram encarcerados na 3ª Esquadra da PRM, são indiciados pelo crime de falsa identidade. Este é o segundo caso do género reportado nas últimas duas semanas naquela cidade.

A porta-voz da PRM em Tete, Lurdes Ferreira, confirmou a detenção dos suspeitos, que se faziam passar por agentes do SERNIC para extorquir cidadãos.

Ferreira, que se escusou a revelar a identidade dos malfeitores, explicou que um é antigo agente da PRM afecto à vizinha província da Zambézia e o seu comparsa é agente de uma empresa de segurança privada, na cidade de Tete.

Tentaram extorquir dez mil meticais (cerca de 160 dólares ao câmbio corrente) a um cidadão, proprietário de uma banca, no mercado Cambindi, na zona de Matundo, aqui na cidade de Tete. Segundo a vítima, disseram que eram agentes do SERNIC, com mandato de captura para responder a um caso, mas que se colaborasse, dando os dez mil meticais, poderia estar livre“, explicou a porta-voz, em entrevista a reportagem da AIM.

Lurdes disse que o cidadão recusou-se a entregar a soma exigida e tratou de alertar imediatamente as autoridades policiais.

Estão detidos, enquanto estão sendo lavrados os autos“, explicou a fonte.

Um era membro da PRM. Não sabemos porque razões já não pertence ao Ministério do Interior. Durante as investigações, teremos mais detalhes sobre este indivíduo e o seu comparsa, que trabalhava numa empresa de segurança privada“, disse a fonte.

Questionada sobre este novo fenómeno, a porta-voz disse que a PRM está a implementar várias iniciativas para evitar a ocorrência de situações do género.

A polícia está a trabalhar e, por isso, apelamos para que os cidadãos estejam atentos e exigirem a identificação de quaisquer indivíduos que se apresentarem como agentes da PRM“, disse.

AIM

Coreia do Norte ameaça “afundar o Japão” e reduzir os EUA a “cinzas”

Os testes nucleares levados a cabo pela Coreia do Norte já foram discutidos em sede de reunião dos países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Da reunião resultou um consenso em torno da aplicação de mais sanções ao país do norte da península coreana.

Face a esta decisão, a Coreia do Norte já reagiu ameaçando todos à sua volta. “As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas pela bomba nuclear de Juche [ideologia que governa a Coreia do Norte e que mistura marxismo e nacionalismo]. Já não é necessária a existência do Japão à nossa volta”, disse em comunicado, citado pela agência noticiosa do regime, o Comité para a Paz Ásia-Pacífico.

De acordo com a Reuters, as ameaças estenderam-se também aos Estados Unidos, com a Pyongyang a ameaçar reduzir a nação a “cinzas e escuridão” por ter apoiado e instigado as sanções aplicadas pelas Nações Unidas.

Notícias ao Minuto

Pedófilo diz ser “muito bonito para estar na prisão”

Ryan Kirk, de 25 anos, foi condenado a uma pena de prisão de quatro anos, depois de ter violado uma menina de 15, em South Yorkshire, em Inglaterra.

De acordo com a imprensa internacional, o homem afirmou ser “muito bonito para ir para a prisão”.

O indivíduo confessou ter abusado três vezes da menina, mas só o disse no quarto dia de julgamento que teve uma duração de cinco dias. O homem foi condenado a um ano por cada ato de abuso sexual à menor.

Segundo o jornal Daily Mail, Ryan Kirk já tinha sido acusado no tribunal de Sheffield num caso semelhante, mas que havia negado a acusação. De acordo com as autoridades locais, o sujeito terá coagido, durante seis meses, uma adolescente, de 15 anos, a ter relações sexuais com o próprio.

O crime foi cometido quando Ryan Kirk tinha 22 anos. A polícia acredita que o homem sabia que a jovem tinha 15 anos. O sujeito terá feito ‘amizade’ no Facebook e declarou que tinha 19 anos. “Ele tentou convencer a menina a ter sexo e levou-a de carro para locais isolados“, contam as autoridades.

Segundo o jornal local Rotherham Advertiser, o pedófilo terá exigido à adolescente que não contasse os casos de violação a ninguém, dizendo que era “muito bonito para ir para a prisão”. A jovem acabou por fazer queixa à polícia e Ryan Kirk foi imediatamente acusado como agressor sexual.

O procurador do caso, segundo revela o jornal Metro, considerou a atitude da jovem “valente” e disse que era um bom exemplo para encorajar outras vítimas a denunciar estes crimes às autoridades.

CM

Agravamento do preço de frango penaliza consumidores

O preço do frango nacional sofreu um agravamento nos principais mercados das cidades de Maputo e Matola, na sequência da existência de “stocks” de pintos importados da Espanha, aquando da interdição da entrada das matrizes da África do Sul, devido à gripe aviária que afectou este país em Junho e Julho.

Actualmente, o frango na capital do país, por exemplo, é vendido a preços que variam de 270 a 320 meticais, valor que tem “sufocado” grande parte das famílias moçambicanas, que viram o seu poder de compra reduzir devido à crise.

