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Elefantes em Moçambique passam de 9 mil para mais de 21 mil, segundo censo

O Ministro da Agricultura de Moçambique, Roberto Albino, anunciou que a população de elefantes no país aumentou significativamente nos últimos sete anos, passando de 9,114 para aproximadamente 21,700. Esta mudança positiva é atribuída às medidas implementadas para a recuperação da vida selvagem.

Durante a cerimónia de celebração do 15º aniversário da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), realizada na cidade de Maputo, o ministro destacou que o censo da vida selvagem, realizado em 2025, revela uma evolução considerável nas populações de fauna, após vários anos de declínio.

“A população de elefantes é estimada em cerca de 21,700 animais, o que representa o dobro do número registado em 2018. Anteriormente, a tendência era de uma redução acentuada, que viu a população de elefantes cair de mais de 20,000 em 2008 para cerca de 10,800 em 2014 e 9,114 em 2018”, afirmou Albino.

O ministro explicou que a reversão desta tendência resulta de um fortalecimento nas medidas de monitorização e no combate à caça furtiva, bem como da inclusão das comunidades locais na conservação, programas de reintrodução de vida selvagem e partilha de benefícios associados às zonas de conservação.

Citando dados do censo, Albino lembrou que, para além dos elefantes, outras espécies de grande e médio porte, como búfalos, zebras e hipopótamos, também demonstram sinais de crescimento ou estabilidade populacional.

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“A redução significativa no número de carcaças de elefantes indica uma diminuição da caça furtiva. Este resultado evidencia o impacto positivo da cooperação entre o governo, parceiros de cooperação, sector privado, co-gestores das áreas de conservação e comunidades locais”, acrescentou.

O ministro mencionou ainda que, pela primeira vez, a região sul de Moçambique apresenta uma maior concentração de elefantes em comparação com as regiões central e norte, influenciada pelas áreas de conservação transfronteiriças.

Contudo, advertiu que os dados da região norte do país poderão estar subestimados, devido à exclusão de algumas áreas do censo por questões de segurança.

“Apesar da recuperação da fauna, o governo alerta para a crescente pressão humana sobre as áreas de conservação, incluindo a expansão de assentamentos, exploração ilegal de madeira e mineração, fatores que continuam a degradar os habitats naturais”, sublinhou.

Na mesma cerimónia, o governo comunicou a sua intenção de avançar com um programa controlado de extração de vida selvagem no Parque Nacional da Matola, com o objectivo de prevenir desequilíbrios ecológicos associados ao excesso de animais em certas áreas.

O programa será implementado em duas fases, iniciando com um projeto piloto de gestão ecológica, seguido por uma fase de exploração económica no âmbito da economia da vida selvagem.

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