O líder religioso da seita de origem zimbabueana fazia o reconhecimento das casas dos fiéis durante as rezas e mapeava as restantes vítimas em Machipanda e na cidade de Manica, usando o título de profeta durante o dia para assaltá-las à noite, disse Mateus Mindu, porta-voz do comando da Polícia de Manica.
“Ele assaltava as residências durante a noite. Entrava e saía sem que ninguém se apercebesse”, explicou à Lusa, salientando que vários fiéis reportaram casos de roubo à policia após visitas do profeta.
O suspeito, que já era procurado pela Polícia no distrito de Manica, foi detido em Chimoio, a capital, quando tentava vender parte dos bens roubados nas “ultimas incursões criminosos”.
“Ele atuava em Machipanda e na cidade de Manica. Após a detenção, foi hoje transferido para o distrito de Manica, onde já foram abertos vários autos de crime que serão remetidos às instituições de justiça competentes”, disse Mateus Mindu.
A polícia deteve também em Chimoio três suspeitos, todos da mesma família, que integravam um grupo de assaltantes a residências com recursos a armas brancas, catanas e facas, nos bairros nos arredores de Chimoio, a capital de Manica.
As autoridades russas abriram esta segunda-feira 16, um processo judicial contra Alexei Navalny, considerado o principal opositor político do Presidente Vladimir Putin, por ter alegadamente difamado um veterano da Segunda Guerra Mundial.
O caso, anunciado pelo Comité de Investigação, relaciona-se com comentários de Navalny nas redes sociais sobre um vídeo exibido pela televisão estatal RT.
Nesse documentário, diversos e proeminentes intervenientes pronunciam-se a favor do referendo sobre a reforma constitucional de 1 de Julho e que poderá permitir a Putin assegurar mais dois mandatos na presidência.
Entre os entrevistados surgiu Ignat Artemenko, um veterano da Segunda Guerra Mundial com 93 anos.
No seu comentário, Navalny definiu de pessoas “sem consciência” os entrevistados no vídeo da RT. O processo contra Navalny indica que os comentários do opositor “constituem informação falsa que insulta a honra e a dignidade de um veterano da Grande Guerra Patriótica”.
Os responsáveis oficiais russos penalizam por tradição qualquer crítica relacionada com as ações do Exército Vermelho na guerra.
O sentimento está particularmente presente quando se aproxima a parada que assinala o 75.º aniversário da derrota da Alemanha nazi, prevista para a próxima semana na da Praça Vermelha.
Caso seja condenado, Navalny arrisca uma multa equivalente a um ano do seu salário ou 240 horas de serviço comunitário.
An F-15C Eagle from the 48th Fighter Wing at RAF Lakenheath pulls in behind a 100th Air Expeditionary Wing KC-135R Stratotanker out of RAF Mildenhall, Tuesday, April 4, 1999. Armed with AIM-7 Sparrows on the fuselage, AIM-9 Sidewinders on the inboard wing pylon and Advanced Medium Range Air-to-Air Missiles on the outboard wing pylon, the Eagles are flying combat air patrol missions in Operation Allied Force, the NATO offensive against Yugoslavia. (AP Photo/U.S. Air Force, Tech. Sgt. Brad Fallin)
Um avião de combate da força aérea dos Estados Unidos, com um piloto a bordo, caiu ontem (15) no Mar do Norte, de acordo com a agência de notícias Associated Press (AP).
Segundo a AP, não há informações sobre o piloto do avião de combate norte-americano.
O F-15C Eagle, do grupo 48th Fighter Wing da força aérea norte-americana, estava em uma missão de treino de rotina na base da Royal Air Force (RAF) de Lakenheath quando caiu às 09:40 locais.
As autoridades britânicas de socorro e salvamento estão a participar nas buscas no local do acidente.
A causa do acidente ainda não foi divulgada pelas autoridades.
