O Governo espera produzir 480 mil toneladas de pescado na campanha de 2021. A produção poderá acontecer em meio a adversidades impostas pela COVID-19 e pelos desastres naturais, mas o executivo criou facilidades, como o pagamento de licença de pesca em prestações.
É em meio a dificuldades que marcaram a campanha de pesca do ano passado, que foi lançada a época 2021 e os pescadores não se fizeram de distraídos e apontaram os obstáculos que minaram o sector em 2020.
“Nós, os armadores industriais, não temos a certeza do sucesso da veda porque existiu camarão no mercado local. Durante este período, alguns barcos artesanais fizeram-se ao mar com o pretexto de apanhar peixe, mas, de acordo com as informações que temos, traziam camarão”, denunciou Rodrigues Xavier, representante dos pescadores semi-industriais.
Queixas qua não pararam por aí. Os pescadores industriais, também, acrescentaram a COVID-19 e os desastres naturais. “Em 2019, foram os ciclones Idai e Kenneth que danificaram as infra-estruturas pesqueiras e entidades produtivas, afectando negativamente as metas, inicialmente, previstas e obrigando as empresas a concentrar os seus recursos na reconstrução com o intuito de repor a sua capacidade produtiva” indicou Felisberto Manuel, em nome dos pescadores industriais.
Já em 2020, segundo o representante dos industriais, chegou a COVID-19 que afectou “de forma severa” o mundo todo e Moçambique não foi excepção, cujos efeitos os pescadores sentem.
“Ainda hoje, 2021, estamos a ser confrontados com a necessidade de tomarmos medidas internas nas empresas para minimizar os impactos negativos derivados desse fenómeno, corroendo a saúde financeira e económica das empresas”, disse o representante dos pescadores industriais.
A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas ouviu e reconheceu a existência das adversidades levantadas pelos pescadores e revelou que o Executivo criou facilidades para aliviar o sector como é o caso do pagamento das licenças de pesca em prestações.
“Queremos ressalvar este aspecto porque o princípio geral da legislação mantem-se. A taxa é paga numa única prestação, mas em situações como estas e porque o difícil cenário pelo qual os pescadores estão a passar, entendemos nós que este ano, vamos proceder e aceitar que aquelas entidades que não tenham efectuado o pagamento o façam nessa modalidade”, explicou Augusta Maíta, ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas.
São essas facilidades que Augusta Maíta acredita que vão ditar o sucesso da campanha de pesca 2021, lançada esta quarta-feira, na qual se espera produzir 480 mil toneladas de pescado diverso.
“As nossas perspectivas para a presente época pesqueira são animadoras apesar dos desafios que já mencionámos. Continuamos optimistas de que vamos fazer um esforço conjunto para que a meta estabelecida seja alcançada”, avançou Augusta Maíta, num tom de determinação.
Para alcançar este objectivo, a governante A governante conta com o papel preponderante da pesca artesanal que “esperamos que esteja, devidamente, estruturado e que possa, efectivamente, agir dentro daquilo que são os limites da lei para que não se ponha em causa a sustentabilidade dos recursos”.
O lançamento da campanha que decorreu sob o lema: Por uma pesca responsável, preservando os ecossistemas marinhos e costeiros, tendo havido, igualmente, a entrega de licença de pesca a um operador semi-industrial.
O Secretário de Estado do Desporto diz que, sem resultados positivos dos Mambas nas fases de qualificação a provas continentais e mundiais, o que se deve fazer é parar com futebol, reflectir, reestruturar e reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol, para que os resultados possam aparecer no futuro.
O mais recente desaire dos Mambas, na fase de qualificação ao CAN-2021, que culminou com mais uma derrota diante do Cabo Verde, na última terça-feira, mereceu um pronunciamento improvável do Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes.
O dirigente governamental diz que é preciso fazer qualquer coisa com o futebol moçambicano, porque “assim como está, não pode continuar”.