Hélder Fão, avicultor filiado à Associação Moçambicana dos Avicultores (AMA), disse que grande parte dos produtores das cidades de Maputo e Matola está a vender o frango vivo ligeiramente caro porque importaram ovos e/ou pintos que chegaram a custar 55 meticais cada de alguns países europeus.

Eu não comprei os ovos da Espanha porque antes conversei com os meus potenciais clientes sobre a interdição de entrada de pintos da África do Sul e eles disseram que não iriam comprar o frango a preço elevado. Por essa razão, tive que parar com a produção por algum tempo”, disse Hélder Fão.

Entretanto, a situação já não é a mesma nas províncias de Gaza e Inhambane, onde os produtores preferiram tomar medidas de cautela, não embarcando na importação de matrizes da Europa.

Jorge Mondlane, produtor de Gaza, esclareceu que o frango neste ponto do país é vendido a 200 meticais porque quando houve a interdição da entrada dos produtos sul-africanos foram forçados a parar de criar.

O nosso mercado é pequeno, por isso quando foi decretada a gripe aviária na África do Sul achamos melhor parar com a produção. Depois de as autoridades veterinárias levantarem a interdição, voltamos a importar. Na altura, houve crise de frangos no mercado, mas pelo menos não acumulámos prejuízos”, disse.

Em Inhambane, segundo Jelissa Abdula, o frango neste ponto do país é comercializado entre 240 e 250 meticais devido aos custos de transporte de pintos e rações da cidade de Maputo.

A nossa Reportagem apurou que nas regiões Centro e Norte, por exemplo, o frango é vendido ligeiramente mais barato porque existem provedores de pintos e rações e não dependem da África do Sul.

Aliás, os principais campos de produção de milho e soja, principal matéria-prima para a produção de rações, estão próximos das fábricas. A título de exemplo, em Nampula o frango é vendido a 160 meticais porque os criadores não têm custos de transporte.

A gripe aviária que eclodiu na África do Sul forçou as autoridades veterinárias moçambicana a suspenderem também a entrada de ovos férteis e pintos deste país.

Jornal Notícias

Duplo atentado no Iraque faz pelo menos 50 mortos e 87 feridos

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o duplo atentado na cidade iraquiana de Nassiriyah (sul) que, segundo o mais recente balanço, fez pelo menos 50 mortos, anunciou o órgão de propaganda do EI.

EI diz que o ataque foi realizado por vários suicidas.

“O balanço é agora de 50 mortos e 87 feridos” e “poderá ainda aumentar porque alguns dos feridos estão em estado crítico”, disse o adjunto do director-geral da Saúde da província de Zi Qar, Abdel Hussein al-Jabri, citado pela agência France-Presse.

O primeiro ataque – com fogo de armas automáticas – ocorreu num restaurante numa autoestrada à saída de Nassiriyah, dissera antes o director-geral de Saúde da província de Zi Qar, Jassem al-Khalidi.

O segundo, um atentado à bomba com um carro armadilhado, visou um ponto de controlo de segurança na mesma autoestrada, especificou um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, Saad Maan.

Esta via é regularmente usada por peregrinos e viajantes provenientes do vizinho Irão, que se dirigem para cidades santas iraquianas de Najaf e Kerbala, mais a norte.

O Iraque vive quase diariamente ataques reivindicados ou atribuídos ao EI, mas a província de Zi Qar tem sido relativamente poupada, havendo registo de poucos ataques com esta envergadura.

A confirmar-se o novo balanço de 50 mortos, trata-se do mais mortífero ataque terrorista no Iraque desde que as forças governamentais iraquianas retomaram completamente o controlo de Mossul, no norte do país, no passado mês de Julho.

A 28 de Agosto, 11 pessoas morreram e 26 outras ficaram feridas num atentado com um carro armadilhado – reivindicado pelo grupo Estado Islâmico – nas proximidades do mercado grossista de Jamila, no distrito xiita de Sadr City, no leste de Bagdad.

Notícias ao Minuto

Funcionária dá à luz em restaurante e tenta matar bebé

Uma funcionária do McDonald’s foi presa depois de dar à luz na casa de banho do restaurante e, de seguida, tentar matar o bebé deitando-o na sanita.

Foram as colegas de trabalho que encontraram Sarah Lockner, coberta de sangue, trancada numa das cabines das casas de banho, segundo avança o Daily Mail.

A mulher implorou para que se mantivesse em segredo o que aconteceu. A mulher de 25 anos começou a queixar-se de dores de estômago e foi dispensada pelo gerente. Entretanto escondeu-se na casa de banho para dar à luz o bebé.

As funcionárias do restaurante ligaram de imediato às autoridades e quando os paramédicos chegaram o recém-nascido estava sem pulso e não respirava. Foi levado para o hospital e induzido em coma. Não se sabe o estado de saúde do bebé.

CM

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