Lakenheath é uma base da Royal Air Force que hospeda a 48th Fighter Wing da força aérea dos EUA, conhecida como Liberty Wing.
A base fica a cerca de 130 quilómetros a nordeste de Londres.
O Observatório do Meio Rural (OMR) diz que as políticas públicas para os pobres não são reais em Moçambique e alerta para a possibilidade um rápido aumento da pobreza sobretudo depois da crise da Covid-19.
Este posicionamento surge quando um relatório das Nações Unidas, divulgado esta seguda-feira, 15, indica que o número de pobres em Moçambique aumentou um milhão em três anos, um retrocesso na redução da pobreza registada até então, devido à crise económica, ao escândalo da dívida oculta, às calamidades naturais e à violência.
De acordo com o documento, no período de 2015 e 2018, o número de pobres passou de cerca de 21,3 milhões de pessoas para cerca de 22, 2 milhões, num país com quase 30 milhões de habitantes.
Para o diretor do OMR, João Mosca, o número de pobres vai aumentar ainda mais e muito rapidamente, na sequência da pandemia do Covid-19.
“Existem claros indicadores de que a pobreza vai aumentar de forma mais rápida,” realçou João Mosca, para quem as políticas do Governo não são no sentido da redução da pobreza.
Segundo aquele economista, as políticas públicas em Moçambique “a favor dos pobres não são reais, não existem, há apenas o discurso políticco”.
Refira-se que a análise das Nações Unidas consta de um relatório sobre a “Evolução da pobreza multidimensional em Moçambique, um país assolado pela crise”, elaborado pelo Instituto Universitário Mundial de Investigação Económica para o Desenvolvimento da ONU, que fornece análises económicas e políticas e aconselhamento com vista a um desenvolvimento sustentável e equitativo.
A taxa de mortalidade por covid-19 é 12 vezes maior em doentes crónicos do que em pacientes sem qualquer patologia, revelou hoje um relatório do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
O novo relatório deste organismo do governo norte-americano destaca os perigos causados em pessoas com doenças cardíacas, pulmonares e com diabetes, sendo estes os três principais problemas de saúde encontrados nos doentes com covid-19.
O relatório é baseado em 1,3 milhões de casos de covid-19 confirmados em laboratório e relatados à agência norte-americana entre 22 de janeiro e final de Maio.
Ressalvando que informações sobre condições de saúde estavam disponíveis para apenas 22% dos doentes, o relatório mostra que 32% tinha doenças relacionadas com o coração, 30% tinha diabetes e 18% tinha doenças pulmonares crónicas, que inclui asma e enfisema.
Entre os pacientes com uma doença crónica, cerca de 20% morreram em comparação com quase 2% daqueles que eram saudáveis, concluiu o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças.
O relatório refere também que os doentes com covid-19 e com uma patologia crónica tiveram seis vezes mais possibilidade de serem hospitalizados, designadamente 46% contra quase 8%.
No entanto, em comunicado, o médico de emergência e especialista em saúde pública da Universidade George Washington Leana Wen afirmou que, apesar dos doentes crónicos serem “muito mais propensos a sofrer os efeitos graves da covid-19, as pessoas saudáveis também “podem ficar muito doentes e até morrer também”.
O relatório avança também com dados em relação à raça e etnia, apesar de estarem apenas disponíveis com esta informação cerca de metade dos doentes com covid-19.
De acordo com o relatório, 36% dos doentes com covid-19 eram brancos, 33% hispânicos, 22% negros, 4% asiáticos e cerca de 1% índios americanos.
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças refere que estes números estão incompletos, uma vez que outros estudos revelam que as minorias foram afetadas desproporcionalmente pela pandemia.
A agência concluiu também que 14% das pessoas infetadas com covid-19 nos Estados Unidos foi hospitalizada e 5% morreu, sendo a taxa de letalidade maior entre os pacientes com mais de 80 anos e metade dos quais tinha uma doença crónica.