E não pode mesmo. Afinal, é a sexta vez consecutiva que os Mambas falham presença numa fase final do Campeonato Africano das Nações, depois da última participação em Angola, em 2010. Foram falhadas as participações de 2012, no Gabão e Guiné Equatorial, em 2013, na África do Sul, em 2015, na Guiné Equatorial, 2017, no Gabão, 2019, no Egipto, e mais recentemente para o CAN-2021, que terá lugar nos Camarões.
Por isso mesmo, medidas devem ser tomadas para parar com o sofrimento dos moçambicanos, e Gilberto Mendes tem uma proposta. “Há que repensar e reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol, principalmente. A FMF tem que reorganizar toda estrutura”, ou seja, “alguma coisa tem que ser feita”.
O que seria essa coisa? “Temos que ter a coragem de parar e dizer que precisamos de reorganizar o nosso futebol. Precisamos de reestruturar o nosso futebol, de vermos de onde que vamos começar a fazer a mudança e com critérios, para que os resultados possam aparecer”, recomenda Gilberto Mendes, visivelmente frustrado com o resultado dos Mambas em pleno Estádio Nacional do Zimpeto.
Aliás, para o Secretário de Estado do Desporto se for para ir a competição é preciso treinar para se jogar, “se não for para ser assim, se calhar é melhor pedirmos para parar e não competir e deixar passar a vez”.
Deixar passar a vez significa, em outras palavras, suspender a participação dos Mambas em competições internacionais por algum tempo, a reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol e criar uma selecção ganhadora, com jogadores novos e jovens que dão garantias de futuro.
E é preciso deixar passar a vez para que não voltemos a obter os mesmos resultados alcançados nesta campanha, onde, nos últimos quatro jogos, os Mambas sofreram igual número de derrotas, sendo duas diante dos Camarões, em Yaoundé e Maputo, uma diante do Ruanda, em Kigali, e a última na terça-feira, diante do Cabo Verde, em Maputo.
E a paragem do Moçambola é, também, o principal culpado, já que há dois meses não se joga, depois dos jogadores terem parado um ano e três meses sem competição. Quando o campeonato nacional de futebol retomou, disputou-se apenas quatro jornadas e, novamente ficou suspenso, fazendo com que os jogadores que actuam internamente ficassem sem ritmo competitivo para as provas internacionais.
O Secretário de Estado do Desporto reconhece que foram muitos entraves na caminhada dos Mambas nesta fase de qualificação, até porque “não podemos pensar que tendo ficado dois meses parados, a selecção de Cabo Verde, que até venceu Camarões por 3-1, viria para cá para ser pêra doce”. E acrescenta que “faltou ritmo e foi notório o facto do Moçambola estar parado e agora só podemos nos reerguer e começar a preparar o jogo com Costa do Marfim”.
Até porque o embate diante da Costa do Marfim é já a 31 de Maio, para a primeira jornada do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022. O Moçambola, esse, ainda não tem datas para a sua retoma, aguardando a autorização do Presidente da República, Filipe Nyusi.
O líder do PDD, Raúl Domingo, foi ontem (31) nomeado para o cargo membro do Conselho de Estado, preenchendo a vacatura aberta pela morte de Daviz Simango, anunciou a Presidência da República, através de um comunicado de imprensa.
A nomeação consta de um despacho presidencial de Filipe Nyusi, que se enquadra “no âmbito das competências que lhe são conferidas pela alínea h) do número 2 do artigo 163 da Constituição da República, conjugada com a alínea h) do número 2 do artigo 1; número 6 do artigo 7, e número 1 do artigo 9, todos da Lei número 05/2005, de 01 de Dezembro”.
Raúl Domingos junta-se assim a Ossufo Momade, Alberto Joaquim Chipande, Graça Simbine Machel, Eduardo da Silva Nihia, e os antigos Presidentes da República, Armando Guebuza e Joaquim Chissano, que integram o órgão de consulta do Chefe de Estado para questões de interesse nacional.
