Pelo menos dois indivíduos, supostamente envolvidos em actividades terroristas, foram abatidos durante confrontos com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, em colaboração com militares do Ruanda.
O incidente ocorreu na região central de Macomia, especificamente nas matas do posto administrativo de Quiterajo, a cerca de 70 quilómetros da vila de Macomia, conforme revelou uma fonte oficial à agência Lusa.
Os confrontos, que tiveram lugar no passado domingo, fazem parte de uma operação conjunta destinada a conter a crescente insegurança na região. A mesma fonte confirmou que, além dos dois terroristas mortos, houve outros feridos durante os confrontos. Um membro das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas também ficou ferido, devido a um tiro na perna.
Os relatos indicam que a operação conseguiu afugentar os insurgentes da zona, com informações de que, além de Quiterajo, outras acções semelhantes estão em curso para garantir a segurança no interior e no litoral de Macomia.
A situação em Macomia tem gerado preocupação entre a população. Em Nkóe, residentes relataram momentos de pânico face à aproximação constante de grupos considerados terroristas, que têm como alvo os campos de produção agrícola. Moradores da área têm manifestado inquietação, especialmente na zona de Messalo, onde o trabalho agrícola é uma actividade comum.
No último domingo, insurrectos foram responsáveis pelo saque de um campo de milho nas proximidades da aldeia de Nkóe, o que resultou na fuga de alguns habitantes para Nova Zambézia. Várias comunidades de Macomia, incluindo Nguida, Chicomo e Meluco, têm também denunciado a presença inquietante dos rebeldes, reforçando o temor geral entre as populações.
Recentemente, o grupo extremista do Estado Islâmico reivindicou diversos ataques em Macomia, incluindo confrontos com as Forças de Defesa e Segurança. Através de canais de propaganda, o grupo afirmou ter cometido actos violentos, incluindo a decapitação de um indivíduo durante um ataque a uma aldeia.
Desde Outubro de 2017, a província de Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada por grupos associados ao Estado Islâmico, resultando em mais de 6.600 mortos e 1,2 milhões de deslocados, conforme indicam dados de várias organizações internacionais. As províncias vizinhas de Niassa e Nampula também têm sido alvo de incursões por estes grupos desde Abril do ano passado.