O relatório indica ainda que a doença de covid-19 infetou tanto homens, como mulheres, mas os homens foram mais propensos a terem casos graves.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 434 mil mortos e infetou quase oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Após ameaças da Coreia do Norte, o presidente sul-coreano tenta evitar aumentar a tensão e retomar o diálogo entre as duas nações.
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, incentivou a Coreia do Norte nesta segunda-feira (15) a evitar elevar a tensão e retomar o diálogo depois de ameaças divulgadas pela mídia estatal de Pyongyang sobre o rompimento de relações e ações militares.
O aumento recente da tensão entre os vizinhos causou o temor de uma provocação militar norte-coreana e representou mais um revés em meio às conversas travadas para conter os programas nuclear e de mísseis de Pyongyang.
Além das ameaças de cortar relações, nos últimos dias a mídia estatal aventou a possibilidade de fechamento de um escritório conjunto de ligação no vizinho do norte e medidas retaliatórias devido a uma campanha de desertores para enviar panfletos anti-Pyongyang pela fronteira por via aérea.
“As promessas de paz na península coreana que o presidente Kim Jong Un fez diante de nossos 80 milhões de habitantes não podem ser revogadas”, disse Moon em uma reunião com assessores de alto escalão, referindo-se a pactos firmados em uma cúpula dos dois líderes em 2018.
“A Coreia do Norte não deveria cortar as comunicações, elevar a tensão e tentar voltar à era passada de confrontação”, acrescentou. “Espero que ela resolva problemas incômodos e difíceis através de comunicações e cooperação.”
Primeira cúpula entre as nações
Os comentários de Moon coincidiram com a comemoração sul-coreana do 20º aniversário da primeira cúpula entre as duas nações, que prometeram reforçar o diálogo e a cooperação, nesta segunda-feira.
Em sua própria cúpula inaugural em 2018, Moon e Kim assinaram uma declaração para trabalhar pela “desnuclearização completa da península coreana” e para cessar “todos os atos hostis”.
Mas Pyongyang cortou linhas telefônicas diretas com seu vizinho na semana passada e prometeu suspender todos os contatos se Seul não impedir que os desertores enviem panfletos e outros materiais.
“Também lamento que as relações Coreia do Norte-EUA e intercoreanas não tenham progredido como esperado”, disse Moon em uma mensagem de aniversário separada.
“Mas o que é o mais importante é a confiança, que o Sul e o Norte deveriam construir através do diálogo constante.”
O Príncipe Filipe de Edimburgo, marido da Rainha de Inglaterra, fez 99 anos. É por isso o consorte mais velho da história do Reino Unido e, devido à pandemia, está confinado no Castelo de Windsor, a cerca de 40 quilómetros de Londres, com a Rainha Isabel II, com quem está há já 72 anos.
Também a Rainha de Inglaterra comemorou os 94 anos em Abril, já afastada da família e sem as tradicionais homenagens reais.
Desde 2017 que o príncipe Filipe está afastado dos compromissos oficiais e não é visto em público desde uma breve hospitalização no final do ano passado, devido a “problemas de saúde pré-existentes”.
O FBI está a investigar os casos de dois negros que foram encontrados mortos pendurados em árvores nos últimos dias em diferentes locais dos Estados Unidos, anunciaram na segunda-feira 15, as autoridades policiais locais.
Uma dessas alegadas vítimas é Robert Fuller, de 24 anos, que foi encontrado pendurado por uma corda numa árvore na semana passada perto da câmara de Palmdale, uma cidade de mais de 150.000 habitantes fora de LosAngeles.
Inicialmente foi avançado que se tratava de suicídio, mas a família e ativistas denunciaram que isso era impossível e a causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
O representante máximo das forças de segurança, o xerife do condado de LosAngeles prometeu hoje que o FBI e a procuradora-geral da Califórnia vão realizar “uma investigação exaustiva”.