O Banco Mundial (BM) aprovou, na semana finda, um novo financiamento, no valor de 229 milhões de dólares, visando aumentar os níveis de aprendizagem e a retenção das raparigas no ensino primário e secundário em Moçambique.
De acordo com um comunicado de imprensa do BM, “o projecto será implementado em todo o país, mas com especial atenção nas áreas carenciadas que enfrentam maiores desafios educativos”.
O financiamento está dividido em dois pacotes, nomeadamente, um subsídio da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), no valor de 160 milhões de dólares, e uma subvenção da Parceria Global para a Educação (GPE), que totaliza USD 139 milhões.
O projeto visa responder a “dois grandes estrangulamentos no ciclo educativo”, nomeadamente, os “baixos resultados da aprendizagem durante os três primeiros anos de escolaridade primária e a baixa retenção das raparigas e na transição para os níveis superiores do ensino básico”.
“Alcançar o ensino básico universal para as raparigas é fundamental porque permite que elas amadureçam e se tornem adultas e produtivas no tecido económico do país”, fundamentou Idah Pswarayi-Riddihough, Diretor Nacional do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Comoras, Maurícias, e Seychelles, citada no comunicado.
Por seu turno, Marina Bassi, Economista Senior que chefia a equipa do projecto, explicou que a iniciativa vai investir “no fortalecimento e expansão dos serviços pré-escolares e na melhoria da qualidade da aprendizagem nos primeiros níveis, o que ajudará a desenvolver competências fundamentais para impulsionar a aprendizagem ao longo de todo o ciclo escolar”.
Os objectivos e as metas definidas pelo projecto, serão alcançados, através da “criação de um ambiente escolar seguro e inclusivo para as raparigas, expandindo a oferta de escolas secundárias em todo o país, especialmente em áreas com baixas taxas de matrículas de raparigas, e melhorando as condições da infraestrutura escolar para ajudar a atrair e reter as raparigas”, salientou Lúcia Nhampossa, Especialista em Educação e co-chefe da equipa do projecto.
Na EN4, tornou-se um calvário circular no troço “Novare-Tchumene”, passando pelo cruzamento de Malhampsene, no município da Matola, devido ao congestionamento. Os automobilistas consideram a situação “insuportável” e exigem medidas para garantir a fluidez do trânsito.
Tráfego intenso é a imagem que caracteriza, todos os dias, nas primeiras horas, a Entrada Nacional número quatro (EN4). O troço mais conhecido por “Novare-Tchumene”, passando pelo cruzamento de Malhampsene, é apontado como dos mais críticos e a situação agrava-se pelo facto de a via ter uma faixa de rodagem em cada sentido.
Naquele troço, o tráfego rodoviário flui com dificuldades, camiões com diferentes e pesadas cargas misturam-se com viaturas ligeiras, tornando a marcha lenta e insegura. Assiste-se a transgressões de regras elementares de trânsito.
Quem também conduz camiões passa por aborrecimentos ao enfileirar-se na fraca fluidez de trânsito. João Manhique conta o calvário vivido naquela via. “Quase todo o dia temos engarrafamento, não sei se a solução seria a ponte para que os carros pudessem passar, porque de manhã até as 10horas…todo o dia temos engarrafamento”.
E a existência desta estrada paralela à EN4, ainda que não esteja asfaltada, tem sido o ponto de fuga para muitos automobilistas que não suportam o congestionamento.
A concessionária da Estrada nacional número quatro (TRAC) sabe do problema e garante que até ao próximo ano vão iniciar obras de requalificação deste troço entre “Novare -Tchumene”. A garantia vem da voz de Fenias Mazive, representante da TRAC em Mocambique. “A TRAC e Administração Nacional de Estradas trabalham em conjunto numa solução e essa solução consiste em alargar aquele troço que sai de “Novare até Tchumene” para passar das actuais duas faixas, uma em cada sentido para quatro faixas duas em cada sentido”. Disse Mazive, garantindo que, dentro em breve, o projecto será apresentado publicamente.
