Cerca de cem mulheres em Moçambique estão a exigir a devolução de dinheiro após terem sido supostamente burladas numa operação de venda de roupas e cabelos postiços através da internet.
A acusada, uma jovem de 25 anos, foi denunciada às autoridades policiais e alega ter enfrentado constrangimentos no país onde adquiriu os artigos.
As vítimas, maioritariamente jovens empreendedoras, decidiram apostar no autoemprego, adquirindo produtos por meio das redes sociais. Elas aderiram a um grupo criado pela acusada, a qual é acusada de burla que envolve valores que ascendem a cerca de 100 mil meticais.
A jovem, que se encontra na origem da queixa, afirma ter investido 9 mil meticais na compra de cabelo que nunca chegou a ser entregue. Embora algumas vítimas tenham recebido as primeiras encomendas destinadas à revenda, subsequentemente não receberam mais qualquer produto.
As mulheres relataram que tentaram contactar a acusada, mas alegam que ela bloqueou grande parte dos membros do grupo, que contava com 80 vítimas provenientes de diversas regiões do país. Cansadas da situação, decidiram levar o caso às autoridades competentes.
Em entrevista, a acusada admitiu a existência da dívida e alegou dificuldades na fonte de fornecimento. Comprometeu-se a liquidar gradualmente o valor devido às vítimas.














