A subida dos níveis de água no rio Umbelúzi, devido a chuva que continua a cair na região sul do país interrompeu a circulação de pessoas e viaturas nos drifts de Boane e Mazambanine, no distrito de Boane, província de Maputo.
A interrupção surge nas últimas 48 horas devido ao registo de chuvas intensas em toda a bacia do Umbelúzi com um acumulado de chuvas que superaram mais de 100 milimetros em todas as estações hidrométricas do rio.
A água da chuva galgou os drifts de Boane e de Mazambane, o último que dá acesso a Estação de Tratamento de Água, o que impossibilita a travessia nos dois pontos, indica um comunicado de imprensa emitido na tarde de ontem (14) pela Administração Regional de Águas do Sul, (ARA Sul).
A nota acrescenta que a ligação rodoviária entre Boane com Bela-Vista, Goba ou Changalane, apenas pode ser feita através da via Mafuiane/Pequenos Libombos e apela à população a evitar atravessar os drifts de Boane e Mazambane, com o risco de veículos e transeuntes serem arrastados pela forte corrente da água.
A ARA-Sul continua a monitorar a situação e apela também ao acompanhamento das informações difundidas pelas autoridades competentes sobre o evoluir da situação.
Porta-voz adjunto da Administração Biden demite-se depois de ter ameaçado “destruir” uma jornalista e de a rebaixar com comentários misóginos. Mas a reacção só aconteceu depois de o caso ter chegado ao conhecimento público.
Menos de um mês depois da tomada de posse de Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos, a Casa Branca viu-se forçada a afastar um dos seus responsáveis pela comunicação com os jornalistas. O porta-voz adjunto, Tyler Joseph Ducklo, anunciou a sua demissão na noite de sábado (13), após um caso de intimidação e de assédio que ameaçava pôr em causa as promessas de maior transparência e autoridade moral da Administração Biden em relação à Administração Trump.
“Stone cold lover” é uma composição conjunta, feita à distância. Em Moçambique, D’Manyissa, e nos Estados Unidos, Michael Mayo. A música tem dois minutos e cinquenta e três segundos de duração. Trata de amor e varia entre o Pop e o R&B.
Além de compor o tema, o artista moçambicano criou a melodia da música, tendo, por isso, ajudado na menção honrosa conquistada no SongDoor Songwriting Competition, nos Estados Unidos de América, na categoria Pop.
Para D’Manyissa, “Stone cold lover” foi uma música escrita rapidamente. 24 horas foram suficientes para compor e criar a melodia. E sobre a menção honrosa? “Esta distinção significa que estou no caminho certo, porque o meu trabalho está a ser reconhecido no estrangeiro. Os membros do júri que escolheram a nossa música são pessoas experientes: músicos, professores de composição, arranjistas, e etc. É um privilégio porque foram milhares de concorrentes. Isto significa que temos qualidade”, afirmou D’Manyissa.
“Stone cold lover” marca a primeira colaboração entre Michael Mayo e D’Manyissa. Entretanto, o compositor moçambicano já colaborou com outro artista norte-americano: Caleb Alen, na música “Let there be peace”, há mais ou menos dois anos. A música foi menção honrosa no mesmo concurso norte-americano, em 2020. Ao nível internacional, D’Manyissa destaca ainda a parceria com a autora brasileira Bárbara Silva, formada no Berklee College of Music dos EUA, com a música “Conta comigo”.
Num outro concurso musical, UK Songwriting competition, na Inglaterra, “Stone cold lover” foi semi-finalista em duas categorias: R&B e Pop.
O Reino Unido já vacinou 15 milhões de pessoas, atingindo o objetivo traçado pelo Governo de dar pelo menos uma dose de vacina anti-covid-19 às pessoas mais vulneráveis, anunciou no domingo (14) o responsável do programa de vacinação britânico.
“15,000,000! Equipa espantosa. Não descansaremos até que ofereçamos a vacina a toda a fase 1 às categorias 1-9 dos mais vulneráveis e a todos os com mais de 50 anos até ao final de abril e depois a todos os adultos”, escreveu na rede social Twitter o secretário de Estado da Saúde responsável pela pasta das Vacinas, Nadhim Zahawi.