Enquanto as obras não arrancam, a polícia é intimada a estar naquele troço para garantir a fluidez do trânsito e ordem rodoviária.
Amândio General, um dos responsáveis da Polícia de Trânsito no Comando Provincial da PRM, em Maputo, explicou que, para reduzir o congestionamento, nas chamadas horas de ponta, a sensibilização dos automobilistas para se fazerem à estrada mais cedo, tem sido a estratégia.
Na hora de ponta, todos procuram vias de acesso a EN4, sobretudo porque no interior dos bairros a chuva inundou e degradou as estradas. O aceno de mão, de quem viaja por aquela rodovia, disfarça o aborrecimento causado pelo congestionamento.
A N´weti – Organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial Qualidade de Dados. Saiba mais.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista Sénior de Procurement. Saiba mais.
O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Juiz do Tribunal Administrativo. Saiba mais.
A Elephant Bet é uma empresa que atua na área de apostas desportivas e lotáricas e neste momento está a recrutar para o seu departamento de Apostas Online e Apoio ao Cliente, um (1) Gestor Site de Apostas e Back Office Digital. Saiba mais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na quarta-feira (31) regras mais duras de confinamento para conter a pandemia da Covid-19. As medidas entram em vigor no sábado e devem durar três semanas.
Adotadas inicialmente em 18 de Março, as restrições se estendem por todo o território francês na Europa. Desta forma, não vale para territórios ultramarinos, como a Guiana Francesa.
Entre as ações restritivas, ficam determinados: toque de recolher às 19h; fechamento do comércio não essencial; deslocamentos limitados a, no máximo, 10 km; proibição de viagens entre regiões diferentes da França; e fechamento de escolas por três semanas, com calendário adaptado, aulas virtuais e ampliação das férias de primavera.
Macron ainda anunciou a abertura de mais leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), com ampla mobilização na rede hospitalar. O presidente disse que quer acelerar a vacinação, para imunizar todos os maiores de 18 anos até o fim do verão francês, em Setembro.
“Se nós nos mantivermos unidos e se soubermos nos organizar, veremos o fim do túnel. E, aí, nos reencontraremos”, ressaltou Macron, em discurso.
Macron disse que, desta vez, as autoridades exigirão um atestado comprovando o motivo do deslocamento apenas às pessoas que ultrapassarem a distância máxima, estipulada em 10 km.
As pessoas que desejarem se isolar em outras regiões francesas deverão fazer isso durante o feriado de Páscoa.
O país é o quarto com mais registros de Covid-19: são mais de 4,6 milhões de casos desde o início da pandemia, segundo a Universidade Johns Hopkins. Ao todo, 95.502 pessoas morreram na França em decorrência da doença.
O Ministério de Mar, Águas Interior e Pesca, diz estar satisfeito com a redução de apreensão de pescado ilegal no país.
Este ano, foram apreendidas sete toneladas de camarões, contra onze em igual período do ano passado.
A informação, foi avançada esta quarta-feira (31), em Maputo, pela Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maita, no lançamento da campanha denominada Pesca de Camarão de Superfície.
De acordo com Augusta Maíta, a medida adoptada pela instituição de veda e fiscalização nos mares, visa chamar à consciência dos cidadãos para a necessidade de uma pesca sustentável.
A Ministra do Mar, Águas Interiores, reiterou o compromisso de prosseguir a luta contra a pesca ilegal e protecção dos recursos pesqueiros.
Por seu turno, a representante da pesca artesanal, Flora Manjate, disse que a falta de embarcações para a fiscalização contribuiu para a proliferação de pescadores ilegais.