“Esta investigação é obviamente de grande preocupação para a comunidade, não apenas para Palmdale, mas para toda a nação. Robert Fuller era um jovem no auge de sua vida e sua morte é obviamente dolorosa para muitas pessoas”, disse o xerife do condado de LosAngeles, em conferência de imprensa.
Centenas de moradores de Palmdale participaram em vigílias durante o fim de semana e alegaram que a sua morte resultou dos protestos que decorrem nas últimas semanas nos Estados Unidos contra o racismo e a violência policial.
Outra morte semelhante aconteceu em Victorville, também na Califórnia, onde Malcolm Harsch, de 38 anos, foi encontrado supostamente enforcado numa árvore.
A família e algumas organizações também descartaram a hipótese deste afro-americano ter cometido o suicídio
Dois outros casos de negros pendurados em árvores, em Houston (Texas) e no bairro de Manhattan, em Nova Iorque, também ocorreram nos últimos dias, mas até agora o FBI ainda não anunciou que estava a investigar.
As forças de polícia norte-americanas têm sido alvo de críticas não só pela morte do afro-americano George Floyd durante uma operação de detenção, mas também devido ao uso da força para reprimir os protestos antirracismo decorrentes, nomeadamente o recurso a gás lacrimogéneo e a balas de borracha.
A morte de Floyd, capturada em vídeo, provocou manifestações em várias partes dos EUA e no estrangeiro e reacendeu o debate sobre o excesso de força policial e o racismo dentro nas forças de segurança.
Um tribunal russo condenou o cidadão norte-americano e antigo “marine”, Paul Whelan, detido em Moscovo em 2018, a 16 anos de prisão. Foi considerado culpado de espionagem.
Em finais de maio a procuradoria tinha pedido 18 anos de reclusão para o homem que tem também cidadania irlandesa, britânica e canadiana.
Whelan de 50 anos, foi detido a 28 de dezembro de 2018 por agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB) por alegadas “atividades de espionagem” a favor dos Estados Unidos. Terá recebido de um conhecido uma “pen usb” com uma lista detalhada de funcionários de um serviço secreto russo.
O norte-americano nega as acusações e qualifica o caso de sequestro político. Foi detido quando se encontrava na capital russa para assistir a um casamento.
Antes da leitura da sentença, Paul Whelan disse tratar-se de juízo politico e sublinhou ter sido demonstrada a inocência ao demonstrar que as provas foram forjadas. O antigo “marine” pediu apoio dos governos norte-americano e britânico.
Os Estados Unidos estão a ser percorridos por uma nova onda de protestos raciais, depois de um novo episódio de morte de um homem negro por parte de um polícia branco, desta vez em Atlanta, na Geórgia.
Rayshard Brooks foi baleado na sexta-feira por ter resistido à detenção depois de ter falhado um teste de alcoolemia.
O incidente foi gravado pelas câmaras de vídeovigilância e provocou a demissão da chefe da polícia local. As manifestações de indignação não se fizeram esperar, num país profundamente abalado e em plena onda de manifestações contra o racismo, desde a morte de George Floyd, no dia 25 de Maio, em Mineápolis.
O restaurante Wendy’s em Atlanta, onde Brooks, de 27 anos, foi baleado ficou destruído depois de ter sido incendiado por cerca de 150 manifestantes. A autópsia provou que foi baleado pelas costas.
Estes últimos protestos surgem quando os legisladores debatem a forma de reformar um sistema judicial visto pelos críticos como discriminatório para com os cidadãos mais pobres e oriundos das minorias.
Dezenas de barcos de recreio juntaram-se ao largo da Florida para uma manifestação aquática de apoio a Donald Trump, que serviu também para lhe desejar um feliz aniversário, no dia em que o presidente norte-americano festejou 74 anos.
Estas manifestações de apoio acontecem a cinco meses das eleições, com Trump abaixo do democrata Joe Biden nas sondagens e muitos, no próprio campo republicano, se recusam a apoiar o presidente.