Quase um quarto da população (22%) do Reino Unido já recebeu pelo menos uma ou as duas doses da vacina, número que “inclui a maioria das pessoas dos quatro grupos prioritários [indicados] pelo Governo, incluindo todos os maiores de 75 anos, trabalhadores da linha da frente da saúde e pessoal dos lares de idosos”.
O número de vacinados está a fazer aumentar a pressão sobre o Governo de Boris Johnson para que esclareça quando vão ser aliviadas as medidas do confinamento em vigor desde o início de janeiro, o terceiro que Inglaterra enfrenta.
Num dos países europeus com mais infetados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, já começou a discussão entre aqueles que querem que as medidas sejam levantadas o mais rapidamente possível e aqueles que receiam que desconfinar demasiado depressa leve a um novo aumento de casos positivos.
O primeiro-ministro britânico planeia revelar o seu “plano de flexibilização das restrições” a 22 de fevereiro, tendo em conta que as taxas de infeção, hospitalizações e mortes caíram “drasticamente” desde o início do terceiro confinamento nacional da Inglaterra.
Desde o início da pandemia, no início de 2020, o Reino Unido registou 116.908 mortes e quatro milhões de casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.394.541 mortos no mundo, resultantes de mais de 108,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Pelo menos duas crianças morrem a cada mês devido ao cancro infantil e outras 10 são diagnosticadas com a doença no Hospital Central de Maputo (HCM).
Hoje, Moçambique e o mundo deverão parar para assinalar o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, sob o lema “Eu sou e eu vou”, assim como o Dia Internacional da Criança com Cancro.
Só a palavra cancro mete medo. Já a doença, é terrível. O cancro infantil é pavoroso por atingir até as pessoas mais frágeis.
É pouco falado, o cancro infantil tem cura, mas se for diagnosticado tarde pode ser fatal.
Hermínia Muianga e a sua filha de sete anos de idade travam uma batalha contra a doença no HCM.
Uma apoiada à outra, há um ano que subir as escadas do Serviço de Pediatria do maior hospital do país, rumo ao segundo andar, onde se localiza o Serviço de Hemato- Oncologia, virou rotina para mãe e filha.
“A minha filha tem linfoma, um cancro maligno”, desabafa Hermínia Muianga, que conta que o cancro começou a molestar a menina em 2018, na cidade de Chimoio, província de Manica. A criança não sentia nenhuma dor, mas alguma coisa chamava atenção e preocupava os pais: um inchaço no pescoço.
“Estamos nessa rotina do hospital há quase três anos”, narrou a mulher, acrescentando que a filha foi diagnosticada com tuberculose. Fez o tratamento, mas “não tinha tuberculose e o inchaço não desapareceu. Fomos à Beira. Lá desconfiaram que fosse um linfoma e mandaram-nos” para o HCM.
Segundo a mãe da menina, esta “fez os exames e a biopsia”, tendo se descoberto que se tratava de cancro.
Os apelos do Governo e das entidades de saúde parecem incapazes de travar os aglomerados populacionais na cidade de Nampula. No mercado grossista Waresta a COVID-19 deixou de ser preocupação e quase todos que se fazem ao local abandonaram o uso da máscara, em pleno estado crítico de propagação do vírus.
Desolador cenário que se vive no maior mercado grossista da cidade de Nampula. Waresta – um local que junta comércio formal e informal, imundice e aglomerado populacional que cria ambiente fértil para a propagação do coronavírus.
Na manhã e tarde de domingo (14), houve um movimento fora do comum, onde o número de pessoas que usavam a máscara de protecção facial contava-se aos dedos do palmo. A luta contra a propagação do novo coronavírus foi abandonada por quase todos: vendedores e utentes do mercado. Pior porque as autoridades da Polícia Municipal, assim como da Polícia da República estão ausentes, dando espaço para uma vida de salve-se quem quiser.
“Eu também não usei, mas tenho máscara, está aqui no meu bolso. Andamos prevenidos, só que acabei tirando porque estou constipado”, justificou-se Gildo Jeremias, vendedor naquele mercado.