A Escola Primária Completa Unida de 24, no distrito municipal Ka-Maxaquene, continua encerrada há, sensivelmente, quatro anos e a Direcção de Educação da Cidade de Maputo diz não ter, ainda, fundos para a reconstrução da infra-estrutura.
O elevado nível de lençol freático foi o que levou as autoridades de educação a fecharem as portas da Unidade 24 no bairro da Maxaquene-A. Desde 2017, a escola está feita uma ruína e tornou-se lugar de diversão para alguns e para outros simplesmente um abrigo.
Pais e encarregados de educação queixam-se de prejuízos pela demora na reconstrução da escola, pois fazia com que os seus filhos estudasse próximo às suas residências.
A situação inquieta, ainda, à Elizabeth Langa, irmã do Salvador Langa de sete anos de idade, que tem que acompanhar o menino todos os dias para a escola e evitar que corre risco de acidentes de viação.
Segundo Samuel Buque, Porta-voz da Direcção de Educação e Desenvolvimento Humano da cidade de Maputo, o sector tem um plano de reconstrução da infraestrutura.
Para a execução do plano, são precisos valores entre 42 e 78 milhões de meticais que o sector não tem. Com o encerramento da escola, em 2017, cerca de 1.729 alunos e 30 professores foram reintegradas nas escolas mais próximas.
As Forças de Defesa e Segurança reconhecem que Palma ainda não está totalmente nas mãos das autoridades. Entretanto, o porta-voz do Teatro Operacional Norte, Chongo Vidigal, apela à tranquilidade.
As Forças de Defesa e Defesa e segurança apelam à população para que mantenha a calma e não se deixe alarmar pelos terroristas, cuja missão é “desgastar” as forças governamentais.
Contudo, “as Forças de Defesa e segurança estão a trabalhar no terreno no encalce desses malfeitores e penso que dessa vez eles sentiram que há uma outra dinâmica no tratamento desses assuntos e vai ser assim daqui para frente, pelo que” em breve “a população poderá voltar seguramente para as suas zonas de habitação”, assegurou o porta-voz do Teatro Operacional Norte.
Sobre as mortes em consequência do ataque, Chongo Vidigal diz que o número é “relativamente menor porque maior parte da população retirou-se da vila de Palma mesmo no próprio dia do ataque.”
O porta-voz diz ainda que a dispersão massiva da população deveu-se, sobretudo, ao “pânico” e não à “acção dos terroristas no terreno”.
Sobre os danos materiais causados pela incursão terrorista, na passada quarta-feira, Chongo Vidigal considera “diminutas” e garantiu que maior parte das infra-estruturas continuam “intactas”.
O opositor russo Alexei Navalny, detido numa colónia penitenciária, anunciou ontem (31) uma greve de fome após denunciar a ausência de acesso a cuidados de saúde e uma “tortura” por privação do sono.
“Declaro uma greve de fome para pedir a aplicação da lei e para ser assistido por um médico”, escreveu Navalny na sua conta na rede social Instagram, em que diz sofrer de dores nas costas e nas pernas.
“Que posso fazer em contrário? Tenho o direito de ser analisado por um médico e de receber medicamentos. E não me permitem nem uma coisa nem outra”, prosseguiu.
Este anúncio surge após o crítico do Kremlin ter afirmado na semana passada que a sua saúde se deteriorava.
Vítima de um envenenamento com um agente neurotóxico em agosto passado, atribui a responsabilidade ao Kremlin, que rejeita qualquer envolvimento.
Militante anticorrupção e feroz crítico do Presidente Vladimir Putin, foi detido em janeiro, logo após o seu regresso à Rússia proveniente da Alemanha, onde permaneceu em convalescença durante cerca de cinco meses.
Em Fevereiro foi condenado a dois anos e meio de prisão num caso de fraude ocorrido em 2014 e que o próprio, diversas organizações não governamentais (ONG) e várias capitais ocidentais consideram conter motivações políticas.