“É fantástico, porque mostra que o país apoia o presidente, mesmo se alguns republicanos não o apoiam, o povo está do lado dele”, diz uma partidária de Trump.
Mas neste dia de aniversário, Trump não teve só os parabéns. Várias dezenas de manifestantes juntaram-se frente à Casa Branca, em Washington, e à sede das empresas de Trump, em Nova Iorque, para protestar contra o presidente, na onda da contestação contra o racismo e a violência policial que tem varrido os Estados Unidos desde a morte de George Floyd.
As execuções de pessoas condenadas à pena de morte por tribunais federais vão ser retomadas em 13 de julho nos Estados Unidos, depois de 17 anos de interrupção, anunciou o Procurador-Geral do país, William Barr, na noite de segunda-feira 15.
De acordo com a agência France-Presse (AFP), Bill Barr já tinha anunciado há um ano a intenção de retomar a execuções de pessoas que foram condenadas à pena de morte em instâncias federais.
Pelo menos cinco injeções letais estavam agendadas entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 na penitenciária de Terre–Haute, no Indiana.
Contudo, a Justiça norte-americana interrompeu os processos depois de os advogados de alguns dos condenados terem expressado dúvidas sobre a legalidade do protocolo escolhido para matar os reclusos.
Depois de um tribunal ter autorizado a utilização de pentobarbital, o Procurador-Geral dos Estados Unidos ordenou o reagendamento das datas para quatro condenados.
“Devemos isso às vítimas dos seus crimes horríveis”, vincou o governante, em comunicado citado pela AFP.
Estas execuções estão agora agendadas entre 13 de julho e 28 de agosto.
A agência de notícias francesa também da conta de que o primeiro destes condenados a ser executado pela Justiça norte-americana deverá ser Daniel Lewis Lee, defensor da supremacia branca, que foi condenado em 1999 à morte pelo homicídio de um casal e de uma criança de 08 anos.
Contudo, a mãe de uma das vítimas, Earlene Peterson, implorou ao Presidente norte-americano, Donald Trump, pelo indulto dos condenados.
“Não vejo como é que a execução de Daniel Lee honrará a minha filha, pelo contrário, vai sujar o nome dela, porque ela não o quereria”, expressou, alegando motivações religiosas para a rejeição do ato.
Contudo, Trump mantém o apoio à condenação à morte como uma das bandeiras da recandidatura às presidenciais deste ano.
De acordo com a AFP, vários investigadores apontam para uma taxa de aprovação da pena de morte na ordem dos 54%, em comparação com os cerca de 80% de aprovação no início dos Anos 90.
Em 2019, 22 pessoas foram executadas nos Estados Unidos.
A maioria dos casos tem resolução nas instâncias estatais, no entanto, os tribunais federais julgam atos mais graves, como, por exemplo, atentados, crimes racistas, ou que foram cometidos em instalações militares.
Nesta instância apenas três pessoas foram executadas nos últimos 45 anos, incluindo Timothy McVeigh (em 2001), responsável por um atentado à bomba em Okahoma em 1994 e que provocou a morte a 168 pessoas.
A análise consta de um relatório sobre a “Evolução da pobreza multidimensional em Moçambique, um país assolado pela crise”, elaborado pelo Instituto Universitário Mundial de Investigação Económica para o Desenvolvimento das Nações Unidas (UNU-WIDER), que fornece análises económicas e políticas e aconselhamento com vista a um desenvolvimento sustentável e equitativo.
De acordo com o documento, “o número de pessoas multidimensionalmente pobres aumentou em cerca de um milhão no período 2015-2018” em Moçambique, passando de cerca de 21,3 milhões de pessoas para cerca de 22,2 milhões, num país com quase 30 milhões de habitantes.
“Isto aponta para uma intensificação da pobreza, especialmente porque a maioria dos pobres adicionais está localizada nas zonas rurais já vulneráveis e nas províncias centrais”, referem os autores do documento.