Apesar de terem informação sobre a necessidade de protecção contra a pandemia da COVID-19, alguns entrevistados revelam verdadeiro desleixo ou no mínimo uma atitude teatral. Samito Salgimão é um desses. Decidiu comprar a máscara quando interpelado pela nossa equipa de reportagem. “É hábito ficar sem a máscara”, justificou-se.
Milhares de haitianos manifestaram-se no domingo (15) nas ruas de Porto Príncipe para exigir a renúncia do Presidente, Jovenel Moise, uma semana após eclodir uma crise institucional entre o Governo, oposição e juízes.
Vários grupos de manifestantes, oriundos de diferentes partes da capital do Haiti, juntaram-se no Aeroporto Carrefour, local que nos últimos anos se tornou num dos principais centros de mobilizações antigovernamentais, avança a agência de notícias Efe.
No local, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Jovenel Moise, iniciando uma marcha entre pneus em chamas, enquanto a as autoridades policiais se organizavam em veículos blindados em vários pontos do percurso.
Os manifestantes tencionam deslocar-se aos escritórios das Nações Unidas na capital haitiana, onde pretendem entregar um documento para solicitar à comunidade internacional que retire o apoio a Moise.
A oposição considera que o mandato de Moise terminou no passado dia 07, mas o Presidente afirma que ainda falta um ano de mandato.
No dia 07 de fevereiro, Moise denunciou que a oposição estava a preparar um golpe e anunciou que as autoridades tinham detido 20 pessoas, incluindo um juiz do Tribunal de Cassação, o órgão judicial mais alto do país.
Na segunda-feira, dia 08, a oposição nomeou outro magistrado do Tribunal de Cassação, Joseph Mécène Jean Louis, como “presidente interino”, que aceitou a designação através de um vídeo gravado e que foi divulgado no mesmo dia.
As tensões entre o Governo e a oposição mergulharam o Haiti numa grave crise institucional entre o poder executivo e o poder judicial.
O Presidente do Haiti reformou três juízes acusados de participação no suposto golpe e nomeou três suplentes, uma decisão que aparentemente viola a Constituição e foi criticada pelos Estados Unidos da América (EUA) e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Moises governa por decreto há um ano, pois em janeiro de 2020 considerou o Parlamento “dissolvido” por não se terem realizado as eleições legislativas no outono de 2019. As eleições foram adiadas devido aos constantes protestos antigovernamentais que paralisaram o país nessa altura.
Os opositores chamam Moise de “ditador”, mas o Presidente garante que no dia 07 de fevereiro de 2022 deixará o poder e o entregará ao vencedor das eleições convocadas para setembro próximo.
Desde o último domingo, tem havido protestos diários em Porto Príncipe, embora com um fluxo muito menor de manifestantes do que hoje.
A 14 de Fevereiro de 1971 o casal Pedro e Adélia celebrava o matrimónio em Nampula. Cinquenta anos depois, os dois partilham a sua história de namoro; contam o segredo para a durabilidade do amor e deixam dicas para os mais novos.
Uma verdadeira companheira com quem o senhor Pedro jurou viver e amar para sempre. O antigo militar lembra como foram os momentos de namoro com a sua amada. “Tinha que arranjar um tempo, fugir do quartel para vir namorar”.
A namorada, que ficou sua esposa, conta que nessa altura vivia um misto de sentimentos. “Eu não sei se estava apaixonada ou se estava a gostar. A presença dele me incomodava; mas na sua ausência sentia falta”, lembra-se Adélia Navalha.
E assim foi passando o tempo e à moda antiga, o casamento foi preparado sem que ela soubesse, de tal forma que só tomou conhecimento no dia da cerimónia. Surpresa e um pingo de desagrado, é assim como dona Adélia descreve aquele momento do dia 14 de Fevereiro de 1971.
“Eles acertaram tudo e tive surpresa quando o dia chegou. Fiquei incomodada. Talvez fosse medo”.
Angola vai apoiar Moçambique na luta contra a covid-19, com o envio de um tanque de oxigénio para doentes internados com necessidade de apoio respiratório, anunciou no domingo (14) a Presidência da República moçambicana.