Na semana passada, o seu círculo mais próximo disse recear pela sua saúde em detenção, com o opositor a queixar-se de fortes dores nas costas e na perna direita. Por sua vez, a administração penitenciária considerou que se encontrava num estado “satisfatório”.
Na quarta-feira (31), Navalny afirmou que também sofria de dores na perna esquerda. “Já não sinto algumas partes da minha perna direita, e agora da minha perna esquerda”, escreveu.
Reafirmou ainda ser vítima de “tortura por privação do sono”, assegurando que é acordado “oito vezes por noite” durante o período de controlo efetuado pelos guardas prisionais.
Na segunda-feira, Navalny também afirmou no Instagram ter recebido diversas advertências desde o seu encarceramento, e que poderão implicar um possível envio para uma célula disciplinar.
A juíza do tribunal distrital de Báruè, que julga o caso, começou do lado mais fraco das incursões criminais do número um da Polícia em Macossa, a corrupção passiva.
O Ministério Público, acusa Jorsélio Pinto, de 41 anos de idade, com a patente de superintendente da polícia, ao crime de corrupção passiva, ao ter recebido seis mil meticais de Otília Américo Mupapane, também arguida no caso, em troca de soltura do seu filho, de nome Brain Chiquinho, que estava detido nas celas do comando da PRM em Macossa, em Junho de 2020, por envolvimento num acidente de viação.
Para cometer o crime de que é acusado, o Ministério Público, diz que Jorsélio contou com a comparticipação de Fernando Tomussene, outro agente da Polícia, na altura, com as funções de Chefe da Secção de Informação Interna no comando da PRM em Macossa.
O advogado dos arguidos nega todas as acusações do Ministério Público e diz que os crimes alegados, não têm fundamento material e que o valor que Comandante Jorsélio recebeu era para garantir alimentação do filho de uma detida nas celas do comando local.
Entretanto, a juíza do caso, Claudina Eunice Jone, disse que depois de analisados os autos, o tribunal decidiu haver matérias bastantes para o julgamento ora iniciado, de onde sairá a sentença nos próximos dias.
Refira-se que na próxima quinta-feira, o comandante da PRM Macossa, Jorsélio Ernesto, voltará ao tribunal para ser julgado num outro caso, em que é acusado do crime de tráfico de cornos de rinocerontes.
Os ciclones, pandemia da COVID-19 e taxas de licença de pesca estão a sufocar a indústria pesqueira na província de Sofala, onde os armadores defendem um diálogo urgente com o governo, a procura de apoios, para não encerrarem as suas empresas.
“Nós achamos que o diálogo entre nós e o Governo devia ser aprofundado. De facto, nos últimos 10 anos, as capturas tendem a baixar consideravelmente. Há cerca de uma década, cada barco chegava a capturar 60 toneladas de camarão e, hoje, são menos de 20 toneladas por cada barco. Portanto o rendimento desta pescaria já não é igual e, por outro lado, é preciso tomar em consideração questões particulares aqui, na Beira, uma cidade que foi fustigada por três ciclones e destruíram as nossas capacidades de pesca incluindo as de armazenamento. Portanto, pedimos ao governo para abrir uma maior espaço de diálogo connosco. Não estamos a dizer que não queremos pagar taxas pesqueiras; pedimos que as mesmas sejam reduzidas a um nível aceitável para não nos sufocar financeiramente ou pelo menos que elas sejam aos actuais níveis de captura”, pediu Mamad Suleimane, presidente da Associação dos Armadores de Sofala.
Este é o grito de socorro dos armadores semi-industriais e industriais da província de Sofala, cujo 80 por cento das suas frotas não se farão ao mar a partir de hoje, data da abertura do período de veda, segundo Suleimane, porque estão sem capacidade financeira para pagar as taxas que variam entre um milhão e quatrocentos mil meticais a dois milhões e setecentos mil meticais por barco. O presidente dos armadores de Sofala falava à imprensa no final da cerimónia de abertura da campanha na qual apresentaram esta preocupação.