Isto acontece após Moçambique ter registado “uma importante redução da taxa de pobreza até há pouco tempo, antes de duas grandes catástrofes naturais e o país ter começado a sofrer de um escândalo de dívida oculta com um abrandamento económico associado”.
“Após ter emergido de um conflito devastador e prolongado durante os anos 1980 e o início dos anos 1990, Moçambique conheceu um crescimento económico sustentado”, lê-se no documento.
Neste país africano, a partir de 2014/15 a percentagem de pessoas pobres passou a ser de 46,1% (51,7% em 2008/09).
Tendo em conta seis indicadores — educação, água, saneamento, telhados, eletricidade e posse de bens duradouros -, registava-se em 1996/97 quase metade da população a viver num agregado familiar desfavorecido em todas as dimensões.
“Esta situação terrível melhorou consistentemente até 2014/15, onde menos de 15% da população se encontrava privada em todas as dimensões e mais de 15% estava em agregados familiares com privação zero”, refere-se no relatório.
Analisando a redução da taxa pobreza, o documento identificou “uma redução estatisticamente significativa de 0,07 pontos entre 2011 e 2015, em contraste com uma redução não estatisticamente significativa de menos de 0,03 pontos entre 2015 e 2018”.
O documento agora divulgado estudou a evolução da pobreza multidimensional em Moçambique, utilizando os dados dos Inquéritos Demográficos e de Saúde/Inquérito aos Indicadores de Malária e apurou que a tendência de redução da pobreza, observada entre 2009-11 e 2015, cessou entre 2015 e 2018 e “o número de pessoas pobres aumentou, principalmente nas zonas rurais e nas províncias centrais”.
Entre os fatores que contribuíram para enfraquecer a economia, os autores desta análise incluem “uma redução dos preços de alguns dos bens exportados mais importantes”, como o carvão e o gás, “em combinação com uma procura internacional mais fraca resultante das crises económicas na Europa, na África do Sul e noutros parceiros comerciais importantes”.
“A isto juntou-se uma série de choques climáticos que atingiram Moçambique após 2015, causando enormes danos e angústia em várias zonas do país”, prossegue a investigação.
Em 2017 começaram ainda a ocorrer “ataques violentos na província norte de Cabo Delgado, parcialmente reivindicados por grupos islamitas, com outros atores desconhecidos também envolvidos”.
“Os ataques têm frequentemente como alvo as aldeias, criando assim insegurança e deslocação para a população local”, refere o estudo.
Contudo, os autores elegem como o fator que mais contribuiu para a intensificação dos efeitos da crise a emissão da dívida oculta garantida pelo Estado, em consequência da qual “o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspendeu o seu apoio ao país” e “a ajuda externa e o apoio direto ao orçamento do Estado por parte dos parceiros de desenvolvimento – que já se encontravam numa trajetória descendente – foram ainda mais reduzidos e suspensos, criando problemas significativos para a gestão das finanças públicas ao reduzir drasticamente o espaço orçamental”.
“A combinação destes fatores conduziu a uma profunda desaceleração da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), uma primeira desaceleração em 2015 e uma segunda, relativamente maior, em 2016”.
Uma rápida e significativa depreciação da moeda nacional (o metical), acompanhada de aumentos consequentes dos preços dos bens importados, provocou um aumento dos preços internos de cerca de 40% entre agosto de 2014 e dezembro de 2016.
Os investigadores da UNI-WIDER concluíram que “as melhorias globais no acesso aos serviços básicos, à propriedade de ativos e às condições de habitação parecem ter estagnado nos últimos anos, o que explica o facto de não se verificar um grande aumento da percentagem de agregados familiares na categoria dos não desfavorecidos”.
Ao mesmo tempo, acrescentam, “uma grande parte da população perdeu mesmo alguns dos seus ativos, aumentando a sua privação, o que impulsiona o aumento da intensidade da pobreza”.