“Um tanque de oxigénio parte na segunda-feira num cargueiro militar, com destino a Moçambique”, lê-se em comunicado.
A informação foi prestada por João Lourenço, Presidente de Angola, numa conversa telefónica mantida hoje com Filipe Nyusi, chefe de Estado de Moçambique, no âmbito dos contactos regulares entre ambos.
Durante a conversa, ambos “trocaram informações sobre a evolução da covid-19 nos dois países, assim como na região, e o seu impacto nas respetivas economias”.
Os governantes trocaram igualmente informações sobre a situação de segurança e Nyusi atualizou João Lourenço sobre “as ações de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado”.
Os dois presidentes comprometeram-se “a manter consultas com regularidade e a fortificar a cooperação”.
Moçambique registou mais casos, mortes e internamentos em janeiro do que em todo o ano de 2020.
Atualmente tem um total acumulado de 535 mortes e 50.265 casos, dos quais 63% recuperados, e 294 internados.
Já em Cabo Delgado, norte do país, a violência armada dura há três anos, naquela que é a província onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural.
A situação está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
Em meio a pandemia da COVID-19, a Guiné Conacri declarou ontem (14) um novo surto de Ébola, após confirmação de três mortes pela doença e registo de quatro pessoas doentes no sudeste do país.
“Tivemos um total de sete casos, com três mortes. Entre os sete, há quatro homens e três mulheres. Três estão isolados em Conacri e dois em Nzérékoré”, revelou Sakoba Keita, chefe da agência sanitária do país.
Segundo o Ministério da Saúde daquele país, os sete pacientes apresentaram diarreia, vômitos e sangramentos depois de participarem de um enterro na subprefeitura de Goueke. Os que sobreviveram foram isolados em centros de tratamento.
Sakoba Keita explica que as autoridades de Saúde guineenses têm estado reunidas para avaliar a situação.
Keita conta ainda como foram detetados os primeiros casos: “Uma enfermeira adoeceu, faleceu e foi sepultada em Gouéké, no dia 1 de Fevereiro. Algumas das pessoas que participaram no funeral começaram, dias mais tarde, a manifestar sintomas como diarreia, vómitos, sangramentos e febre. A confirmação das análises chegou no dia 12 de Fevereiro”.
Segundo a Euronews, a Guiné Conacri tem sido dos países africanos mais afectados pelas sucessivas epidemias da febre hemorrágica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai enviar rapidamente para a Guiné meios de combate ao vírus, particularmente vacinas.
Dez anos depois do início da revolução que derrubou Muammar Kadhafi, a Líbia ainda não conseguiu sair do caos e os líbios, exaustos, continuam privados dos imensos recursos energéticos do país.
O movimento de revolta conhecido como Primavera Árabe tinha partido da vizinha Tunísia, em Janeiro, e inflamou a região do Norte de África e do Médio Oriente.
“Em várias cidades”, as pessoas “saíam espontaneamente” para as ruas, por “solidariedade”, contou à agência France-Presse um cidadão líbio, adiantando que “no início da revolta não se tratava de derrubar o regime (…), apenas de ter um pouco mais de liberdade, de justiça e de esperança”.
O entrevistado considera que a revolução “era necessária” e diz que ainda acredita nela, “embora 10 anos depois o país esteja ainda mergulhado na guerra, na violência e na confusão”.
Após anos de impasse no país dividido em dois campos, foram conseguidos progressos políticos “tangíveis” nos últimos meses, segundo o secretário-geral da ONU.
Acordou-se um cessar-fogo, registou-se uma recuperação na produção de petróleo e foi designado um primeiro-ministro interino, Abdel Hamid Dbeibah, para assegurar a transição até às eleições marcadas para dezembro.
Mas os desafios são colossais depois de 42 anos de ditadura e de uma década de violência, que se seguiu à intervenção internacional com cobertura da NATO desencadeada em Março de 2011 e concluída em Outubro do mesmo ano com a morte do “Guia” Kadhafi, perseguido até ao seu feudo de Sirte.