“Estamos completamente descapitalizados aqui em Sofala, As desgraças provocadas pelos ciclones não foram tomadas em consideração. Pedimos algumas facilidades. Aliás, mesmo neste encontro, apresentámos a nossa preocupação sobre as taxas de pesca e sugerimos que pagássemos 50 por cento. Contudo, o Governo exigiu uma garantia bancaria sobre os outros 50 por cento. No fundo é pagarmos 100 por cento, porque o banco só dá garantias se pusermos lá o dinheiro”, lamentou Mamad Suleimane.
De acordo com os armadores, antes do ciclone Idai, existiam, em Sofala, cerca de 80 armadores mas, neste momento menos, de metade é que ainda exercem as suas actividades, devido a dificuldades financeiras.
Pelo menos quatro pessoas morreram num tiroteio num edifício de escritórios na localidade de Orange, no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, incluindo uma criança, antes de o suspeito ser alvejado, informou a Polícia.
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), as motivações do ataque não são para já conhecidas, não sendo claro quem alvejou o suspeito.
De acordo com a AP, foram disparados tiros quando os agentes policiais chegaram a um edifício de escritórios de dois andares em Orange, a sudeste de Los Angeles, por volta das 17h30 de quarta-feira (31), disse a tenente da Polícia Jennifer Amat.
Com 3.869 óbitos por Covid-19 registrados nas últimas 24 horas, o Brasil alcança mais um novo e triste recorde.
O número, que supera os 3 mil há 2 dias seguidos, impulsiona a média móvel, que também atinge a pior marca desde o início da pandemia, chegando a 2.977. O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 43%, indicando tendência de alta nos óbitos.
Já são 321.515 pessoas que perderam a vida para a doença. Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 90.638 casos, totalizando 12.748.747 pessoas contaminadas em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.
Variações na quantidade de mortes ou de casos de até 15%, para mais ou para menos, não são significativas em relação à evolução da pandemia. Já percentuais acima ou abaixo devem ser encarados como tendência de crescimento ou de queda.
Os cálculos são feitos pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, e se baseiam nos relatórios repassados pelo Ministério da Saúde. Essas informações também alimentam o painel interativo com notícias sobre a pandemia desde o primeiro caso da doença registrado no país.
Média móvel
Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou de casos está longe do ideal. Isso porque eles podem apresentar variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.
Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel do cenário, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete.
O nome “móvel” é porque varia conforme o total de óbitos dos sete dias anteriores.
A Federação Moçambicana de Futebol rescindiu contrato com Luís Gonçalves, e toda a sua equipa técnica.
A decisão surge na sequência da não qualificação dos Mambas para o CAN-2021 e foi tomada depois da derrota de terça-feira (30).
Os Mambas terminaram no último lugar do Grupo F da fase de qualificação para o CAN, com apenas quatro pontos. O grupo foi ganho pela seleção dos Camarões com onze pontos, Cabo Verde com 10, terminou no segundo lugar e o Ruanda em terceiro com cinco.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, concede tolerância de ponto para todo o dia da próxima sexta-feira, a todos os trabalhadores, funcionários públicos e aos cidadãos de todo o país que professam a religião cristã, por ocasião da Páscoa.
Um comunicado recebido na nossa redacção, indica que a tolerância de ponto não abrange os trabalhadores cuja natureza da sua actividade não pode ser interrompida.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social exorta aos cristãos a comemorar a data, em observância às medidas de prevenção contra a propagação da covid-19.
Encontra-se interrompida a circulação rodoviária entre a localidade de Mazamba e a vila-sede do distrito de Cheringoma, na província de Sofala.
A situação deve-se a destruição de duas pontes, pela chuva intensa que fustigou a região, há dias.