O relatório refere que o início da crise da pandemia de covid-19 e o seu potencial impacto apresenta-se como mais um desafio para “um dos países mais pobres” do mundo.
Há um novo surto de covid-19 na China e desta vez na capital: Pequim diagnosticou 79 casos nos últimos quatro dias. O foco terá tido origem, de novo, num mercado, e bastante maior que o de Wuhan.
De acordo com o jornal britânico Daily Express, o Chelsea terá colocado de parte a possibilidade de avançar, no próximo mercado, para a contratação do internacional mexicano Jesús Corona, uma das figuras da temporada no FC Porto (quatro golos e 17 assistências em todas as competições).
Apesar de a cláusula de rescisão de Tecatito se cifrar agora nos 30 milhões de euros, Marina Granovskaia, responsável pelas contratações dos londrinos, terá preferido fazer (mais um) grande investimento no alemão Timo Werner, do RB Leipzig, que custará 60 milhões de euros. A somar isto há ainda o facto de o Chelsea já ter assegurado o marroquino Hakim Ziyech, que joga na mesma posição de Corona e custou 40 milhões, pagos ao Ajax.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, retirou a coligação árabe em guerra no Iémen do seu relatório anual sobre as violações dos direitos das crianças, o que provocou críticas de várias organizações não-governamentais (ONG).
“No Iémen, a coligação (liderada pela Arábia Saudita) vai ser retirada” do anexo ao relatório, divulgado na segunda-feira, que lista os Estados e grupos que violam os direitos das crianças, designadamente com mortes e mutilações.
Segundo o documento, tal fica a dever-se a “uma diminuição importante e sustentada (daqueles crimes) durante os ataques aéreos e à assinatura de um acordo-quadro em março de 2019″.
A coligação árabe está a operar no Iémen desde 2015, para apoiar o governo contra milícias Houthis, apoiadas pelo Irão.
A ONG Human Rights Watch (HRW), em comunicado, denunciou “um nível novo de vergonha” com a decisão de retirar da lista a coligação liderada pelos sauditas.
Esta decisão ignora “as próprias provas da ONU sobre a continuação das violações graves contra as crianças” no Iémen, realçou a dirigente da HRW Jo Becker.
“O secretário-geral da ONU expõe as crianças a novos ataques e prejudica seriamente um mecanismo importante de responsabilização“, considerou, por seu lado, outra ONG, a Watchlist on Children and Armed Conflict.
Esta entidade acusou mesmo a coligação árabe de responsabilidade na morte ou mutilação de 222 crianças no Iémen em 2019.
Em conferência de imprensa, a enviada de Guterres para as crianças e os conflitos armados, Virginia Gamba, assegurou que a ONU não tinha sofrido “qualquer pressão” da Arábia Saudita e que o relatório se baseava em “números”.
Em 2019, a ONU registou 25 mil violações graves de direitos das crianças em situações de conflito, número similar ao do ano anterior.
Na sua revista de conflitos em todo o mundo, a ONU apontou, no documento, que “10.173 crianças foram mortas (4.019) ou mutiladas (6.154)”, em 2019, apenas com referência a casos que a ONU pode confirmar.
“O Iémen, o Mali, a República Centro-Africana, Israel e o Estado da Palestina, bem como a Síria, conhecem as situações mais preocupantes”, apontou-se no documento.
O Ministério da Saúde garante que foram activadas várias medidas para conter a propagação da transmissão comunitária da Covid-19 na província de Nampula.
De entre as medidas, constam a activação do mecanismo multissectorial de gestão da epidemia em Nampula, no contexto da transmissão comunitária, que teve a sua primeira reunião na semana passada.
O director nacional–adjunto do Instituto Nacional de Saúde, Eduardo Samo Gudo, que revelou a informação, disse que a segunda componente foi o reforço à província, por uma equipa nacional.
