Economia Moçambique precisa de novas estratégias para atrair financiamento climático

Moçambique precisa de novas estratégias para atrair financiamento climático

O Director Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas, Francisco Sambo, defendeu a necessidade de uma alteração no paradigma relacionado com a abordagem das questões ambientais no país. 

Esta mudança visa, conforme destacou, facilitar o acesso a um maior volume de financiamentos destinados à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Durante a sua intervenção no Seminário Nacional de Fortalecimento de Capacidade de Supervisão e Monitorização de Projectos do Fundo Global do Ambiente (GEF), Samuel salientou que a simples evidência da vulnerabilidade ambiental não é suficiente para garantir o acesso a tais financiamentos. Esta afirmação reflectiu a urgência de uma estratégia mais robusta e integrada na gestão de projectos relacionados com a sustentabilidade ambiental.

O GEF, que financia 183 países em desenvolvimento e com economias em transição, conta com 18 agências implementadoras responsáveis pelo desenho e execução de projectos ambientais. Fundado em 1991, como um fundo adicional para a gestão ambiental, o GEF tem estado a aplicar, em Moçambique, aproximadamente 44,9 milhões de dólares norte-americanos desde 2018.

O seminário decorreu nos dias 4 e 5 de Dezembro, na praia de Macaneta, no distrito de Marracuene, na província de Maputo. Durante o evento, Sambo fez um apelo a todos os sectores para um maior envolvimento nas iniciativas climáticas, destacando a importância de partilhar experiências para alcançar melhores resultados na luta contra as mudanças climáticas.

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Estudos indicam que cerca de 45% da terra em África está comprometida pela degradação do solo e pela desertificação, fenómenos que resultam em grande parte de acções humanas. Adicionalmente, cerca de 85% do uso de água doce no continente está ligado à agricultura, que sustenta a alimentação e o emprego da maioria da população africana.

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