O chefe da localidade de Mazamba, Costa Januário, disse que além da lama e buracos, a água da chuva arrasou as pontes e deixou crateras em toda a largura da via de terra batida, deixando algumas comunidades isoladas.
A Rússia lamentou a expulsão pela Itália de dois diplomatas russos acusados de espionagem e manifestou a esperança de que este incidente não afete as relações bilaterais, reservando uma resposta para mais tarde.
“Lamentamos a expulsão de dois funcionários da embaixada russa em Roma. Estamos a esclarecer as circunstâncias em torno desta decisão”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
A diplomacia russa assinalou que informará oportunamente sobre a possível resposta da Rússia à decisão da Itália que “não corresponde ao nível das relações bilaterais”.
Roma manifestou na quarta-feira (31) a Moscovo o seu “firme protesto” perante o caso de espionagem que implicou a detenção de um militar italiano por vender informação classificada e anunciou a “expulsão imediata” de dois funcionários diplomáticos russos envolvidos neste “gravíssimo assunto”.
A Itália tinha previamente anunciado a expulsão dos dois funcionários da embaixada, um dia depois da detenção em flagrante delito de um oficial da marinha italiana que entregava a um militar russo documentos “confidenciais” em troca de dinheiro.
“Na noite de terça-feira”, polícias de uma unidade especial “detiveram um oficial da marinha militar”, declararam as forças de segurança italianas num comunicado.
A operação, realizada sob supervisão da contraespionagem italiana e do estado-maior da Defesa, “visou um capitão-de-fragata da marinha militar e um oficial acreditado junto da embaixada da Federação Russa, ambos acusados de crimes graves relacionados com espionagem e segurança do Estado”, precisaram.
“A intervenção ocorreu na altura de um encontro clandestino entre os dois homens, surpreendidos em flagrante delito após a entrega de documentos confidenciais pelo oficial italiano em troca de dinheiro”, que, segundo vários media, ascende a cinco mil euros.
Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a Presidência russa “não dispõe de qualquer informação sobre as causas e circunstâncias” deste caso.
“Esperamos que o caráter positivo e construtivo das relações russo-italianas (…) seja preservado”, adiantou.
Segundo a agência noticiosa italiana AGI, citando fontes judiciais, o oficial italiano terá dado ao seu interlocutor cópias de documentos militares sobre a Itália, mas também sobre a NATO, e a troca terá decorrido num parque de estacionamento da capital.
O caso acontece num contexto de tensão de relações entre a Rússia e a Europa, nomeadamente devido à prisão do opositor Alexei Navalny e a vários outros casos de espionagem.
Moscovo acusa a União Europeia de ter uma posição “conflituosa” em relação a ela, enquanto a UE responsabiliza a Rússia pela degradação das relações, exortando-a a um “progresso sustentado” em relação aos direitos humanos, assim como “à cessação dos ciberataques” contra os seus Estados membros.
As Nações Unidas anunciaram que registaram pelo menos 5300 deslocados na sequência do ataque da semana passada à vila de Palma, mas o número deverá aumentar nos próximos dias.
“O número de pessoas deslocadas aumentou desde a publicação da atualização e temos agora registadas mais de 5300 pessoas nos pontos de chegada nos distritos de Nangade, Mueda, Montepuez e Pemba”, afirmou o porta-voz em Moçambique do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“Estes números deverão aumentar nas próximas horas e nos próximos dias”, acrescentou Saviano Abreu, em declarações aos jornalistas.
A vila de Palma, cerca de 25 quilómetros do projeto de gás natural da multinacional Total, sofreu um ataque armado na quarta-feira da semana passada que as autoridades moçambicanas dizem ter resultado na morte de dezenas de pessoas e na fuga de centenas.
A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados, segundo agências da ONU, e mais de duas mil mortes, segundo uma contabilidade feita pela Lusa.
Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona.
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