A Líbia continua minada pelas lutas de poder, a forçadas milícias, a presença dos mercenários estrangeiros, assim como a corrupção. As infra-estruturas foram arrasadas e os serviços falham.
Na anarquia, o país tornou-se a placa giratória do tráfico de pessoas no continente. Dezenas de milhares de migrantes vindos da África subsaariana em busca do “El Dorado” europeu são vítimas dos traficantes, muitos morrem a tentar atravessar o Mediterrâneo.
Por outro lado, existem dezenas de milhares de deslocados e numerosos exilados que regressaram em 2011 para participar na construção democrática do país voltaram a partir.
“Dez anos depois da revolução, a Líbia é um Estado ainda mais desfigurado do que era com Kadhafi”, considera Emadeddin Badi, especialista da Iniciativa Global, sediada em Genebra.
“A situação é catastrófica para a população devido aos repetidos conflitos e às divisões”, lamenta Mazen Kheirallah, 43 anos, funcionário da Companhia Nacional de Electricidade em Zawiya (oeste de Tripoli).
O país com as maiores reservas de petróleo de África tem a economia em “depressão” depois de uma década de conflito. Em Dezembro a produção atingiu os 1,2 milhões de barris/dia, quando há 10 anos era de 1,5 a 1,6 milhões de barris diariamente.
Com o dia-a-dia pontuado pela escassez de liquidez e gasolina, cortes de energia e inflação, os líbios “vão ficando cada vez mais pobres”, sublinha Emadeddin Badi.
“Com o aumento contínuo dos preços já não podemos viver dignamente”, refere Mazen Kheirallah, adiantando que a situação ainda se agravou com a pandemia de covid-19.
E alguns analistas não estão optimistas quanto ao futuro.
“A situação estabilizou-se à superfície, mas o ímpeto diplomático é mais um subproduto de uma reticência momentânea em continuar a guerra do que um desejo real de chegar a uma solução”, considera Bari.
“Se olharmos para o número de líbios mortos diariamente, caiu muito. Mas no plano político (…) superámos as dificuldades? De modo nenhum”, afirma o investigador Jalel Harchaoui, assinalando que “a população está muito infeliz” e que “as elites são indiferentes ao (seu) sofrimento”.
As autoridades sul-africanas reabrem, esta segunda-feira, as fronteiras terrestres para viagens comuns, após um mês de encerramento para conter uma segunda vaga da pandemia do novo coronavírus no país.
A medida do encerramento dos 20 postos fronteiriços, incluindo Lebombo, Beitbridge, Maseru e Bridge, foi tomada numa altura em que havia muita pressão para entradas e saídas neste país, caracterizada por filas longas.
O porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Celestino Matsinhe, disse que a condição primária para a travessia nas fronteiras continua a ser apresentação do teste negativo à Covid-19, com o mínimo de 72 horas, e documentos de viagem necessários.
Apelou aos cidadãos para que se fizessem aos postos fronteiriços com os testes, de modo a evitar a sua realização no local, que pode originar longas filas e consequentemente o incumprimento das medidas de prevenção da doença.
O porta-voz do SENAMI revelou que houve reforço dos profissionais de saúde para orientar o cumprimento do protocolo sanitário. “Os testes rápidos continuam a ser feitos nos postos fronteiriços do país para qualquer pessoa que viaja”, garantiu.
Ainda no quadro da reabertura, o ministro do Interior da África do Sul, Aaron Motsoaledi, vai visitar o posto de Lebombo, o lado sul-africano da fronteira de Ressano Garcia, para averiguar o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, numa altura em que o país regista uma redução de infecções.
Para garantir um melhor controlo, as autoridades sul-africanas adoptaram uma série de medidas, entre as quais o colocação nos protocolos fronteiriços de profissionais de saúde adicionais, sistemas de bilheteira para testes da Covid-19 e limites de fila para se evitar congestionamentos similares aos que foram experimentados em Dezembro e Janeiro últimos.
O ministro reiterou a exigência de teste negativo à Covid-19 para todos que queiram entrar na África do Sul.