Samo Gudo disse que o inquérito sero-epidemiológico a ser lançado na próxima quarta-feira na cidade de Nampula, como a primeira amostra no país, vai ajudar as autoridades de saúde a decidir sobre várias medidas a tomar, face a Covid-19.
O Hospital Central de Maputo recebeu na manhã, desta segunda-feira 15, material de protecção individual, contra a COVID-19. Os materiais oferecidos pela ZAP, vão para os departamentos de Ginecologia e Obstetrícia e de Oncologia.
Apesar de ainda não estar comprovada a contaminação da COVID-19 de mãe para filho, durante o parto, os profissionais de saúde continuam a reforçar as medidas de prevenção.
E para fazer face a contenção da propagação da pandemia, a ZAP ofereceu kits de protecção que vão beneficiar os departamentos de Ginecologia e Obstetrícia e de Oncologia do Hospital Central de Maputo.
Para o director do HCM, Mouzinho Saíde, o equipamento vai responder às necessidades do hospital.
Fazem parte do kit de protecção, 2500 mascaras cirúrgicas, 2000 luvas, 10 caixas de sabão, 60 litros de Lixivia e 250 litros de álcool Gel.
Pelo menos 20 soldados das Forças Armadas do Mali (Fama) morreram no domingo numa emboscada alegadamente montada por um grupo terrorista em Diabaly, no centro do país, e perto da fronteira com a Mauritânia.
Há também um número indeterminado de soldados desaparecidos após o ataque, disseram fontes de segurança na região à agência Efe, embora as Fama ainda não tenham dado a sua versão dos acontecimentos.
As fontes explicaram que o comboio estava em Niono, um importante cruzamento rodoviário, a caminho de Gomakoro, quando pisaram uma mina colocada pelos atacantes no seu caminho, no início da tarde de domingo.
Após a explosão, os atacantes dispararam contra os militares com armas pesadas e ligeiras e, embora os soldados os tenham confrontado no início, acabaram por se retirar e abandonar parte do seu equipamento, que foi capturado pelos atacantes.
Durante a noite passada e a manhã de hoje, as Fama enviaram helicópteros e soldados de reforço para tratar os feridos e para caçar os terroristas, que presumivelmente atravessaram para a Mauritânia, onde supostamente terão as suas bases.
Não existem dados disponíveis sobre as perdas sofridas pelos agressores, uma vez que não foram deixados corpos, como é habitual nestes ataques terroristas, em que os agressores fogem com o que saquearam, os seus feridos e os seus mortos.
Em Nampula, comerciantes falsificam a data de validade de produtos de primeira necessidade.
A prova disso é que alguns desses produtos foram apreendidos pela Inspecção Nacional das Actividades económicas (INAE), com datas de validade falsas ou fora do prazo, entre outras irregularidades.
Isso levou o Governador de Nampula, Manuel Rodrigues, a desafiar a INAE para intensificar a monitoria e a fiscalização dos estabelecimentos comerciais para a observância da legislação vigente, no país.
O delegado da INAE, em Nampula, Hélio Rareque, partilhou as infracções, em diálogo, com o Governador de Nampula.
“ (HR) Eles colocam um novo prazo de validade para enganar, enquanto esse produtos já estava expirado, um prática que é recorrente aqui na cidade de Nampula –(MR) Isto é arrepiante, porque significa que a nossa população está em risco de saúde, se tivermos em conta que esses produtos na verdade são os mais consumidos pela nossa população”, disseram.
O Governador de Nampula apelou ao INAE no sentido de continuar a privilegiar as acções de monitoria e fiscalização dos estabelecimentos comerciais para a observância da legislação vigente no país.
O corpo do pescador desaparecido na sequência do naufrágio da sua embarcação, ocorrido no passado sábado, foi encontrado na tarde de ontem, nas águas...
O Hospital Central de Nampula (HCN) anunciou a realização de uma cirurgia bem-sucedida que resultou na remoção de uma gigantesca massa abdominal de 20...