Recentemente, Motsoaledi avisou que pessoas que fossem encontradas com testes falsos do novo coronavírus seriam impedidas de entrar na África do Sul por um período de cinco anos.
A directora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) admitiu, na sexta-feira (12), que a Covid-19 poderá ficar connosco para sempre, tendo em conta como se adaptou tão bem aos humanos.
O mundo deve estar preparado para que o novo coronavírus continue a circular a longo prazo apesar da vacinação, disse Andrea Ammon.
“Devemos estar preparados para que vá continuar connosco”, sublinhou numa entrevista à AFP, acrescentando que “parece mais provável que permaneça”, pois “parece muito bem adaptado a humanos”.
“Não seria o primeiro vírus que fica entre nós para sempre, não é uma característica fora do comum num vírus”, referiu.
Segundo Andrea Ammon, apesar de as vacinas reduzirem em grande medida o risco de contrair a doença causada pelo novo coronavírus, os cientistas ainda não estabeleceram com certeza se as vacinas também reduzem a sua transmissão. Tendo ainda como preocupação que não sejam tão eficazes contra algumas estirpes, especialmente a sul-africana e a brasileira.
“A questão é perceber o que é que as mudanças do vírus significam para a eficácia da vacina” disse a directora do ECDC, dando como exemplo a gripe sazonal, cujas vacinas são adaptadas anualmente.” Pode acontecer que [o Sars-CoV-2] siga o mesmo caminho ou que a determinado momento estabilize e possamos usar a uma vacina por mais tempo”, ponderou.
Perante a actual realidade, Ammon apelou aos países da União Europeia para que mantenham as medidas restritivas, apesar da diminuição no número de casos de infecção verificada na Europa.
A pandemia do coronavírus já causou quase 108 milhões de infectados e mais de 2.3 mortos no mundo desde que a doença foi identificada na China em Dezembro de 2019.
Cerca de seiscentos e oitenta mil trabalhadores poderão perder emprego até Março próximo no Malawi, em consequência da pandemia da covid-19 que afectou duramente a economia do país.
Este número representa um aumento em cerca de cem por cento, pois, só no primeiro semestre do ano passado, duzentos e setenta e três mil trabalhadores, perderam os seus postos de emprego, no país.
A situação é agravada pelo aumento do salário mínimo imposto pelo governo, a partir de 1 de Janeiro deste ano.
O salário mínimo em vigor no Malawi, é correspondente a cinco mil meticais contra os 3.500 meticais.
Segundo o director executivo da Associação Consultiva de Empregadores do Malawi, George Khaki, a redução da mão-de-obra é notória na indústria e turismo, sectores que mais se ressentem dos efeitos da pandemia.
Khaki explicou que pelo facto da nova variante do vírus ser mais contagiosa e letal, muitas empresas operam abaixo da sua capacidade, o que se reflecte na economia do país.
Por sua vez, o secretário-geral do Congresso de Sindicatos do Malawi, Dennis Kalekeni, admite que a redução da força de trabalho é inevitável neste momento da pandemia, acrescentando haver necessidade de adoptar se políticas exequíveis de protecção social para os trabalhadores.
O Banco de Reserva do Malawi introduziu através da banca comercial, moratórias no pagamento de juros aos seus clientes, uma medida de protecção que visa evitar o colapso.
Os efeitos da pandemia se fazem sentir até no sector da agricultura, onde dez mil produtores de algodão abandonaram a prática desta cultura devido a falta de financiamento.
Cerca de 98% do algodão do país é exportado para mercados internacionais, sobretudo a China e devido a Covid-19, os fomentadores desta cultura de rendimento viram-se forçados a abandonar o negócio.
O presidente da Associação de Agricultores de Algodão no Malawi, Dickson Gundani, descreveu a situação de preocupante, porquanto concorre para o aumento da pobreza no país.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, manteve, no domingo (14), uma interacção telefónica com o seu homólogo de Angola, João Lourenço, no quadro das consultas bilaterais.
Na conversa, os dois Chefes de Estado trocaram informações sobre a evolução da Covid-19 nos dois países, assim como na região, e o seu impacto nas respectivas economias.
O Estadista Moçambicano agradeceu ao seu homólogo angolano pelo apoio no combate a Covid-19, através da disponibilização de um tanque de oxigénio que parte, esta segunda-feira num cargueiro militar, com destino a Moçambique.
Os governantes trocaram igualmente informações sobre a situação da segurança prevalecente nos dois países, tendo o Presidente Nyusi actualizado ao estadista João Lourenço sobre a situação de segurança em Moçambique, com enfoque para as acções de combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
Os governantes comprometeram-se em continuar a manter consultas com regularidade e a fortificar a cooperação entre os dois países.
O membro sénior do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, confirma a transferência do edil da Beira e presidente desta formação politica, Daviz Simango, para um hospital em Johannesburg, na África do Sul.
Segundo Lutero Simango, o Edil da Beira foi transferido na noite de sábado (13), depois de ter estado internado numa clinica naquela urbe com complicações de saúde associadas à Covid-19.
Lutero Simango referiu que actualmente o quadro clínico do Edil da Beira é estável.
“Ao longo da semana passada ele estava adoentado, portanto associado com esta pandemia que está a arrasar a nós todos. Sentia-se mal e na sexta-feira esteve de baixa numa clínica da cidade da Beira. Por uma questão de precaução e prevenção decidiu-se mesmo ontem à noite, a sua transferência para a África do sul. Devo informar a todos os moçambicanos, em geral, que o seu quadro clínico está estável. Vamos aguardar os próximos dias ”, disse.
Falando à Rádio Moçambique, Lutero Simango agradeceu a rápida intervenção dos médicos da cidade da Beira no apoio à Daviz Simango.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, dirige esta segunda-feira no seu gabinete de trabalho, a Reunião do Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens.
No encontro, serão analisadas várias matérias com destaque para a apreciação do Plano de Acção de Implementação da Política da Juventude 2021, instrumento a ser submetido ao Conselho de Ministros para a apreciação e aprovação.
O Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens é um órgão de monitoria e avaliação de políticas de desenvolvimento destas camadas sociais.
Mais 10 óbitos e 814 novos casos positivos da Covid-19 foram notificados, num dia em que 193 indivíduos recuperaram da doença.
Com estes dados, o cumulativo de infectados passa para 50.265, dos quais 31.699 recuperados e 535 óbitos.
De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde (MISAU) recebido no domingo (14) na nossa redacção, o sector registou mais 31 internamentos pela Covid-19 e 34 altas hospitalares.
A Google não terá ficado satisfeita com a atuação da Microsoft a propósito do conflito com a Austrália, rejeitando a hipótese de que tenha entrado em contacto com o primeiro-ministro Scott Morrison para não correr o risco de perder posição no país.
“A posição da Microsoft sobre a lei proposta na Austrália não surpreende – claro que estão ansiosos por impôr uma imposição impraticável num rival e aumentar a sua quota de mercado. Mas, na sua ânsia, a Microsoft faz várias declarações que foram completamente e independentemente desmascaradas”, afirma numa publicação de blogue o responsável legal da Microsoft.
De recordar que a Google não ficou satisfeita com a lei proposta da Austrália, a qual pretende obrigar a empresa a pagar a publicações de media por exibir ‘previews’ de notícias nas suas plataformas.
Cristiano Ronaldo, internacional português da, continua a marcar uma era e esta semana, tornou-se no primeiro a chegar aos 500 milhões de seguidores através das redes sociais.
Desmultiplicando a presença do português pelas diferentes plataformas, o luso assume-se cada vez mais como um ‘produto’ capaz de render nos relvados e fora deles também.
No Instagram, onde tem 261 milhões de seguidores, ele é uma das pessoas mais seguidas do mundo. No Facebook, a sua página tem quase 125 milhões de gostos e cerca de 147 milhões de seguidores, enquanto no Twitter , há 91 milhões de pessoas a segui-lo. Mesmo no YouTube, com um canal que está inativo há quatro anos, ele ultrapassa um milhão”.
Neste sentido, e cientes da importância da marca criada pelo português, a Juventus estará disposta a oferecer ao avançado uma extensão do seu vínculo por mais 12 meses.
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